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5 principais causas para queda de cabelo e calvície

Existem diversas causas para queda e cabelo e calvície.

Apesar de ser mais comum que elas ocorram de forma isolada, elas também podem se manifestar simultaneamente.

Por isso, é importante se conhecer as características de cada uma delas para que seja possível identificar quando elas ocorrem ao mesmo tempo.

Qual a diferença entre queda de cabelo e calvície?

Para começar, queda de cabelo e calvície não são a mesma coisa!

Portanto, ter queda de cabelo não significa estar perdendo cabelo ou ficando careca.

Aliás, a queda de cabelo faz parte do ciclo natural do fio, pelo qual eles caem e são substituídos por outros de tempos em tempos.

Dessa forma, é normal que no dia a dia se encontrem fios no banheiro, escova e até mesmo no travesseiro.

Na maior parte das vezes, não tem nada de errado com isso.

O problema é quando a queda de cabelo faz parte ou está associada a alguma alopecia.

Alopecia é o termo científico que se usa para a perda de cabelos, popularmente conhecida como calvície.

Existem diversas causas de alopecia, algumas definitivas, outras temporárias; algumas acompanhadas de queda, outras não necessariamente.

A principal causa de calvície, a alopecia androgenética, por exemplo, muitas vezes cursa sem aumento perceptível da queda de cabelo.

Nesse caso, a calvície ocorre não pela queda, mas pelo afinamento progressivo dos fios.

Principais causas para queda de cabelo e calvície

Entre as causas mais comuns de queda de cabelo e alopecia destacam-se: eflúvio telógeno, alopecia androgenética, alopecia areata, alopecia por tração e alopecias cicatriciais.

Apesar dessas condições se manifestarem de formas diferentes, é possível reconhecer sinais que se trata de mais de uma doença, permitindo o diagnóstico e tratamento adequado.

1. Eflúvio capilar

O eflúvio é a causa mais comum de queda de cabelo.

Trata-se de uma reação do organismo a determinadas situações, algumas delas agravos ao corpo ou ao couro cabeludo.

No eflúvio capilar, o fio se desprende da cabeça durante diferentes fases do seu ciclo de vida.

Quando ele se solta ainda na fase de crescimento, é chamado do eflúvio anágeno. É o caso, por exemplo, da queda causada por medicamentos da quimioterapia.

A forma mais comum de eflúvio, no entanto, ocorre por um avanço precoce de uma grande quantidade de fios para a fase de queda, chamada de fase telógena.

Essa queda é chamada de eflúvio telógeno.

O eflúvio telógeno pode ser agudo ou crônico, dependendo do tempo em que o cabelo fica caindo mais do que o normal, ou seja, mais do que 100 fios ao dia.

O eflúvio telógeno agudo é aquele que melhora em até 6 meses, sendo o crônico quando a queda dura mais do que isso.

Independente do tempo e da intensidade da queda, o eflúvio sozinho não gera perda de cabelo.

Em quem tem apenas eflúvio, os cabelos vão sendo repostos por fios iguais à medida que vão caindo.

Trata-se de um tipo de queda de cabelo geralmente temporária e difusa.

Além disso, ele não costuma resultar em áreas completamente desprovidas de fios no couro cabeludo, ainda que possa atingir qualquer parte dele.

Quando as falhas de cabelo são visíveis, é preciso pensar na associação do eflúvio com a alopecia androgenética ou em outro diagnóstico que não eflúvio.

Um dos fatores que dificultam a identificação das causas para queda de cabelo em casos de eflúvio telógeno é o fato da queda ocorrer, em média, de 1 a 4 meses após o evento que a desencadeou.

Isso acontece porque, uma vez que o fio recebe o sinal do corpo para cair, ele ainda precisa passar por um processo de involução para depois se desprender.

Esse processo, que ocorre na fase catágena, dura cerca de um mês.

Após regridir, ele então entra na fase telógena, na qual o fio fica frouxo e solto, só aguardando para cair. Esse período dura aproximadamente mais 3 meses.

Em quem tem somente eflúvio telógeno, após a queda ocorre a substituição por um fio novo.

Em pessoas com alopecia, no entanto, esse fio retorna cada vez mais fino, curto ou pode até não retornar.

Devido ao tempo que o fio leva para cair, o fator que desencadeou a queda pode ser difícil de identificar.

Entre os motivos que costumam provocar o problema destacam-se:

Em geral, a queda de cabelo do eflúvio costuma durar até seis meses, podendo ser menor quando o fator desencadeante é identificado e afastado.

Caso o paciente também tenha tendência genética à perda de cabelo, como no caso de mulheres com alopecia, o eflúvio pode acelerar a progressão dessa condição.

2. Alopecia androgenética

Essa é a causa mais comum de perda de cabelos, ou seja, calvície, tanto em homens quanto em mulheres.

A alopecia androgenética pode ou não ser acompanhada de aumento da queda de cabelo.

Trata-se de uma condição em que há afinamento progressivo dos fios por hormônios masculinos como a testosterona e seu metabólito diidrotestosterona (DHT).

Homens e mulheres com parentes calvos ou com cabelos finos são mais propensos a desenvolver esse tipo de alopecia.

Apesar de acometer ambos os sexos, existem diferenças na apresentação e evolução da calvície masculina da feminina.

Nas mulheres há uma queda mais difusa do cabelo, raramente evoluindo com áreas completamente lisas, sem cabelo.

Nos homens, a ausência completa de cabelos é mais comum, mas ela é restrita ao topo da cabeça, preservando os cabelos das laterais e da nuca.

Apesar da calvície se manifestar de forma diferente em homens e mulheres, ambos compartilham a tendência de que o cabelo fique cada vez mais ralo caso a alopecia não seja reconhecida e tratada.

3. Alopecia areata

A alopecia areata é um causa autoimune de queda de cabelo e calvície.

Nessa condição, o sistema imunológico deixa de atuar adequadamente, passando a combater células saudáveis do próprio organismo, no caso, do folículo capilar.

O ataque aos fios faz com que eles caiam, deixando falhas arredondadas no couro cabeludo.

As causas da alopecia areata são desconhecidas, mas um dos fatores associados a sua evolução é o estresse.

Na maioria das vezes, a queda de cabelo e calvície são temporárias, com retorno dos fios espontaneamente dentro de alguns meses.

Quando a alopecia não regride sozinha ou se ela aumenta, tratamentos especializados com um médico especialista podem acelerar a volta dos fios.

4. Alopecia por tração

A alopecia por tração tem ocorrido com maior frequência em decorrência dos penteados que tensionam demasiadamente os fios.

A tensão exagerada sobre os folículos capilares leva ao enfraquecimento deles, gerando queda de cabelo e calvície.

Dependendo do grau de tração e do comprometimento da alopecia, pode ser que não seja mais possível restaurar os folículos, desencadeando um quadro de calvície permanente.

Para evitar a alopecia por tração deve-se preferir cabelos soltos ou penteados mais frouxos.

A queda de cabelo e calvície pela alopecia por tração não devem ser ignoradas.

Uma dica é ficar atento a linha de implantação capilar, ou seja, o limite entre a testa e o cabelo.

Se perceber que essa linha está avançando, com a testa ficando maior restando apenas pequenos fios na frente, está na hora de procurar um especialista.

Enquanto a condição não tiver comprometido totalmente o folículo capilar, ainda é possível revertê-la a partir de um tratamento médico especializado.

5. Alopecia cicatricial

As alopecias cicatriciais são um grupo de doenças que podem levar à calvície permanente caso não sejam diagnosticadas precocemente.

São várias as causas para queda de cabelo e calvície nesses casos, podendo elas ser divididas em primárias e secundárias.

A alopecia cicatricial primária é a que ocorre por doenças inflamatórias do couro cabeludo, geralmente sem causa conhecida.

Nesse grupo encontram-se patologias como o líquen planopilar, alopecia frontal fibrosante, lúpus discóide, alopecia central centrífuga , foliculite decalvante, abscedante e queloidiana da nuca.

Com diferentes padrões de acometimento, quadro clínico e tratamento, essas doenças têm em comum o fato de todas cursarem com queda de cabelo e calvície.

Já a alopecia cicatricial secundária é aquela que surge por algum agente externo conhecido.

É o caso, por exemplo de queimaduras por produtos químicos, tração, exposição à radiação, traumas, infecções virais, bacterianas ou fúngicas.

Independentemente de ser primária ou secundária, por comprometer a integridade dos folículos pilosos, a alopecia cicatricial deve ser diagnosticada precocemente, pois o quanto antes ela é reconhecida, maiores as chances dela ser revertida.

É possível ter mais de um problema causando queda de cabelo e calvície?

A queda de cabelo pode ser um evento isolado e temporário, como no caso do eflúvio telógeno.

Entretanto, é até de certa forma comum ter mais uma causa para queda de cabelo e calvície ocorrendo ao mesmo tempo.

Nesse caso, somente quando se conhece as características de cada problema é possível identificá-los para em seguida iniciar todos os tratamentos necessários.

A recomendação é sempre buscar um médico especialista em cabelos caso se se note uma queda superior a 100 fios diários ou quando se tiver a impressão de que os fios que caem não estão sendo repostos.

Esse especialista está apto a fazer um investigação e pedir exames que permitam identificar quais as causas para queda de cabelo, isoladas ou simultâneas, permitindo o tratamento mais adequado.

A Clínica Doppio possui uma estrutura apropriada para avaliação e tratamento de queda de cabelos e calvície. Além disso, conta ainda com um médico especialista em cabelos e profissionais preparados para ajudar com seu problema.

Faça uma avaliação e obtenha as informações e cuidados para o seu caso.

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