Queda de cabelos e calvície: que alimentos evitar?

Queda de cabelos e calvície: que alimentos evitar?

Já é bem documentado que deficiências nutricionais são causas comuns do aumento da queda de cabelos. Entretanto, uma dúvida frequente é se existem alimentos inimigos do cabelo?

 Cafeína

A cafeína é um conhecido agente estimulante do sistema nervoso. Sua ingestão é responsável por sensações  reflexas de alerta e atenção.

A cafeína está presente em diversos alimentos e produtos, como:

  • Café
  • Chá preto, chá verde e chá mate
  • Refrigerantes, principalmente Coca Cola, mas também em menor quantidade no Guaraná
  • Chocolate e achocolatados
  • Bebidas energéticas
  • Medicamentos

 

O consumo de cafeína pode interferir na qualidade do sono, seja quando ingerida em excesso ou mesmo quando consumida em pequenas quantidades por pessoas mais sensíveis a essa substância.

O prejuízo provocado ao sono pode ter como reflexos o aumento do estresse e da queda de cabelos.

A falta de sono ou a alteração do ciclo sono-vigília podem prejudicar a  produção da melatonina.

A melatonina é um hormônio com diversas funções no organismo. Entre elas, a de proteção e reparação de células dos mais diversos tecidos, inclusive dos cabelos.

Dessa forma, sua deficiência poderia prejudicar o desenvolvimento e manutenção das células foliculares presentes nos fios de cabelos.

Assim, acredita-se que distúrbios da melatonina possam estar envolvidos em processos como calvície e queda de cabelos.

Apesar das evidências de que a cafeína possa ser um dos possíveis alimentos inimigos do cabelo, faltam dados na literatura que comprovem essa relação direta.

Carboidratos simples

O açúcar é um alimentos mais frequentemente associados a danos à saúde.

Como não poderia deixar de ser, ele também é aclamado como um dos possíveis alimentos inimigos dos cabelos.

Os carboidratos presentes em doces, bolos, pães e massas são compostos com alto teor glicêmico e baixa quantidade de fibras.

O consumo desses alimentos leva a picos de açúcar no sangue. Os picos, por sua vez, aumentam os níveis de insulina, hormônio regulador da glicemia.

Apesar de existirem estudos sugerindo a associação entre níveis elevados de insulina por longos períodos com o aumento da queda de cabelos e calvície, ainda não foi comprovado como o açúcar seria o responsável pelo processo.

Adoçante

O aspartame é um dos adoçantes mais populares presentes no mercado. Ele pode ser encontrado em diversos alimentos e bebidas “diet” e até mesmo em gomas de mascar.

Aprovado para uso como edulcorante em alimentos pela agência reguladora americana FDA (Food and Drug Administration) desde 1981, ele tem sido alvo de polêmicas e controvérsias por possíveis efeitos colaterais relatados pela própria agência americana.

Em um parecer técnico, baseado em um estudo publicado no Journal of Applied Nutrition, realizado com 551 pessoas, foram relatados 92 possíveis efeitos colaterais da substância, entre elas o acentuado afinamento ou queda de cabelos em 32 participantes do estudo, totalizando 6% da população investigada.

Além disso, outro estudo, dessa vez publicado pela Universidade de Bologna, Itália, em 2006, causou grande repercussão ao sugerir a associação entre o uso de aspartame e o aparecimento de linfomas e leucemia em pesquisa realizada em ratos.

O mecanismo pelo qual essas reações e efeitos colaterais poderiam ocorrer não foi elucidado, mas se acredita que um dos seus derivados poderia ser o responsável.

Aspartame

O aspartame é uma substância artificial, composta pelos aminoácidos fenilalanina e aspartato, unidos por uma ligação que ao ser rompida, libera metanol.

O metanol pode ser convertido em formaldeído, sendo ambas substâncias tóxicas em altas concentrações. Quando elevados, eles podem afetar o DNA e estruturas proteicas, resultando em diversas ações deletérias ao organismo.

Essas informações motivaram pareceres técnicos de diversas agências reguladoras ao redor do mundo.  Após ampla discussão e revisão dos dados, essas agências atestaram a segurança do produto.

Além das evidências científicas, a decisão baseou-se no fato de que todos os componentes do aspartame, incluindo o metanol resultante do seu metabolismo, estão presentes em quantidades bem maiores em outros alimentos, como frutas cítricas e tomates, sendo naturalmente eliminados do organismo quando esses alimentos são consumidos.

Assim, na quantidade que costuma ser usado, ele seria digerido e eliminado pelo organismo, sem grandes problemas. Exceção feita para portadores de fenilcetonúria. Por conter fenilalanina, o aspartame não deve ser consumido por pessoas com essa condição.

Aditivos

Quando o assunto é alimentação, uma das maiores preocupações atuais é o que tem mudado nas comidas que poderia estar levando à maior incidência de doenças como o câncer ou ainda de condições como a calvície feminina, que tem se tornado cada vez mais frequente e precoce.

A resposta mais espontânea costuma ser a quantidade de aditivos usados na indústria alimentícia.

Substâncias como corantes, conservantes, hormônios e antibióticos estão sempre no foco da discussão.

Para muitos, eles são os principais responsáveis por tornar alimentos inimigos do cabelo e da saúde em geral.

Corantes

A polêmica se tornou ainda maior depois que um estudo do Instituto Nacional de Saúde dos EUA revelou que um dos mais populares corantes do mundo, o caramelo IV, poderia estar relacionado a um maior risco de desenvolver câncer em animais.

Isso fez com que gigantes como Coca Cola e Pepsi fizessem alterações em suas fórmulas nos EUA. No Brasil, segundo uma pesquisa realizada pelo Center for Science in Public Interest, sediado na capital americana, a quantidade desse corante foi a maior entre 9 países avaliados, sendo 50% maior do que a do segundo colocado, Quênia.

Apesar do Caramelo 4 e outros aditivos como o extrato de Cochonilha serem aventados como possíveis agentes causadores de queda de cabelos, os relatos não encontram suporte na literatura médica.

Hormônios em animais

Outro assunto que causa grande controvérsia é sobre o uso de hormônios ou outras substâncias em animais de consumo humano.

Apesar de legalizado nos EUA, o uso de hormônios injetáveis em bovinos é proibido no Brasil, assim como o seu uso em frangos.

Segundo as associações responsáveis pelo setor e órgãos reguladores do Brasil, criou-se um mito sobre o uso de hormônios em frangos de granja e animais de corte no país.

Conforme especialistas, o crescimento mais acelerado desses animais é resultado de melhoramento genético, além de melhorias na infraestrutura, ambiência, nutrição e condições sanitárias durante a criação, incluindo uso de antibióticos.

Assim, a carne de vaca e o frango, seja caipira ou de granja, não apresentariam níveis aumentados de hormônios.

Isso foi confirmado por uma pesquisa publicada em 2010 pelo Journal of Clinical Oncology. Essa pesquisa comparou os níveis de hormônios encontrados na carne vermelha e de frango dos EUA, Japão e Brasil.  Nesse estudo, os menores valores de hormônios encontrados nos frangos foram os do frango brasileiro, sugerindo não haver nenhuma suplementação hormonal na amostra examinada.

Alimentos transgênicos: alimentos inimigos do cabelo?

A engenharia genética tem permitido avanços na área de biotecnologia.

Um desses avanços é a modificação do material genético de alimentos para torná-los mais resistentes e competitivos no mercado.

Por se tratar de algo relativamente recente, ainda não se tem pleno conhecimento dos seus efeitos a longo prazo.

Assim, uma das dúvidas que naturalmente surgem é se esses podem ser alimentos inimigos do cabelo e da saúde.

No que diz respeitos aos cabelos, não há evidências científicas consistentes sobre o assunto.

Sendo assim, por enquanto, os alimentos transgênicos não têm sido relacionados à queda de cabelos ou calvície.

Existem alimentos inimigos do cabelo?

Até o momento, não há estudos científicos suficientes para permitir conclusões sólidas sobre queda de cabelos provocadas por alimentos específicos.

Portanto, é difícil estabelecer alimentos inimigos do cabelo.

Entretanto, fatores dietéticos algumas vezes podem ser a resposta para as mais variadas condições de comprometimento da saúde. Portanto, não seria surpreendente se, no futuro, estudos comprovassem a associação de determinados alimentos com o comprometimento dos cabelos.

O fato da calvície ser uma condição genética não significa que nada possa ser feito a respeito. Na maioria dos casos, trata-se de uma condição passível de tratamento, com possibilidades tanto de prevenção quanto de recuperação ou restauração.

A Clínica Doppio além de possuir uma estrutura apropriada para avaliação e tratamento de queda de cabelos e calvície, conta ainda com um médico especialista em cabelos e profissionais preparados para ajudar com seu problema.

Faça uma avaliação e obtenha as informações e cuidados para o seu caso.

 

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