Anticoncepcional e queda de cabelo

Anticoncepcionais e queda de cabelos

Desde que foi lançado, o anticoncepcional tem se tornado a forma mais popular de se evitar a gravidez. Apesar de ser usado por grande parte das mulheres, poucas sabem que o anticoncepcional e queda de cabelo são relacionados.

Mulheres que são sensíveis às alterações hormonais podem vir a ter aumento da queda de cabelos em graus variáveis enquanto estão em uso da medicação ou, mais comumente, semanas ou meses após ter interrompido seu uso.

Anticoncepcional e queda de cabelo

Por outro lado, uma vez que o anticoncepcional oral diminui a produção de hormônios masculinos (andrógenos) no ovário, eles podem ser usados para o tratamento da alopecia androgenética em mulheres. Nem todos, porém, são indicados para esse fim.

Para esclarecer quais podem gerar esse benefício ou qual a relação entre anticoncepcional e queda de cabelo, é preciso que se entenda um pouco mais sobre eles.

Tipos de anticoncepcionais

Existem diversas formas de apresentação de anticoncepcional: pílula oral, anel vaginal, implante subdérmico, dispositivo intra uterino (DIU) e injeções mensais ou trimestrais.

Apesar dessa diversidade, considerando-se apenas o seu papel no aumento da queda e na rarefação capilar, torna-se indiferente qual a apresentação, sendo mais importante os seus componentes.

Nesse sentido, existem 2 tipos de anticoncepcionais hormonais: os que tem em sua fórmula progesterona e estrógeno e aqueles que só tem progesterona. Ambos são eficazes em suprimir a ovulação e, portanto, evitar a gravidez.

As pílulas mais usadas são as que contém os dois hormônios juntos: progesterona e estrógeno.

Estrogênios

A dose do estrogênio e o tipo da progesterona variam e são essas variações que determinam tanto os efeitos colaterais como os benefícios de cada um, sendo ambos relacionados ao problema de anticoncepcional e queda de cabelos em mulheres.

O estrogênio mais comum em pílulas é o etinilestradiol (EE). O que varia no caso é a dose. As pílulas mais antigas tinham doses mais altas (100 microgramas), provocando mais sintomas como enjoos e ganho de peso. Com a evolução, surgiram pílulas com doses menores, de até 15 microgramas de EE.

Quanto à dosagem de etinilestradiol, as pílulas se dividem em:

  • Média: 35 mg
  • Baixa: 20 a 30 mg
  • Ultrabaixa: 15 mg

Apesar de serem eficientes, cada pílula tem sua peculiaridade em suas diferentes dosagens, cabendo ao médico ginecologista orientar qual seria a melhor indicação em cada caso.

Progestágenos

Os tipos de progesterona são responsáveis pelas diversas possibilidades tanto de benefícios quanto de efeitos adversos.

Podemos dividir os progestágenos de acordo com o grau de efeitos andrógenos que produzem.

Os efeitos andrógenos são aqueles que se assemelham aos provocados por hormônios masculinos, como aumento da oleosidade, acne, aumentos dos pelos no corpo e calvície.

Portanto, quanto maior o efeito andrógeno, maior propensão a acelerar a queda e o afinamento dos fios em pacientes predispostas.

  Assim, quanto ao efeito andrógeno tem-se,

  • Acentuado:
    • Levonorgestrel: DIU Mirena, Ciclo 21, Microvlar, Level, Triquilar, Neovlar, Evanor
    • Medroxiprogesterona: Depoprovera, Cyclofemina
    • Norgestrel: Anfertil
    • Etonogestrel: implante Implanon, Nuvaring anel vaginal
    • Norelgestromina: adesivo Evra
    • Noretisterona: Mesigyna, Noregyna
    • Gestrinona: implante ou “chip da beleza”
  • Moderado:
    • Gestodeno: Tamisa, Femiane, Diminut, Micropil, Harmonet, Allestra 20, Allestra 30, Gestinol, Gynera, Adoless, Minesse, Alexa, Siblima
    • Desogestrel: Mercilon, Mercilon conti, Gracial, Femina, Primera 20, Primera 30, Minodiol, Minian, Cerazette, Nactali
  • Leve:
    • Ciproterona: Diane 35, Selene, Diclin, Artemidis
    • Drospirenona: Yasmin, Yaz, Elani ciclo, Stezza, Moliere, Iumi
    • Clormadinona: Belara, Belarina, Aixa
    • Dienogest: Qlaira
    • Nomegestrol: Stezza

Qual o melhor anticoncepcional para a alopecia feminina?

As progesteronas de efeito leve são consideradas anti-andrógenos, ou seja, elas possuem maior potencial de amenizar os efeitos masculinos.

São, portanto, as mais indicadas no tratamento de mulheres com calvície, alopecia androgenética ou alopecia de padrão feminino.

Apesar de haver uma maior tendência a se privilegiar alguns componentes e dosagens, a decisão tanto sobre seu uso quanto sobre qual anticoncepcional deve ser o escolhido cabem exclusivamente ao médico ginecologista.

Anticoncepcional e queda de cabelo: o que fazer?

Alguns cuidados devem ser tomados quando se decide sobre o uso de anticoncepcional. Fatores como aumento do risco de trombose devem ser considerados. Como exemplo, fumantes acima de 35 anos ou com antecedentes familiares de trombose devem ser bem orientadas quanto aos possíveis riscos.

Por isso, o correto é sempre consultar um médico ginecologista antes de iniciar ou  fazer a troca do contraceptivo.

Além disso, é importante lembrar que a queda de cabelos em mulheres pode ter diferentes causas: genética, nutricionais, condições do couro cabeludo ou mesmo medicamentos. Sendo assim, é recomendável se fazer uma avaliação com um  especialista sempre que se notar queda ou rarefação capilar.

A Clínica Doppio conta com uma equipe preparada, orientada por um médico especialista em cabelos, para melhor atendê-lo. Agende uma consulta e obtenha todas as informações e cuidados para o seu caso.

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