Biópsia do couro cabeludo: exame para queda de cabelo e alopecia

A biópsia do couro cabeludo é um exame utilizado para análise microscópica de problemas capilares.

Como é feita a biópsia do couro cabeludo?

Antes de fazer o exame, é preciso escolher a área do couro cabeludo que mais representa o problema capilar investigado.

Se o exame é feito em um local incaracterístico, há grande chance do resultado vir inespecífico e não ser útil.

Assim, é importante que o médico escolha bem o local a ser biopsiado.

Preparação para a biópsia do couro cabeludo

Uma vez definido o local da biópsia, deve-se isolar a área para permitir a melhor visibilidade durante a coleta do material.

Dessa forma, pode ser necessário usar presilhas, cortar ou até mesmo raspar os cabelos ao redor do local do exame.

A área de isolamento necessária para a biópsia do couro cabeludo costuma ser bem pequena, de 1 a 2 centímetros.

Portanto, ela não é suficiente para deixar uma falha, geralmente passando desapercebida após o exame.

Antissepsia

Depois de definir e isolar o local da biópsia do couro cabeludo, deve-se limpar a área do exame.

A limpeza pode ser feita com soluções antissépticas como, por exemplo, clorexidine ou álcool 70%.

Apesar de também serem antissépticas, soluções contendo iodo como povidine ou degermante dificilmente são utilizadas.

Isso porque além da alergia ao iodo ser relativamente comum, ele também costuma deixar manchas mais difíceis de serem removidas.

Anestesia

A anestesia do local da biópsia é feita para que a coleta do material e os procedimentos posteriores sejam indolores.

Esse é o único passo do exame em que há desconforto ou dor, que costumam ser toleráveis e de curta duração.

Como o couro cabeludo é muito vascularizado, geralmente são usadas substâncias para diminuir o sangramento durante o procedimento.

Nesse caso, derivados da adrenalina são os mais utilizados, por diminuirem o fluxo sanguíneo dos vasos do local da biópsia.

Coleta de material 

Uma vez anestesiado, segue-se com a retirada do fragmento da pele para análise.

Na grande maioria dos casos, essa retirada é feita com um punch, instrumental cirúrgico semelhante a uma caneta.

A ponta do punch é cortante, com abertura geralmente variando entre 1 a 6 milímetros.

Os punchs de 3 e 4 milímetros são os mais utilizados.

Mais importante do que o tamanho da amostra é a profundidade do fragmento obtido.

Isso porque os fios de cabelo se encontram em planos diferentes dentro da pele, inclusive planos mais profundos.

Assim, para que a amostra seja representativa, é preciso que a coleta com o punch seja profunda.

Uma vez retirado, o material coletado pelo punch é encaminhado ao laboratório para preparação de lâminas e análise microscópica pelo médico patologista ou dermatopatologista.

Esse material costuma ser suficiente para diagnóstico das doenças envolvendo cabelos e couro cabeludo.

Alguns casos específicos, no entanto, pode ser necessário retirar um fragmento maior com uma lâmina de bisturi.

Esse é caso, por exemplo, de lesões do couro cabeludo como pintas, nódulos subcutâneos ou lesões suspeitas de câncer de pele.

Além disso, a coleta de 2 amostras pode ser útil em caso de alopecias cicatriciais e da alopecia areata incógnita.

Nesse sentido, inclusive, há estudos apontando maior êxito no diagnóstico de alopecias com coleta de 2 amostras.

Orientações e cuidados após biópsia do couro cabeludo

Após retirada da amostra do tecido cutâneo contendo os fios de cabelo, é preciso fechar o local aberto pelo procedimento.

O fechamento da ferida cirúrgica aberta pelo punch é feito com uma sutura simples, com 1 ou 2 pontos.

Após sutura, não se costuma ocluir a ferida com curativos, já que curativos oclusivos com micropore ou esparadrapo têm baixa aderência aos fios de cabelo.

Como a ferida fica exposta sem curativos, é importante tomar alguns cuidados após o procedimento.

Para evitar sangramentos posteriores e garantir a melhor cicatrização é aconselhável não molhar o local da biópsia por 48 horas.

Além disso, a partir do segundo dia após o procedimento, deve-se lavar os cabelos com xampus de costume em movimentos suaves.

Enquanto estiver com pontos, deve-se evitar o uso de bonés, capacetes ou imersão em água de mar ou piscina.

Os pontos devem ser retirados 10 dias após ter sido realizada a biópsia do couro cabeludo.

Complicações associadas à biópsia do couro cabeludo

A biópsia do couro cabeludo costuma ser um procedimento seguro e de rápida execução.

Entretanto, dependendo das condições do paciente e da experiência do médico pode haver maiores chances de complicações.

Entre os eventos mais comuns encontram-se: dor, sangramento, infecção, deiscência de sutura e cicatriz inestética.

A execução  correta do procedimento e os cuidados do paciente com a ferida operatória tendem a diminuir esses riscos.

Quando onde fazer a biópsia do couro cabeludo?

O primeiro e mais importante passo para que a biópsia seja efetiva é ter uma indicação correta do exame.

Apesar de poder ser esclarecedora, a biópsia do couro cabeludo não é indicada com frequência.

Isso porque o diagnóstico da maior parte das condições que afetam os cabelos e couro cabeludo é clínico, ou seja, feito a partir do exame médico.

Entretanto, desde que bem indicada e realizada corretamente, a biópsia do couro cabeludo pode ser um procedimento muito útil para esclarecer dúvidas diagnósticas e orientar melhor o tratamento.

Por essas razões, é importante escolher bem o médico para realizar o procedimento.

A Clínica Doppio além de possuir uma estrutura apropriada para avaliação e tratamento de queda de cabelos e calvície, conta ainda com um médico especialista em cabelos e profissionais preparados para ajudar com seu problema.

Faça uma avaliação e obtenha as informações e cuidados para o seu caso.

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Dr. Nilton de Ávila Reis

CRM: 115852/SP | RQE 32621


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4 Responses

    1. Olá, Vitória

      A biópsia não compromete o resultado do tratamento da alopecia feminina.
      Quando realizada com punch (um instrumental próprio para biópsias) da maneira correta, a biópsia deixa uma cicatriz quase imperceptível.

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