câncer no couro cabeludo carcinoma maligno

Câncer no couro cabeludo: quando suspeitar?

Ter calvície ou mesmo rarefação capilar é um fator de risco para o desenvolvimento de câncer no couro cabeludo.

Quais são os tipos de câncer no couro cabeludo?

Existem diversas possibilidades de câncer de pele maligno no couro cabeludo, sendo as 3 principais, em ordem de frequência:
  • Carcinoma basocelular;
  • Carcinoma espinocelular;
  • Melanoma.
No que diz respeito à letalidade das lesões, a ordem se inverte.
Apesar de menos frequente, o melanoma é o mais grave.

Por que é perigoso ter câncer nessa região?

Além do caráter estético, os cabelos também protegem a pele do couro cabeludo contra a ação dos raios solares.
Por ser uma das áreas de maior exposição à irradiação ultravioleta, o couro cabeludo é particularmente sensível ao desenvolvimento de câncer.
A falta de um protetor solar específico para o couro cabeludo é um outro fator agravante.
Além disso, o câncer do couro cabeludo costuma ser notado mais tardiamente devido à maior dificuldade de visualização dessa área.
O atraso no diagnóstico e no início do tratamento faz com que o câncer do couro cabeludo possa ser mais letal do que em outros locais do corpo.
Só o fato da lesão estar localizada no couro cabeludo já torna o prognóstico de alguns tipos de câncer ainda pior. É o caso do melanoma.
Segundo estudos, o melanoma do couro cabeludo apresenta maiores chances de levar ao óbito do que quando ele surge em outros locais.
Além da demora no diagnóstico, essa maior letalidade também se deve à abundância de vasos sanguíneos e linfáticos do local, o que facilita as metástases.

Como identificar o câncer no couro cabeludo?

Frequentemente o câncer no couro cabeludo manifesta-se com o surgimento de feridas, verrugas, manchas ou alteração (tamanho, forma ou cor) de um sinal preexistente.
Outro indício de que uma lesão no couro cabeludo pode ser câncer é o fato dela coçar, doer ou sangrar.
É muito comum que o paciente se queixe de uma cicatriz, espinha ou machucadinho que não cicatriza.
Caso qualquer uma dessas situações sejam identificadas, é essencial ser avaliado o quanto antes por um médico dermatologista.

Quais as características de cada tipo de câncer no couro cabeludo?

Algumas características permitem diferenciar os diferentes tipos de câncer de pele que aparecem no topo da cabeça.

Carcinoma basocelular (CBC)

O CBC manifesta-se como uma lesão plana ou saliente, de cor rosada.
A sua superfície pode ser mais brilhante, pigmentada ou coberta por uma casquinha.
O câncer tem facilidade para sangrar, além de não cicatrizar, voltando sempre à aparência de lesão recente.
Em alguns casos podem ser visíveis pequenos vasos sanguíneos irregulares na sua superfície.

Carcinoma de células escamosas (CEC)

O CEC geralmente se apresenta como uma verruga no couro cabeludo, de superfície áspera e consistência firme.
Outra possível aparência do carcinoma espinocelular é a de uma pequena ferida avermelhada recoberta por crosta.
Manchinhas vermelhas, de base endurecida, que ficam descamando também são suspeitas.
Essas podem ser assintomáticas ou ainda sensíveis quando pressionadas.
Áreas de queimaduras e cicatrizes são especialmente propensas ao desenvolvimento desse tipo de câncer.

Melanoma

O tipo mais perigoso de câncer no couro cabeludo pode se apresentar de formas variadas.
Também chamado de lentigo maligno ou simplesmente melanoma, esse tipo de câncer costuma ser secundário à transformação de nevus ou pintas preexistentes.
Assim, a forma mais comum de apresentação do melanoma é a de uma pinta ou mancha de cor preta ou marrom.
Mas como nem toda mancha preta é melanoma, é importante saber quando suspeitar desse diagnóstico.

Como diferenciar uma pinta de um melanoma?

A diferenciação entre uma pinta comum e um melanoma pode ser feita a partir dos critérios da regra do ABCDE:
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Lesões escurecidas que preenchem 1 ou mais critérios para o diagnóstico de melanoma devem ser prontamente avaliadas por um médico especialista.

Como é feito o diagnóstico desse tipo de câncer?

Nas fases iniciais, o câncer maligno do couro cabeludo não se manifesta por sintomas sistêmicos como febre, mal estar ou perda de peso.
Além disso, nem sempre o câncer no couro cabeludo coça, sangra ou provoca irritação, queimação e dor.
A principal característica do câncer maligno de pele é memo sua aparência.
Considerando esse aspecto, é importante que os pacientes façam um autoexame periódico dessa região.
Se no exame for identificado qualquer alteração suspeita, é fundamental que o paciente busque auxílio médico imediato.
Dessa forma, é possível que se faça o diagnóstico precoce, às vezes ainda na fase pré-maligna.
Esse procedimento contribui para um tratamento menos agressivo, além de reduzir das chances de metástase e morte.
Na consulta médica, é realizada a anamnese, com a coleta de informações relevantes para diagnóstico.
Em seguida, o especialista vai avaliar a mancha ou a lesão suspeita de câncer no couro cabeludo.
A avaliação inclui, além do exame dermatológico, a realização da dermatoscopia.
A dermatoscopia, seja ela digital ou não, é feita através de aparelhos com lentes especiais que amplificam muito a imagem.
A partir desse exame microscópico, o médico dermatologista consegue diferenciar características peculiares a cada tipo de câncer no couro cabeludo.
Em geral, após a avaliação dermatológica apontar a possibilidade de câncer, uma biópsia da lesão é solicitada para confirmação diagnóstica.
A biópsia é um procedimento cirúrgico realizado no consultório em que se retira uma amostra da lesão para análise anatomopatológica.
A junção das informações do exame clínico e o resultado da histopatologia confirmam o diagnóstico de câncer no couro cabeludo.
Em alguns casos, exames complementares de sangue ou de imagem são solicitados.
No caso do câncer no couro cabeludo, esses exames são apenas auxiliares, não sendo necessários para o diagnóstico.
Eles são mais utilizados para o estadiamento da doença, principalmente em casos com suspeitas de metástases.

Quais as causas de câncer no couro cabeludo?

Além da cor clara da pele e da predisposição genética, o principal fator externo que causa câncer no couro cabeludo é a exposição solar.
A radiação ultravioleta, seja UVA ou UVB, tem a capacidade de modificar o DNA das células, predispondo ao câncer.
Como os danos provocados pelo Sol são cumulativos, o câncer no couro cabeludo pode ser consequência tanto de queimaduras solares esporádicas quanto da exposição solar durante vida.
Isso é especialmente válido para pacientes com alopecia ou com fios finos e ralos.
Portanto, não se engane caso a lesão apareça em uma época da vida em que você não está tomando Sol.
Além da radiação solar, outros fatores de risco para o desenvolvimento de câncer no couro cabeludo incluem:
  • bronzeamento artificial;
  • queimadura ou cicatriz;
  • radioterapia.

Como prevenir o câncer no couro cabeludo?

Considerando-se as principais causas do surgimento de câncer no couro cabeludo, algumas medidas preventivas incluem:
  • evitar a exposição solar prolongada, especialmente no período entre 10 e 16 horas, devido à maior incidência de radiação UVB;
  • uso de boné, viseira ou chapéu de abas largas se sair ao Sol no período de pico;
  • pessoas completamente calvas, seja por alopecia androgenética, areata ou cicatricial, devem fazer uso diário do protetor solar. Como não há um filtro solar específico para couro cabeludo, deve-se aplicar o mesmo utilizado em outras partes do corpo;
  • não realizar sessões de bronzeamento artificial.
Além disso, claro, pessoas de pele clara, com diversas pintas ou com histórico familiar de câncer de pele devem fazer consultas preventivas periódicas com o dermatologista.

Quais os tratamentos recomendados para o câncer no couro cabeludo?

Existem diversas opções de tratamento que podem ser adotadas pelo médico especialista.
A escolha da opção de tratamento para o câncer no couro cabeludo vai depender de uma avaliação individualizada do caso.
Basicamente, deve-se considerar:
  • tipo de câncer;
  • idade do paciente;
  • tamanho da lesão;
  • estágio do câncer.
A partir da avaliação desses critérios, o médico juntamente com o paciente optam por um dos seguintes tipos de tratamento.

Cirurgia

A cirurgia é o principal método de tratamento para o câncer no couro cabeludo.
Essa modalidade terapêutica consiste na exérese cirúrgica do tumor com uma margem de segurança ao redor dele.
A remoção do entorno do câncer no couro cabeludo serve para aumentar as chances de retirada completa das células cancerígenas.
Nesse sentido, a técnica cirúrgica mais segura e com resultados mais altos de extirpação total do câncer é, sem dúvida, a cirúrgica micrográfica de Mohs.
Esse é, portanto, o tratamento padrão-ouro para câncer no couro cabeludo.
Através da cirurgia de Mohs, o médico cirurgião consegue mapear o câncer e orientar a retirada apenas das células cancerígenas.
Com isso, além de se certificar de que toda a lesão foi removida, o cirurgião dermatológico consegue tirar o mínimo possível de pele saudável do entorno do câncer no couro cabeludo.
Quanto menor a ferida cirúrgica, mais fácil será o fechamento da ferida e reconstrução dos tecidos por meio de retalho, enxerto ou mesmo sutura simples.
Além disso, menor e melhor será o aspecto da cicatriz após o procedimento.

Radioterapia

A radioterapia é opção de tratamento geralmente usada em casos em que a cirurgia não é possível.
Além da área irradiada, a radioterapia também costuma provocar perda dos cabelos ao redor da lesão.

Quimioterapia

Existem duas possibilidades de quimioterapia para o câncer no couro cabeludo: tópica e sistêmica.
A quimioterapia tópica é uma abordagem só possível em alguns tipos de câncer menos invasivos.
No caso, as medicações tópicas agem especificamente nas células tumorais, matando-as.
Já a quimioterapia sistêmica é reservada para casos mais avançados e graves, principalmente com metástase.

Crioterapia

Em alguns casos muito específicos, o uso da neve carbônica ou do nitrogênio líquido podem ser alternativas para o tratamento do câncer no couro cabeludo.
O congelamento da lesão por esses métodos induz a morte das células tumorais, com formação de cicatriz no local.
A cicatriz costuma ser branca, bem maior do que o tamanho do tumor e, claro, sem cabelos.

Cauterização e curetagem

Outra modalidade terapêutica que pode ser utilizada como alternativa para tumores com menor grau de malignidade é a eletroterapia seguida de curetagem.
Nesse tipo de tratamento, após retirada do tumor por shaving, é feita cauterização elétrica e curetagem do local.
A eletrocauterização e curetagem é uma boa alternativa para tumores superficiais, uma vez que não precisam de pontos, podendo até, em alguns casos, preservar os fios de cabelo da região.

Terapia fotodinâmica

Assim como a cauterização elétrica, a terapia fotodinâmica é uma boa alternativa para tumores superficiais menos agressivos.
Nessa modalidade terapêutica, é aplicada uma medicação no tumor seguida de uso de laser ou uma luz específica para ativar o produto e eliminar somente as células cancerígenas.
Além de ter um uso bem restrito, o alto custo muito vezes inviabiliza o procedimento.

Câncer no couro cabeludo: o que fazer?

O câncer no couro cabeludo pode ser fatal.
Por isso, é importante que o paciente, ao identificar uma alteração cutânea no topo da cabeça, busque auxílio especializado imediatamente.
O médico dermatologista poderá realizar o diagnóstico e indicar a melhor opção de tratamento para o caso.
A Clínica Doppio possui uma estrutura apropriada para avaliação e tratamento de queda de cabelos e calvície. Além disso, conta ainda com um médico especialista em cabelos e profissionais preparados para ajudar com seu problema. Faça uma avaliação e obtenha as informações e cuidados para o seu caso.

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