Queda de cabelo em homens: principais causas
Da calvície hereditária a fatores emocionais e problemas de saúde, existem diversas possíveis causas de queda de cabelo em homens.
Talvez por terem cabelos curtos, nos homens essa queixa não seja tão comum como entre mulheres.
Mas, independentemente do sexo, a preocupação de quem vê seus cabelos caindo é a mesma, ou seja, de que eles não voltem mais.
Pelo ciclo de renovação capilar, é normal ter alguns fios de cabelo se soltando todos os dias. Entretanto, quando essa queda aumenta e os fios não crescem corretamente, o receio de uma possível calvície se torna inevitável.
Por isso, é fundamental entender os diferentes padrões e causas de queda de cabelo masculino para buscar o tratamento correto.
Quando a queda de cabelo em homens deixa de ser normal?
O cabelo segue um ciclo natural de crescimento, repouso e queda pelo qual fios antigos caem para dar lugar aos novos.
Em média, um homem troca até 100 fios por dia sem impacto na aparência ou na densidade capilar.
Em pacientes sem problemas capilares, esses fios são prontamente substituídos por outros exatamente iguais.
Entretanto, na calvície, os fios que caem não voltam mais iguais, tornando-se progressivamente mais frágeis, finos e curtos.
Portanto, a queda de cabelo masculino não é normal quando caem mais de 100 fios ao dia ou se eles não são repostos adequadamente.
Tipos de queda de cabelo em homens
A queda de cabelo pode ser gradual ou repentina, difusa ou localizada, temporária ou permanente.
Diante de tantas possibilidades, é essencial determinar o padrão de perda capilar para se ter uma abordagem terapêutica mais certa e precoce.
Entre os tipos mais comuns de queda de cabelo em homens destacam-se:
- eflúvio telógeno;
- calvície genética;
- alopecia areata;
- alopecia por tração;
- alopecias cicatriciais.
Em cada uma dessas condições as manifestações clínicas são diferentes, permitindo reconhecer sinais que possibilitam o diagnóstico e tratamento adequados.
Eflúvio capilar
O eflúvio é uma reação do organismo a determinadas situações de agravos ao corpo ou ao couro cabeludo.
No eflúvio, o fio se desprende da cabeça durante diferentes fases do seu ciclo de vida.
Quando ele se solta ainda na fase de crescimento, é chamado do eflúvio anágeno. É o caso, por exemplo, da queda de cabelo masculino por medicamentos da quimioterapia.
A forma mais comum de eflúvio, no entanto, ocorre quando há um avanço precoce de uma grande quantidade de fios para a fase de queda, chamada de fase telógena.
Não por acaso, esse tipo de queda de cabelo em homens é chamado de eflúvio telógeno.
O eflúvio telógeno pode ser agudo ou crônico, dependendo do tempo em que o cabelo fica caindo mais do que o normal, ou seja, mais do que 100 fios ao dia.
O eflúvio telógeno agudo é aquele que melhora em até 6 meses, sendo o crônico quando a queda dura mais do que isso.
Independente do tempo e da intensidade da queda, o eflúvio sozinho não gera perda de cabelo.
Em quem tem apenas eflúvio, os cabelos vão sendo repostos por fios iguais à medida que vão caindo.
Além disso, ele não costuma resultar em áreas completamente sem fios no couro cabeludo, ainda que possa atingir qualquer parte dele.
Portanto, trata-se de um tipo de queda de cabelo masculino geralmente temporário e difuso.
Entretanto, quando as falhas de cabelo são visíveis, é preciso pensar na associação do eflúvio com a alopecia androgenética.
Causas de queda de cabelo em homens por eflúvio capilar
Um dos fatores que dificultam a identificação das causas para queda de cabelo masculino em casos de eflúvio telógeno é o fato da queda ocorrer, em média, de 1 a 4 meses após o evento que a desencadeou.
Isso acontece porque, uma vez que o fio recebe o sinal do corpo para cair, ele ainda precisa passar por um processo de involução para depois se desprender. Esse processo, que ocorre na fase catágena, dura cerca de um mês.
Após regredir, ele então entra na fase telógena, na qual o fio fica frouxo e solto, só aguardando para cair. Esse período dura aproximadamente mais 3 meses.
Em quem tem somente eflúvio telógeno, após a queda ocorre a substituição por um fio novo.
Em pessoas com alopecia, no entanto, esse fio retorna cada vez mais fino, curto ou pode até não retornar. Devido ao tempo que o fio leva para cair, o fator que desencadeou a queda pode ser difícil de identificar.
Entre os motivos que costumam provocar o problema destacam-se:
- dieta desbalanceada, com falta ou excesso de nutrientes como vitaminas e minerais;
- alterações hormonais como menopausa, pós-parto, hiper ou hipotiroidismo, dentre outros;
- cirurgia;
- remédios;
- estresse;
- maus hábitos, como cigarro, drogas, anabolizante;
- dermatites de couro cabeludo.
Em geral, a queda de cabelo do eflúvio costuma durar até seis meses, podendo ser menor quando o fator desencadeante é identificado e afastado.
Caso o paciente também tenha tendência genética à perda de cabelo, como no caso de homens com alopecia, o eflúvio pode acelerar a progressão dessa condição.
Alopecia androgenética
A alopecia androgenética é a forma mais comum de perda de cabelos ou calvície tanto em homens quanto em mulheres. Estatísticas apontam que ela pode atingir até 50% da população masculina até os 50 anos.
Embora ela seja uma causa frequente de queda de cabelo em homens, boa parte dos pacientes não percebe fios caindo excessivamente. Em parte, isso ocorre porque os homens costumam ter cabelos mais curtos, dificultando a visualização dos fios no chão.
Homens com parentes calvos ou com cabelos finos são mais propensos a desenvolver esse tipo de alopecia.
Na calvície genética, há um afinamento progressivo dos fios por hormônios masculinos como a testosterona e seu metabólito diidrotestosterona (DHT)
Apesar de acometer ambos os sexos, existem diferenças na apresentação e evolução da calvície masculina da feminina.
Nas mulheres, há uma queda mais difusa do cabelo, raramente evoluindo com áreas completamente lisas, sem cabelo.
Já nos homens, a ausência completa de cabelos é mais comum, mas ela é restrita ao topo da cabeça, preservando os fios das laterais e da nuca.
Apesar da calvície se manifestar de forma diferente em homens e mulheres, ambos compartilham a tendência de que o cabelo fique cada vez mais ralo caso a alopecia não seja reconhecida e tratada.
Alopecia areata
A alopecia areata é uma causa autoimune de queda de cabelo em homens.
Nessa condição, o sistema imunológico deixa de atuar adequadamente, passando a combater células saudáveis do próprio organismo, no caso, do folículo capilar.
O ataque aos fios faz com que eles caiam, deixando falhas arredondadas no couro cabeludo.
As causas da alopecia areata são desconhecidas, mas um dos fatores associados a sua evolução é o estresse.
Na maioria das vezes, a queda de cabelo e calvície são temporárias, com retorno dos fios espontaneamente dentro de alguns meses.
Quando a alopecia não regride sozinha ou se ela aumenta, tratamentos especializados com um médico especialista podem acelerar a volta dos fios.
Alopecia por tração
A alopecia por tração tem ocorrido com maior frequência em decorrência dos penteados que tensionam demasiadamente os fios.
A tensão exagerada sobre os folículos capilares leva ao enfraquecimento deles e consequentemente, a queda de cabelo masculino.
Dependendo do grau de tração e do comprometimento da alopecia, pode ser que não seja mais possível restaurar os folículos, desencadeando um quadro de calvície permanente.
Para evitar a alopecia por tração deve-se preferir cabelos soltos ou penteados mais frouxos.
A queda de cabelo em homens pela alopecia por tração não deve ser ignorada.
Uma dica é ficar atento a linha de implantação capilar, ou seja, o limite entre a testa e o cabelo.
Ao perceber que essa linha está avançando, com a testa ficando maior restando apenas pequenos fios na frente, está na hora de procurar um especialista.
Enquanto a condição não tiver comprometido totalmente o folículo capilar, ainda é possível revertê-la a partir de um tratamento médico especializado.
Alopecia cicatricial
As alopecias cicatriciais são um grupo de doenças que podem levar à calvície permanente caso não sejam diagnosticadas precocemente.
São várias as causas para queda de cabelo em homens nesses casos, podendo elas serem divididas em primárias e secundárias.
A alopecia cicatricial primária é a que ocorre por doenças inflamatórias do couro cabeludo, geralmente sem causa conhecida.
Nesse grupo encontram-se patologias como o líquen planopilar, alopecia frontal fibrosante, lúpus discóide, alopecia central centrífuga, foliculite decalvante, abscedante e queloidiana da nuca.
Com diferentes padrões de acometimento, quadro clínico e tratamento, essas doenças têm em comum o fato de todas cursarem com queda de cabelo.
Já a alopecia cicatricial secundária é aquela que surge por algum agente externo conhecido.
É o caso, por exemplo de queimaduras por produtos químicos, tração, exposição à radiação, traumas, infecções virais, bacterianas ou fúngicas.
Independentemente de ser primária ou secundária, por comprometer a integridade dos folículos pilosos, a alopecia cicatricial deve ser diagnosticada precocemente, pois o quanto antes ela é reconhecida, maiores as chances dela ser revertida.
Quais são as causas da queda de cabelo em homens?
Uma vez que se conhecem os tipos e condições médicas capazes de fazer o cabelo cair, fica mais fácil entender porque isso ocorre.
Assim, as principais causas de queda de cabelo masculino são:
- genética;
- alterações hormonais;
- estresse;
- distúrbios alimentares e nutricionais;
- medicamentos;
- doenças autoimunes;
- inflamação ou infecção no couro cabeludo;
- hábitos de vida e cuidados com o cabelo.
Queda de cabelo genética
A predisposição hereditária é um fator responsável por 70% das chances de uma pessoa ficar calvo.
Nesse caso, os genes determinam uma maior sensibilidade dos folículos capilares à ação de hormônios androgênicos como a testosterona e a di-hidrotestosterona (DHT).
Com o tempo, esses folículos vão atrofiando, produzindo fios cada vez mais finos e frágeis até que eles param de nascer em definitivo, processo chamado de miniaturização.
Além de afinar e encurtar, a miniaturização também pode provocar a queda de cabelo em homens.
A calvície pode começar a se manifestar ainda na juventude, com sinais como entradas mais evidentes e rarefação no topo da cabeça.
Sem tratamento, a tendência é que a perda capilar avance, podendo levar à calvície total na região afetada.
Alterações hormonais
Não é só a testosterona e o DHT que prejudicam os cabelos. Existem outros hormônios capazes de causar queda de cabelo em homens.
Problemas na glândula tireoide, com hipotireoidismo ou hipertireoidismo, por exemplo, também podem afetar o ciclo capilar levando à queda.
Além deles, outros hormônios que induzem eflúvio telógeno são a prolactina e o cortisol.
Queda de cabelo masculino por estresse
Seja por cirurgias, doenças graves, luto, períodos de sobrecarga mental ou emocional, o estresse está sempre pressionando o cabelo a cair.
Não à toa, o estresse é um potente indutor de queda capilar.
Para isso, ele atua em diversos mecanismos como produção de radicais livres, alteração da imunidade e liberação do cortisol.
Além disso, o estresse ainda costuma acompanhar outros hábitos ruins para o cabelo, como falta de sono, cigarro, sedentarismo e dietas desreguladas.
Dieta e distúrbios nutricionais
A falta de nutrientes como ferro, zinco, selênio, proteínas, vitaminas do complexo B e vitamina D interfere na formação e crescimento dos fios, levando à queda de cabelo em homens.
Além dos déficits, o excesso desses minerais e da vitamina A também fazem o cabelo cair mais.
A própria perda de peso intensa por si só é um outro fator risco para queda.
Portanto, diante de todos esses fatos, torna-se imprescindível manter uma alimentação equilibrada, diversificada e saudável para ter cabelos fortes.
Remédios e tratamentos que causam queda de cabelo masculino
Alguns medicamentos e tratamentos como a quimioterapia e a radioterapia no couro são classicamente associados à queda capilar.
Entretanto, a lista de medicações e procedimentos capazes de gerar queda de cabelo em homens não para por aí.
Ela inclui desde o uso de anabolizantes, antidepressivos, multivitamínicos até terapias capilares como mesoterapia e o próprio transplante capilar.
Na maioria dos casos, exceto nas terapias hormonais e procedimentos invasivos, o crescimento se normaliza após a suspensão ou término do tratamento
Doenças autoimunes
O sistema imune pode tanto defender quanto atacar estruturas do corpo.
Alguns exemplos de doenças autoimumes capazes de causar queda de cabelo masculino são a doença de Graves, tireodite de Hashimoto, lúpus eritematoso e a alopecia areata.
Na doença de Graves e na tiroidite de Hashimoto, a queda ocorre por alterações no hormônio da tireoide, fundamental para o cabelo.
No lúpus, a queda pode ser consequência de um comprometimento inflamatório sistêmico ou da ação direta da doença no folículo. Nesse caso, pode-se ter perda definitiva do cabelo no local.
Já a alopecia areata é um exemplo de condição na qual o sistema imunológico ataca os próprios folículos capilares, provocando queda bem demarcada em áreas arredondadas sem cabelo.
Em alguns casos, a perda pode atingir sobrancelhas, barba e outras partes do corpo.
Esse tipo de queda de cabelo masculino está também associado a fatores emocionais e o tratamento é fundamental para evitar a progressão.
Infecções e inflamações no couro cabeludo
Assim como ocorre nas doenças autoimunes, quadros de infecções sistêmicas ou locais também podem causar queda de cabelo em homens.
Dentre as infecções sistêmicas capazes de colaborar com a queda têm-se: dengue, Covid, sífilis, hepatite e AIDS, por exemplo.
Já quadros localizados no couro cabeludo como micoses são uma causa comum de queda de cabelo em crianças.
Além das infecções, a própria inflamação do couro pode colaborar para a queda de cabelo masculino.
A principal doença inflamatória não cicatricial do couro cabeludo associada à queda é a dermatite seborreica.
As causas da seborreia ainda não estão definidas, mas diversos fatores parecem estar envolvidos: genética, estresse, clima frio e seco, condições gerais de saúde e um fungo chamado Malassezia. Esse fungo faz parte da microbiota normal da pele, inclusive do couro cabeludo.
Entretanto, quando há um aumento excessivo de sua população, ele funciona como um desencadeante ou agravante da dermatite.
Outras condições que aumentam o risco de aparecimento da dermatite são:
- depressão;
- alcoolismo;
- transtornos alimentares;
- medicamentos: interferon, lítio, psoraleno;
- infarto ou acidente vascular cerebral (AVC);
- epilepsia;
- Parkinson;
- HIV.
Hábitos e cuidados inadequados
No caso dos homens, algumas escolhas podem ser prejudiciais à saúde geral ou ao couro cabeludo, provocando alterações no cabelo.
Hábitos como fumar, dormir pouco, tomar remédios para emagrecer, sobrecarga de trabalho e fazer reposição de testosterona podem causar queda de cabelo em homens.
Uso frequente de bonés, capacetes, gel fixador ou dormir de cabelos molhados são alguns exemplos de costumes que contribuem para a piora da dermatite seborreica e, portanto, favorecem a queda dos cabelos.
É possível ter mais de um problema causando queda de cabelo em homens?
A queda de cabelo pode ser um evento isolado e temporário, como no caso do eflúvio telógeno.
Entretanto, é até de certa forma comum ter mais uma causa para queda de cabelo e calvície ocorrendo ao mesmo tempo.
Nesse caso, somente quando se conhece as características de cada problema é possível identificá-los para em seguida iniciar todos os tratamentos necessários.
A recomendação é sempre buscar um médico especialista em cabelos caso se note uma queda superior a 100 fios diários ou quando se tiver a impressão de que os fios que caem não estão sendo repostos.
O que fazer em caso de queda de cabelo masculino?
A avaliação médica é essencial para compreender as causas da queda de cabelo em homens e iniciar o tratamento mais adequado.
O diagnóstico precoce aumenta as chances de preservar os fios, controlando a progressão e favorecendo resultados mais satisfatórios, principalmente nos casos de alopecia androgenética e alopecias cicatriciais.
Por isso, ao notar seus fios caindo, não perca tempo e faça-nos uma visita!
A Clínica Doppio possui uma estrutura apropriada para avaliação e tratamento de queda de cabelos e calvície. Além disso, contamos ainda com um médico especialista em cabelos e profissionais preparados para ajudar com seu problema.
Faça uma avaliação e obtenha as informações e cuidados para o seu caso.

Ola Dr
Tenho 25 anos estou começando a ficar com o cabelo muito ralo e caindo na parte de cima da cabeça seria uma boa opção o minioxidil ? Obrigado
Olá, Diego
Sugiro que procure um médico especialista antra de usar qualquer medicamento para cabelos, sejam eles tópicos ou orais.
Caso queira mais informações, entre em contato conosco pelo número (11) 38539175.
Estamos à disposição para ajudá-lo.
exelente conteúdo. não há nada que se possa fazer para nascer cabelo se o poblema for alopecia frontal fliboante.
Olá, Maria das Dores
Obrigado pelo comentário.