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Coronavírus: por que é importante lavar os cabelos com shampoo?

Além de remover sujeiras e oleosidade, o shampoo também é importante para controlar fungos, bactérias e vírus, devendo ser lembrado como uma das medidas para se evitar o contágio e a disseminação do coronavirus.

Coronavirus

O coronavirus faz parte de uma grande família de vírus que causam infecções leves em humanos, como resfriados.

Seu nome faz referência ao seu formato, parecido com o de uma coroa quando visto no microscópio.

Existem centenas de tipos de coronavirus, a maioria deles circulando entre animais como porcos, camelos, morcegos e gatos.

Algumas vezes, esses vírus podem “pular” para humanos e causar doenças, efeito conhecido em inglês como “spillover”.

No total, há 7 tipos de coronavirus que podem causar doenças em humanos.

Desses, 4 produzem quadros leves. São eles o vírus 229E, OC43, 43 e HKU1.

Os outros 3 podem levar a consequências mais severas como, por exemplo:

  • SARS (Severe Acute Respiratory Syndrome): doença pulmonar aguda e grave que apareceu em 2002 e desapareceu em 2004
  • MERS (Middle East Respiratory Syndrome): que apareceu em 2012 em humanos e permaneceu em camelos.
  • COVID-19 (Coronavirus Disease 19), que surgiu na China em dezembro de 2019.

O surto inicial do coronavirus ocorreu na cidade de Wuhan, província de Hubei, na China.

Acredita-se que o foco da disseminação foi um mercado de peixes e frutos do mar da cidade.

Sobre esse fato, algumas persistem dúvidas, uma vez que parte dos primeiros 41 infectados pelo coronavirus disseram não ter frequentado o local.

Animais como o pangolim, morcego e até cobra também foram sugeridos como possíveis hospedeiros iniciais. Nenhum deles, no entanto, foi confirmado.

Após atingir a China, a doença logo se espalhou pela Ásia, Europa e outros continentes.

A rápida disseminação pelo mundo fez com que a OMS (Organização Mundial de Saúde) reconhecesse a infecção como uma pandemia em 11 de março de 2020.

Países do mundo todo passaram a decretar estado de calamidade, adotando medidas extraordinárias como quarentena, reclusão social e até prisão de pessoas para evitar o rápido avanço da infecção.

Sintomas da COVID-19

A infecção pelo virus, cientificamente chamada de COVID-19 ou SARS-CoV-2, pode ser assintomática, ou seja, sem sintomas, passando, portanto, desapercebida.

Acredita-se que boa parte da população possa evoluir dessa forma.

Outra grande parcela de infectados com o coronavirus pode apresentar sintomas leves, semelhantes ao de um resfriado comum ou gripe.

De acordo com o CDC (Center for Disease Control and Prevention), órgão de controle de infecções dos Estados Unidos, os principais sintomas da COVID-19 são:

  • Febre: temperatura corporal maior do que 37,8oC
  • Tosse
  • Respiração curta

Além desses, no entanto, cabe ressaltar que a COVID-19 pode se apresentar com sintomas como: coriza, espirro, nariz entupido, catarro, dor de garganta, diminuição do olfato e paladar, diarréia, dor no corpo, fraqueza, mal-estar e dor de cabeça.

O problema da infecção pelo coronavírus é que, além desses sintomas, em uma boa percentagem dos casos, que varia para cada localização, ela pode evoluir com sintomas extremamente graves, resultando em morte.

Sintomas de gravidade da infeccção por coronavirus

Dentre os sinais e sintomas de gravidade, ainda segundo o CDC, estão:

  • Dificuldade respiratória
  • Dor ou pressão persistente no peito
  • Confusão mental ou prostração
  • Lábios ou pele azuladas

Evolução da infecção por coronavirus

A capacidade de um virus provocar doenças graves é chamada de virulência.

Assim, quanto maior a virulência de um vírus, mais ele é agressivo e mortal.

No caso do coronavirus, a sua virulência está associada a pneumonia e severo comprometimento pulmonar, levando a óbito por insuficiência respiratória.

Para se evitar a morte pelo coronavírus, torna-se necessária uma rápida intervenção médica e adequado suporte respiratório.

Ao perceber que o paciente não consegue mais respirar, o médico precisa fazer a entubação seguida da ventilação mecânica, que é realizada com ajuda de um respirador.

O ventilador mecânico é uma máquina usada geralmente na UTI para controlar artificialmente a respiração, dando a possibilidade ao médico de modificar parâmetros como fluxo de ar e pressão, por exemplo.

Com isso, o médico consegue não só ditar o ritmo de respiração como “forçar” o ar entrar no pulmão até determinado ponto, mesmo que ele esteja obstruído pela infecção.

Diversos fatores parecem interferir na evolução ruim da doença, entre eles:

  • quantidade de carga viral a que a que pessoa contaminada foi exposta
  • imunidade da pessoa

Grupos de risco para coronavirus

Apesar de poder ocorrer em qualquer faixa etária, incluindo crianças e jovens, a evolução ruim, com morte pelo coronavirus, parece atingir principalmente alguns grupos de risco.

Dentre eles encontram-se:

  • homens e mulheres com idade maior do que 60 anos;
  • fumantes;
  • pessoas com asma, ou outras doenças respiratórias crônicas, como DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica) e tuberculose.
  • diabéticos e hipertensos descontrolados;
  • portadores de doenças autoimunes ou degenerativas sistêmicas como lúpus, dermatomiosite, esclerose sistêmica, dentre outras;
  • imunossuprumidos, sejam por doenças como a HIV/AIDS ou pelo uso de medicamentos imunossupressores como corticóides, azatioprina, metrotexate, ciclosporina, ciclofosfamida, dentre outros;
  • pacientes que têm ou tiveram câncer.

Apesar do ibuprofeno também ter sido aventado como possível fator de risco, sua associação com uma pior evolução da infecção não foi confirmada.

A definição de fatores de risco não significa que outros grupos não podem ser atingidos.

Mesmo em pacientes fora do grupo de risco, a evolução da infecção pelo coronavírus é imprevisível.

Dessa forma, uma das estratégias adotadas para controle dessa pandemia é evitar o contágio.

Transmissão e contágio

A transmissão do coronavirus é de pessoa para pessoa.

O coronavirus não atravessa a pele íntegra.

Assim, o contágio geralmente ocorre após a pessoa colocar a mão em superfícies contaminadas com o vírus, sendo a infecção decorrente de, em seguida, levar a mão contaminada no rosto, seja no nariz, boca ou olhos.

O contágio e infecção também podem ocorrer diretamente através de gotículas contaminadas eliminadas pela fala, tosse espirro de pessoas com COVID 19.

Quando se tosse e principalmente se espirra, pequenas gotículas se espalham pelo ar podendo atingir distâncias de até 10 metros.

Essas gotículas caem nas superfícies próximas e rapidamente secam.

Entretanto, os virus permanecem ativos, mesmo após a saliva e a secreção nasal secarem.

Estudos apontam que o coronavirus é “pesado” e por isso se espalha a uma distância de até 2 metros da pessoa contaminada, permanecendo em aerossóis por até 3 horas, 4 horas em superfícies de cobre, 1 dia no papelão e até 2 a 3 dias sobre o plástico e aço.

Prevenção

A prevenção contra a COVID 19 tem sido a maior arma para evitar sua disseminação e má evolução.

Além de evitar multidões e contato com pessoas com sintomas de resfriado ou gripe, tem-se falado muito da importância de desinfectar as mãos e superfícies de móveis e objetos.

Dentre as orientações, estão o uso de álcool 70% gel ou líquido e lavar as mãos com água e sabão.

Produtos químicos como cloro, presente em produtos de limpeza como desinfetantes e água sanitária também se mostraram eficientes.

Limpeza e desinfecção

A eliminação do vírus das superfícies como a pele, móveis ou outros objetos se faz por 2 mecanismos:

  • Limpeza: remoção dos germes, junto com a sujeira e impurezas. A limpeza não mata os microorganismos, mas os remove da superfície.
  • Desinfecção: morte dos germes. Esse processo não necessariamente limpa as superfícies ou remove os microorganismos, mas mata as bactérias e virus existentes no local.

Para entender melhor isso, vamos a alguns exemplos.

A água corrente até pode remover uma parte do coronavírus, mas não o mata.

Por sua vez, o álcool 70% mata, mas não o remove.

Isso não quer dizer que o álcool não seja eficiente, pelo contrário, trata-se da forma mais rápida de se matar o vírus, sendo por isso tão recomendada.

Como álcool 70%, produtos de higiene pessoal e de limpeza eliminam o coronavirus?

Para entender como produtos de higiene como sabão, sabonete e produtos de limpeza como álcool 70%, detergente e produtos com cloro eliminam o vírus, é preciso antes entender um pouco sobre a estrutura do coronavirus.

O coronavirus, assim como outros virus, é formado por um núcleo, onde fica seu material genético, protegido na sua superfície por uma cápsula.

A cápsula ou envelope do virus é composto de proteínas e gorduras, chamadas de lipídeos.

É justamente nesse local que atuam o álcool 70%, o sabão, sabonete e outros produtos de limpeza.

Em concentrações acima de 60%, o álcool desestrutura as proteínas da cápsula do coronavirus provocando sua ruptura e morte.

Por sua vez o sabão, sabonete e detergente possuem substâncias chamadas surfactantes, que também desintegram a membrana do coronavírus, destruindo o vírus.

No caso dos surfactantes, no entanto, a ruptura da cápsula do vírus se dá pelo enfraquecimento das ligações dos lipídeos que compõem sua camada protetora.

Além disso, graças a sua capacidade de se ligar tanto à água quanto ao óleo, os surfactantes do sabão permitem que a água desgrude o coronavirus das superfícies e o remova, junto com outros resíduos e sujeira.

Para ser eficaz, no entanto, o CDC americano orienta que a limpeza das mãos com sabão precisa ser por, no mínimo, 20 segundos.

Por que é importante lavar os cabelos com shampoo para evitar a disseminação do coronavírus?

Assim como o sabão, sabonete e detergente, os shampoos também possuem na sua composição os surfactantes.

Os surfactantes do shampoo são os responsáveis por fazer a remoção da oleosidade excessiva, sujeira e microorganismos dos fios de cabelo e do couro cabeludo, mantendo-os saudáveis e limpos, diminuindo a chance de dermatites e queda de cabelo.

Existem diversas substâncias com poder surfactante, sendo as mais potentes as do grupo sulfato.

Outros surfatanctes também são encontrados em xampus como os da linha low poo, geralmente sem sulfatos.

Muito se tem comentado sobre a importância de lavar as mãos e desinfectar superfícies e roupas para se evitar a disseminação e contágio pelo coronavirus.

Entretanto, o cabelo também deveria ser lembrado como importante fonte de contaminação e reservatório do virus.

Assim como se tem o hábito, quase que involuntário, de levar a mão no rosto também se tem de levar as mãos no cabelo.

Claro que o toque no rosto é muito mais importante para a evolução da COVID 19, uma vez que a infecção se dá pelas mucosas, mas o toque no cabelo ou couro cabeludo pode fazer desses locais reservatórios naturais para o vírus.

Além disso, como o fio de cabelo é inerte, cabelos longos podem encostar diversas vezes em superfícies contaminadas sem que a pessoa perceba.

Dessa forma, é importante se conscientizar da importância de se cuidar dos cabelos e de sua higienização durante o surto de coronavirus.

Cuidados para se reduzir a contaminação e disseminação do cabelo e couro cabeludo pelo coronavirus

Ao sair de casa:

  • Cabelos longos soltos ficam mais expostos a encostar em superfícies contaminadas;
  • Portanto, prefira deixar o cabelo preso. Se tiver cabelo longo, faça um coque;
  • Evite levar as mãos aos cabelos ou coçar a cabeça, sem antes lavar as mãos ou passar álcool 70%;
  • Bonés, chapéus ou gorros podem ajudar a diminuir a exposição dos cabelos a possíveis gotículas se alguém espirrar ou tossir por perto.

Em casa:

  • Lave bem os cabelos com shampoo toda vez que sair de casa e tiver contato com outras pessoas. Ele ajudar a remover o vírus.
  • Adeptos da técnica no poo (lavar o cabelo sem shampoo, só com água) podem não eliminar o vírus adequadamente durante as lavagens.

Tanto em casa quanto fora:

  • Lavar as mãos sempre que houver contato com superfícies ou pessoas possivelmente contaminadas
  • Não compartilhar presilhas, pentes e outros objetos e cuidados pessoas

Todos contra o Coronavirus: informações finais

A rápida disseminação, evolução do quadro clínico e sua letalidade, ou seja, a capacidade de matar, além do completo desconhecimento de vacinas e remédios que atenuassem sua progressão, fizeram com que a COVID-19 parasse o mundo.

Além disso, o coronavirus também fez com que a humanidade refletisse sobre diversos aspectos envolvendo seus hábitos de vida e propósitos.

Entretanto, o coronavírus também uniu povos de diferentes raças, etnias e religiões como nunca antes na história, todos com um único propósito: sobreviver e vencer a COVID-19.

Todo tipo de informação científica pode ser importante e pertinente nessa hora.

Nós da Clínica Doppio estamos juntos nessa batalha.

Todos contra o coronavirus!

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