Corte químico: o que deu errado?

Corte químico: o que deu errado?

O corte químico é uma das complicações do uso mais frequente de químicas e procedimentos para modificar os cabelos.

O que é o corte químico?

Quando os fios de cabelo são expostos a produtos químicos fortes, pode haver danos às fibras capilares.

O trauma pode ser tão intenso que leva as fibras a se romperem, provocando quebra dos fios em diversos pontos.

Dependendo da quantidade de fios quebrados, pode ficar a sensação de que o cabelo foi cortado.

Essa aparência de corte provocada pela severa quebra dos fios pela química é conhecida como corte químico.

Os produtos químicos mais associados ao corte são as colorações, alisamentos e permanentes.

Além disso, outros fatores como o dano térmico, apliques e a própria fraqueza estrutural do fio podem colaborar na quebra.

Corte químico por colorações

A possiblidade de assumir rapidamente uma nova imagem ao mudar a cor dos cabelos torna as colorações muito atraentes.

Além disso, a ampla gama de cores e tonalidades é um estímulo a repetir o procedimento com mais frequência.

Isso sem contar as tendências e a maior exposição da imagem e aparência que vem ocorrendo ultimamente.

Luzes, mechas californianas, caramelo, ombre hair, loiro acinzentado, unicórnio, millenial pink, loiro dourado, bronde são apenas alguns possibilidades e exemplos.

Só que acompanhar todas essas tendências pode custar um preço alto para a vitalidade dos cabelos.

O processo de descoloração e tintura necessários para mudar a cor dos fios acabam por danificar sua estrutura.

Isso porque os produtos utilizados no procedimento, como por exemplo amônia, água oxigenada e tinta, expõem e danificam o fio.

A exposição do córtex capilar torna o fio vulnerável e propenso a danos estruturais irreversíveis.

As falhas provocadas por esses danos podem, enfim, causar a quebra do fio e o corte químico.

Corte químico por produtos para alisamento ou permanente

O princípio para a quebra dos fios por alisantes e permanentes é semelhante ao das tinturas: a exposição e dano do córtex capilar.

Nos diversos tipos de alisamentos, o mecanismo também é parecido. Usam-se compostos químicos capazes de abrir a cutícula e modificar o formato do fio.

Para isso, esses produtos precisam alterar ligações químicas que ficam no centro do fio.

O problema é que para atingir o córtex e ao modificar as ligações, esses compostos podem alterar e fragilizar a estrutura do fio.

Isso porque as proteínas dos cabelos estão alinhadas por meio de ligações como por exemplo, as dissulfeto, de hidrogênio e iônicas.

Essas ligações são responsáveis pela estrutura, forma e resistência do fio.

Ao quebrar as ligações e fazer o realinhamento das proteínas e dos fios, pode haver perdas e danos na estrutura e na resistência da haste capilar.

Assim, o fio fica mais ressecado, sem brilho e quebradiço.

Se o processo for intenso, acaba gerando o corte químico dos cabelos.

Tipos de alisamento envolvidos com o corte químico

É importante frisar que o corte pode ocorrer nos mais diversos tipos de alisamentos e permanentes. É o caso, por exemplo do alisamento fotônico, relaxamento, escova progressiva, definitiva, inteligente, marroquina ou de chocolate.

Os danos que levam ao corte químico também podem ocorrer com os mais diferentes tipos de compostos.

Dessa forma, além do formol, que é proibido como agente de alisamentos, outros compostos regularizados também podem levar ao corte.

Entre eles, os autorizados pela ANVISA: hidróxidos de sódio, potássio, cálcio, lítio e guanidina, além do tioglicolato de amônia.

Aliás, uma das situações que mais provocam o corte químico é diretamente relacionada ao tioglicolato de amônia.

O tioglicolato é incompatível com substâncias usadas em outros tipos de alisamento.

Dessa forma, ao usar o tioglicolato em um cabelo previamente tratado com os outros tipos de relaxantes, o fio literalmente “apodrece”.

O mesmo vale para o uso de outros composto após já ter feito alisamento com tioglicolato. 

Além da substância alisante, o dano térmico provocado pelo uso da chapinha para finalizar o alisamento também colabora para queda. 

Outros agentes envolvidos na quebra dos fios

O termo corte químico é usado para designar a quebra do fio por produtos químicos.

Entretanto, além da química, outros fatores também podem colaborar para o enfraquecimento e menor resistência dos fios aos procedimentos químicos.

Dentre eles, estão o dano térmico e o aumento da tensão provocado por apliques e penteados.

O aquecimento demasiado do fio pode provocar danos, fragilidade, afinamento e até quebra do fio.

Esses fios então se tornam pouco resistentes ao uso de química posteriormente.

O dano térmico pode ser causado por chapinha, babyliss, escova de cerâmica ou mesmo secadores usados incorretamente.

Por sua vez, o Mega hair e outros  apliques, além de penteados apertados e tranças também prejudicam os fios.

O excesso de tensão provocado por eles fragiliza o fio, tornando-o mais propenso ao corte.

Como prevenir o corte químico?

A melhor forma de prevenir o corte químico é evitar o uso de produtos e procedimentos que agridem o fio de cabelo.

Mas claro que nem sempre essa é a escolha de boa parte das pessoas.

Quando isso não é possível, alguns cuidados devem ser tomados para se diminuir os riscos.

O corte químico pode ocorrer mesmo quando aparentemente não há razões para isso.

Mas o que geralmente acontece é que na maioria dos casos ele é consequência de uma inadequada avaliação prévia para uso de química no cabelo.

Assim, é importante que o profissional faça testes em algumas mechas antes de aplicar o produto no restante do cabelo.

Além da procedência do produto e da qualificação do profissional a realizar o procedimento, a própria condição do cabelo deve ser avaliada.

Aspectos como espessura, textura, brilho e fragilidade devem ser verificados antes do procedimentos, sendo importantes parâmetros da resistência dos fios.

Também é essencial saber de todos os produtos e procedimentos usados anteriormente, seja em salões ou em casa.

A incompatibilidade de produtos é uma das principais causas do corte químico.

Por fim, na suspeita de que os fios ou o couro cabeludo não estejam saudáveis, o melhor é solicitar uma investigação com um médico especialista.

Corte químico: o que fazer?

Uma vez que os fios foram alterados, não há mais o que se possa fazer para reparar os danos.

O único tratamento possível é acertar o corte para diminuir o desconforto provocado pela irregularidade dos fios quebrados, da consistência elástica do fio e da sua constante quebra.

Pessoas que nunca fizeram aquele procedimento antes, devem então passar a evitá-lo.

Já cabelos de pessoas que estão habituadas a fazer determinada química e que, de repente, passam a quebrar precisam ser avaliados.

Mesmo quando aparentemente os fios estão normais, eles podem estar mais fracos em sua estrutura.

Seja por causas genéticas, hormonais, associadas à alimentação, problemas de saúde ou hábitos de vida, é preciso esclarecer o que está acontecendo.

 Nesses casos, é recomendado que se procure um médico especialista.

A Clínica Doppio, além de possuir uma estrutura apropriada para avaliação e tratamento de queda de cabelos e calvície, conta ainda com um médico especialista em cabelos e profissionais preparados para ajudar com seu problema.

Faça uma avaliação e obtenha as informações e cuidados para o seu caso.

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