Rugas e queda de cabelos: qual a relação?

O envelhecimento é algo natural e esperado da evolução humana. Mas existiria uma relação entre envelhecimento e queda de cabelo?

Envelhecimento e queda de cabelo

Quando você olha para o espelho e vê aquelas rugas que apareceram do nada, você logo se lembra dos avisos de que você deveria ter usado filtro solar.

Nesse momento, fica bem mais claro perceber que prevenir as rugas seria mais fácil do que fazê-las desaparecer.

Da mesma forma, é mais fácil prevenir o envelhecimento e queda de cabelo, quando saudável, do que recuperar fios danificados.

Apesar de muitos jovens apresentarem sinais de calvície, eles costumam se tornar bem mais comuns com o passar do tempo.

Calvície

A alopecia androgenética é a causa mais comum de calvície tanto em homens quanto em mulheres.

A perda de cabelos ocorre por mecanismos envolvendo fatores genéticos e hormonais. O principal hormônio responsável pelo processo é a diidrotestosterona (DHT), derivada da testosterona.

O DHT leva ao encurtamento e afinamento progressivo dos fios, processo chamado de miniaturização.

A miniaturização é responsável pela formação de pelos semelhantes ao encontrados em bebês, chamados velus.

Uma vez atingido esse ponto, esses fios não mais conseguem recuperar seu comprimento e diâmetro originais.

A apresentação clínica da alopecia androgenética é diferente em homens e mulheres.

Homens começam a apresentar entradas e rarefação na “coroa”.

Mulheres não costumam notar entradas, mas diminuição do volume capilar, dificuldade de crescimento e falhas que expõe o couro cabeludo.

Calvície e envelhecimento

A alopecia senescente ou involucional é o nome dado à perda de cabelo pela idade. Acredita-se que esteja presente em homens e mulheres a partir dos 50 anos, com afinamento dos cabelos sem história familiar de calvície.

Esse tipo de rarefação capilar caracteriza-se pelo afinamento difuso e progressivo de todo o cabelo, sem a presença da miniaturização característica da alopecia androgenética.

Apesar de descrita, não há consenso sobre a existência da alopecia por senescência.

Boa parte dos médicos não a reconhecem como uma entidade ou condição capilar à parte.

Estudos científicos

Essa tese é reforçada por um estudo publicado em 2011 na Clinical Dermatology.

Nesse estudo foram avaliadas 2149 biópsias de couro cabeludo de pessoas entre 20 a 99 anos, com ou sem alopecia.

Os resultados mostraram que a maioria dos casos de perda significante de cabelos na velhice foram causados por alopecia androgenética ou calvície.

Além disso, os dados sugerem que casos de perda de cabelos somente pelo avançar da idade foram exceções.

Apesar desse estudo não ser uma prova definitiva de que a alopecia por senescência não exista, ele pesa muito contra essa entidade.

O não reconhecimento da calvície senescente não significa que o envelhecimento não contribua para a calvície.

Um estudo realizado na Universidade de Tóquio e publicado na revista Science em 2016 propôs mecanismos para essa associação.

Em ratos, os pesquisadores descobriram que danos provocados pelo envelhecimento a uma proteína do folículo chamada colágeno 17a1 poderia desencadear a miniaturização e perda do fio.

Assim, o envelhecimento seria mais um mecanismo envolvido na calvície, além dos já conhecidos fatores genéticos e hormonais.

Um outro estudo multicêntrico publicado em 2017, com pesquisadores da Austria, Holanda e Estados Unidos, foi além com essa teoria.

Também em ratos, eles descobriram que uma proteína identificada como FOXO4 seria capaz de bloquear os indutores do envelhecimento.

No caso do cabelo, por exemplo, essa proteína FOXO4 poderia destruir células que sinalizam que o cabelo está envelhecendo, evitando o processo.

O mesmo poderia ocorrer com todos os outros sistemas, inclusive a pele, evitando as rugas.

Essas novas descobertas reacenderam a discussão sobre as origens e as perspectivas de tratamento da calvície.

Cabelos e rugas

A rarefação dos cabelos em homens e mulheres é tão comum quanto a presença de rugas. Quanto mais se envelhece, maior a rarefação capilar e a quantidade de rugas.

Ambas condições são naturalmente aceitas como parte do processo de envelhecimento.

Entretanto, se você quer atenuar as rugas, você usa produtos anti-idade e procedimentos para reverter os danos do envelhecimento.

O mesmo se aplica aos cabelos.

Ao perceber o início do afinamento dos cabelos, as pessoas podem negar o fato ou agir rápido para revertê-lo.

Assim, torna-se imprescindível administrar a situação no início devido ao seu potencial de piora com o tempo.

Envelhecimento e queda de cabelo: o que fazer?

Assim como as primeiras marcas de expressão, a queda de cabelos pode ser o primeiro sinal da perda de cabelos.

Mas assim como a sua pele necessita de produtos e tratamentos específicos para cada pessoa, seus cabelos também precisam.

Existem produtos e procedimentos com boas taxas de sucesso para prevenção e tratamento do envelhecimento e queda de cabelo.

Atualmente há opções de tratamento que podem ser administradas em diferentes níveis e combinadas de diversas formas para atender melhor as diferentes demandas e graus de comprometimento capilar.

Não há motivo para se envergonhar de rugas ou perda de cabelos.

Afinal de contas, essas condições afetam a todos de certa forma.

Deixe que a Clínica Doppio e sua equipe ajude na prevenção e controle da sua queda de cabelos e calvície.

A Clínica Doppio além de possuir uma estrutura apropriada para avaliação e tratamento de queda de cabelos e calvície, conta ainda com um médico especialista em cabelos e profissionais preparados para ajudar com seu problema.

Faça uma avaliação e obtenha as informações e cuidados para o seu caso.

 

 

Dr. Nilton de Ávila Reis

CRM: 115852/SP | RQE 32621


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