Finasterida ou minoxidil: qual é a diferença?

Parte dos pacientes com problemas capilares ficam em dúvida se devem usar finasterida ou minoxidil.

A confusão não é pra menos.

As duas medicações foram as primeiras a obter aprovação do FDA e ANVISA para tratamento da calvície masculina.

Desde sua regulamentação pelo FDA dos Estados Unidos, surgiram algumas mudanças nas apresentações e até nas indicações dos remédios.

Mas, mesmo após diversos anos de pesquisa e inovação, eles ainda se mantêm como pilares terapêuticos da alopecia.

Por isso, é fundamental entender quais são as funções, recomendações e quando usar a finasterida ou minoxidil.

Calvície genética

A principal causa de perda de cabelos em homens e mulheres é a alopecia androgenética.

Embora existam diferenças entre a calvície masculina e feminina, em ambas há um afinamento e encurtamento progressivo dos fios.

Esse processo, conhecido como miniaturização, consiste na atrofia gradual do bulbo capilar pela ação de hormônios masculinos ou andrógenos.

Dessa forma,  em pessoas predispostas, hormônios como a testosterona e a dihidrotestosterona (DHT) danificam o folículo até causar sua extinção.

Além de enfraquecer aos poucos a raiz do cabelo, a miniaturização também pode provocar aumento da queda de cabelo.

Finasterida ou Minoxidil: onde agem as medicações?

A Finasterida  é um inibidor da 5-alfarredutase.

Essa enzima é a responsável pela  conversão do hormônio testosterona no seu metabólito mais potente diidrotestosterona.

Ao inibir a formação do DHT, a finasterida reduz a velocidade de destruição do folículo, retardando a calvície.

Por sua vez, o minoxidil atua na recuperação dos fios, ajudando os bulbos que sofreram atrofia a retomarem seu calibre.

Por mecanismos ainda não totalmente claros, o minoxidil promove a proliferação de células da raiz do cabelo, expandindo-a.

Com o aumento do folículo capilar, o fio vai aos poucos voltando ao seu tamanho e espessura originais.

Portanto, enquanto a finasterida diminui a velocidade de progressão da calvície, o minoxidil promove o crescimento e recuperação do fio.

Sendo assim, esses medicamentos agem de forma sinérgica, ou seja, um complementando a ação do outro.

Então, quando possível, a escolha dever pela associação dos fármacos e não pelo uso da finasterida ou minoxidil isoladamente.

Público-alvo: mulheres e homens podem usar finasterida ou minoxidil?

Embora os medicamentos para calvície tenham ações complementares, eles têm indicações, resultados e restrições específicos.

Essa, aliás, é uma outra diferença entre os dois.

Enquanto o minoxidil pode ser igualmente usado por homens e mulheres, a finasterida não. A regulamentação da finasterida restringe-se à alopecia androgenética masculina.

Resultados do uso de finasterida ou minoxidil para tratamento da calvície

Além de não ter liberação por conta do risco de má-formação fetal, a finasterida não funciona bem na alopecia feminina.

Há diversos estudos com mulheres pós-menopausa mostrando resultados inconsistentes da finasterida no tratamento da calvície.

Por outro lado, o minoxidil, seja ele oral ou tópico, é uma opção de tratamento para alopecia androgenética em homens e mulheres.

Portanto, outra questão entre finasterida ou minoxidil é a eficácia das medicações no tratamento da calvície. 

Diferentes indicações na prática clínica

Embora a única indicação na bula da finasterida ou minoxidil seja para tratamento da calvície, existem outros usos dessas medicações.

Assim, por exemplo, na área capilar, prescreve-se finasterida de forma off label para alopecia frontal fibrosante em mulheres.

Já o minoxidil pode fazer parte do tratamento das hipotricoses, defeitos da haste capilar, alopecia areatade tração, dentre outros.

Além desses, também se tornou frequente o uso de minoxidil para estimular o crescimento da barba e sobrancelhas.

Forma de administração e posologia

A finasterida é uma medicação de ingestão oral com dose única de 1 mg ao dia para tratamento da calvície.

Não há regulamentação de formas tópicas ou mesoterapia com finasterida, assim como não há respaldo científico para isso.

As pesquisas também não mostram ganhos significativos com doses maiores da medicação para alopecia.

Já o minoxidil tem versões tópicas e orais disponíveis, com diferentes concentrações e doses.

Em relação à forma de apresentação, há opções de tônico capilar contendo minoxidil  em loção, solução ou espuma.

A concentração varia de 2% a 5%, com sugestões de uso entre uma ou duas vezes por dia. 

Por ter aprovação nas agências de saúde, encontram-se produtos contendo minoxidil loção para venda nas farmácias.

Já a versão oral da medicação não tem indicação em bula para tratamento da calvície.

Por isso, para se obter minoxidil oral para cabelo, é preciso mandar manipular o medicamento.

As doses usuais de minoxidil comprimido para alopecia variam entre 0,25 mg a 5 mg ao dia.

Portanto, enquanto a finasterida tem somente uma forma de apresentação e dose, o minoxidil varia bastante.

Efeitos colaterais

A possibilidade de desenvolver efeitos adversos é um dos critérios que levam alguns homens a decidir entre finasterida ou minoxidil.

Isso porque dentre os possíveis efeitos colaterais da finasterida constam depressão, disfunção erétil, diminuição da libido e sensibilidade nas mamas.

A despeito de haver a descrição dessas alterações na bula, na prática a frequência delas é bem baixa.

Mas mesmo sendo raras, para algumas pessoas, isso já basta para não querer fazer uso da medicação.

Enquanto isso, os riscos e problemas do minoxidil dependem da sua forma de apresentação.

Na versão tópica, o minoxidil apresenta menos efeitos colaterais sistêmicos do que o remédio oral.

Algumas das ocorrências do uso tópico do minoxidil incluem: irritação do couro, ardência, dor, coceira, caspa e hipertricose facial.

Já o minoxidil comprimido pode causar mais frequentemente hirsutismo, inchaço, ganho de peso, cefaleia, tontura, palpitação e desmaio.

Quais as diferenças entre Finasterida e Minoxidil?

A finasterida e o minoxidil são medicações para tratar a alopecia.

Entretanto, apesar de serem usadas para mesma patologia, existem algumas particularidades entre esses remédios.

A tabela abaixo resume essas diferenças:

 

  FINASTERIDA MINOXIDIL
     
Forma de apresentação comprimido comprimido ou loção capilar
Comercialização farmácia convencional manipulação ou farmácia
Dose 1 mg/d 2 a 5% tópico; 0,25 a 5 mg oral
Público-alvo homens homens e mulheres
Mecanismo de ação retarda a calvície estimula crescimento dos fios
Efeitos colaterais impotência, ginecomastia hipotensão, ganho de peso 

 

Finasterida ou Minoxidil: qual tratamento capilar escolher?

Nem sempre é possível associar finasterida e minoxidil para tratar a calvície.

Cada paciente precisa de uma avaliação individual para determinar o esquema terapêutico mais condizente com as suas necessidades e expectativas.

Para isso, o primeiro passo é fazer um exame completo com um médico especialista.

A partir do diagnóstico e da análise de riscos, é possível decidir se vale a pena usar finasterida ou minoxidil.

Portanto, se você quer saber o que é mais adequado para seu caso, não perca tempo e faça-nos uma visita!

A Clínica Doppio  possuir uma estrutura apropriada para avaliação e tratamento de queda de cabelos e calvície. Além disso, contamos ainda com um médico especialista em cabelos e profissionais preparados para ajudar com seu problema.

Faça uma avaliação e obtenha as informações e cuidados para o seu caso.

Dr. Nilton de Ávila Reis

CRM: 115852/SP | RQE 32621


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