Minoxidil oral ou tópico: qual a melhor opção para a calvície?

Minoxidil oral ou tópico: qual a melhor opção para a calvície?

O minoxidil é um medicamento eficaz para tratamento capilar. Mas recentemente tem surgido uma dúvida: seria melhor usar minoxidil oral ou tópico para a calvície?

Minoxidil

Apesar de hoje em dia a versão tópica do minoxidil ser mais conhecida, nem sempre foi assim.

Originalmente, o minoxidil foi desenvolvido na forma de comprimidos durante a década de 70.

Por ser um potente vasodilatador, ele era inicialmente indicado para tratamento de casos de hipertensão arterial severa refratária.

Entretanto, desde sua criação, o minoxidil oral passou a ser cada vez menos usado devido aos seus graves efeitos colaterais.

Dentre os efeitos adversos observados, um deles chamava a atenção: o crescimento de pelos corporais, também chamado hipertricose.

Graças a essa capacidade de estimular o crescimento de pelos, foi desenvolvida uma solução líquida de minoxidil para tratamento capilar.

Assim, atualmente há 3 formas disponíveis de minoxidil: comprimido, líquido e espuma.

Tratamento da alopecia e queda de cabelo com minoxidil oral

Estudos científicos têm avaliado o efeito do minoxidil oral em diversas condições que levam à queda de cabelo ou alopecia.

Minoxidil oral e alopecia areata

Um dos primeiros estudos sobre efeitos do minoxidil oral em problemas capilares foi publicado em 1987.

No estudo, o minoxidil oral e tópico foram testados em pacientes com alopecia areata refratária a outros tratamentos.

O resultado do estudo com 65 voluntários mostrou uma baixa taxa de resposta, independentemente da forma utilizada.

Minoxidil oral e alopecia por quimioterapia

Um relato de sucesso terapêutico com minoxidil oral foi publicado em 2017.

Trata-se uma paciente com alopecia induzida por quimioterapia que não respondeu a outros tratamentos.

Segundo os autores, a paciente de 39 anos apresentou considerável melhora da rarefação após uso prolongado do minoxidil oral.

Minoxidil oral e eflúvio telógeno

Um estudo de 2017 abordou o uso do minoxidil oral em casos de queda de cabelo por eflúvio telógeno.

Para o estudo, foram selecionadas 36 mulheres com queda de cabelo excessiva há mais de 6 meses.

Essas voluntárias passaram a ser tratadas com minoxidil oral por 6 meses, o que levou a uma aparente melhora.

No entanto, apesar de aparentemente animadores, os resultados desse estudo devem ser avaliados com cautela.

Isso porque o estudo testou o minoxidil oral em uma condição que pode melhorar espontaneamente.

A dúvida que fica por não haver grupo-controle  nesse caso é: será que elas teriam melhorado mesmo sem medicação alguma?

Minoxidil oral e alopecia androgenética

Em 2018 mais alguns estudos sobre o uso de minoxidil oral para tratamentos capilares foram publicados.

Um deles, testou o uso concomitante de minoxidil oral e espironolactona em mulheres com alopecia androgenética.

O estudo durou 12 meses e envolveu 100 mulheres com alopecia, todas tratadas simultaneamente com as 2 medicações.

Ao final do tratamento, a maioria das mulheres notou redução da queda de cabelo após 3 meses de tratamento, com aumento da densidade capilar após 6 meses.

Apesar de novamente parecer ser um resultado interessante, eles também devem ser vistos com ressalvas.

Afinal de contas, não se sabe se a resposta obtida se deve ao uso concomitante dos 2 medicamentos ou se ela poderia ser obtida com o uso isolado da espironolactona.

Assim como no estudo de 2017, a falta de grupos-controle compromete os resultados e a relevância dos achados do estudo.

Minoxidil oral e alopecia de tração

Ainda em 2018 foi publicada uma série de casos sobre uso de minoxidil oral em pacientes com alopecia androgenética ou alopecia de tração.

O grupo incluía 16 mulheres e 2 homens.

Dos 18 pessoas selecionados, 16 tinham o diagnóstico de alopecia androgenética e 4 de alopecia de tração.

Todos foram orientados a usar minoxidil oral por 3 meses.

No entanto, 4 interromperam seu uso antes de completarem esse período.

Ao fim da pesquisa, 6 participantes relataram melhora da queda e 5 aumento da densidade capilar.

Além desses resultados, efeitos adversos como, por exemplo, hipotensão, urticária e hipertricose também foram descritos.

Minoxidil oral ou tópico para a calvície: efeitos colaterais

A decisão entre o uso do minoxidil oral ou tópico para a calvície também deve levar em conta os possíveis efeitos colaterais dessas medicações.

O minoxidil tópico é um tratamento seguro, com perfil de efeitos adversos bem documentado.

Esses costumam se restringir à irritação no local da aplicação e, menos frequentemente, pelos na face e alergia.

Já com o minoxidil oral o perfil de reações é mais importante.

Mesmo em doses baixas, a forma oral pode causar inchaço, pressão baixa, batedeira e outros problemas cardiológicos.

Além disso, ele costuma provocar aumento dos pelos no rosto com maior frequência do que na versão tópica.

Devido aos seus riscos à saúde, a bula da medicação ainda alerta que ele não deve ser usado por quem tem problemas no coração ou rins.

Minoxidil oral ou tópico para a calvície: qual o melhor?

A única versão regulamentada por agências de saúde e comprovadamente eficaz para tratamento da alopecia androgenética tanto em homens quanto em mulheres é o minoxidil tópico.

Ao administrar a medicação diretamente no couro cabeludo, ela é absorvida precisamente onde ela é necessária.

Nesse caso, trata-se de uma vantagem, considerando-se o longo caminho percorrido pela versão oral antes chegar ao couro cabeludo.

Além disso, a versão líquida também reduz os potenciais efeitos colaterais da medicação.

Minoxidil oral ou tópico para a calvície: comentários finais

A busca por novas opções de tratamento para a queda de cabelo e alopecia faz parte do desenvolvimento da ciência em sua ordem natural.

Entretanto, ao se considerar o uso de novas medicações ou procedimentos terapêuticos, os médicos devem pesar seus riscos e benefícios.

Esse é o caso, por exemplo, da decisão entre o uso do minoxidil oral ou tópico para calvície.

Enquanto a versão tópica é segura, regulamentada e cientificamente comprovada para tratamento da alopecia, o uso oral da medicação é no mínimo controverso.

Sendo assim, seu uso não deve ser encorajado enquanto não houver evidências científicas mais consistentes.

Para saber mais sobre essas e outras opções de tratamentos capilares, faça-nos uma visita.

A Clínica Doppio, além de possuir uma estrutura apropriada para avaliação e tratamento de queda de cabelos e calvície, conta ainda com um médico especialista em cabelos e profissionais preparados para ajudar com seu problema.

Faça uma avaliação e obtenha as informações e cuidados para o seu caso.

Uma resposta

  1. Bom dia meu nome é Jonas Antônio. há pergunta é eu tomo fina tópica a nove meses e ainda minha queda de cabelo na melhou,quero saber se o meu organismo não aceito o medicamento ei minox foi a mesma coisa eo mesmo tempo de uso sem resultados

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