No poo, low poo e queda de cabelo

No poo, low poo e queda de cabelo

Estariam os métodos no poo ou low poo e queda de cabelo associados?

Antes de responder a essa questão, é preciso entender alguns conceitos.

O que é no poo e low poo?

O significado dessas expressões tem origem na língua inglesa:

  • Poo: forma abreviada de shampoo
  • No: não, sem
  • Low: baixo, menos

 

Assim, as expressões podem ser entendidas como:

  • Low poo: uso de menos xampu e de outros produtos químicos capilares
  • No poo: cuidar dos cabelos sem xampus e determinados produtos

 

No poo e low poo: como começou?

A ideia de modificar os hábitos capilares começou com uma cabeleireira britânica chamada Lorrayne Massey.

Em seu livro “Curly girl: the handbook”, cuja tradução seria “manual da garota com cabelos cacheados”, ela explicou a técnica.

Segundo a autora do livro, os cabelos cacheados e afro têm características próprias que justificariam cuidados diferentes.

Cabelos cacheados e afro: características

Uma das particularidades dos cabelos cacheados ou afro é o maior ressecamento dos fios.

A produção de óleo pelo couro cabeludo pode até ser menor em pessoas com cabelos afro, mas esse não é o ponto principal.

O fator que leva os fios crespos a terem menos óleo é a conformação do fio.

Há maior dificuldade de distribuir o óleo produzido no couro cabeludo em fios enrolados.

Com isso, as pontas dos fios cacheados costumam ter menos óleo do que nos fios lisos.

A falta de óleo colabora para a menor retenção de água no fio, levando ao ressecamento das pontas.

Por sua vez, o ressecamento favorece danos à estrutura e quebra do fio.

Princípios das técnicas no poo e low poo

Um dos pontos essenciais dessas técnicas é evitar o uso de substâncias que possam danificar os fios.

Diversas substâncias e formas de evitá-las são sugeridas, mas algumas delas podem ter relação direta entre no ou low poo e queda de cabelo.

Segundo os princípios no ou low poo, como os cabelos enrolados e afro têm menos óleo e são mais ressecados, os produtos a serem usados neles não deveriam ter a mesma composição dos demais.

Assim, substâncias com alto poder de remoção de óleos, como os sulfatos, deveriam ser evitados.

O lauril éter sulfato de sódio é um desses compostos com alto poder de limpeza, responsável pela espuma dos xampus.

Segundo a teoria no ou low poo, o seu uso em cabelos afro aumentaria ainda mais o ressecamento e quebra do fio.

Assim, seu uso deveria ser restrito, com substituição por outros produtos como Cocamidopropil betaína, extratos de plantas e outros.

Além da abolição dos sulfatos, também se sugere a eliminação de substâncias que dependem deles para remoção.

Alguns exemplos são petrolatos e determinados silicones.

Os petrolatos são produtos derivados do petróleo, sendo os mais comuns a parafina, óleo mineral e vaselina.

Os silicones, por sua vez, podem ou não ter derivados do petróleo em sua composição.

Tanto os petrolatos quanto esses silicones são insolúveis em água, aderindo aos fios e necessitando de sulfatos para serem removidos.

Assim, o uso desses compostos também é desestimulado na técnica no e low poo.

No poo, low poo e queda de cabelo

O foco das técnicas no e low poo é predominantemente o fio de cabelo.

No entanto, o estado do couro cabeludo não deve ser ignorado.

A má-higiene do couro pode causar uma série de problemas, inclusive aumento da queda de cabelo.

O acúmulo de células mortas e seborreia no couro pode favorecer a proliferação de fungos, causando inflamação, chamada dermatite seborreica.

A dermatite seborreica pode ser notada pela coceira, caspa, aumento da sensibilidade ou dor no couro cabeludo.

Esse talvez seja o maior elo entre as técnicas no poo, low poo e queda de cabelo.

No poo, low poo e queda de cabelo: o que fazer?

A tendência de manter os cabelos mais naturais tem motivado a busca por outras formas de cuidar dos fios.

Uma das técnicas com essa finalidade é a no ou low poo.

A técnica se baseia na preocupação de que substâncias químicas de xampus e condicionadores possam causar danos aos fios.

Com isso, sugere-se, dentre outros, o menor uso de determinados produtos químicos.

Entretanto, um dos receios em se fazer essa opção seria quais as possíveis consequências para a saúde capilar.

De fato, a adoção de determinadas práticas pode comprometer o couro cabeludo.

Como resultado, podem ocorrer desenvolvimento ou agravamento da dermatite seborreica, com consequente aumento da queda de cabelos.

Porém, isso pode ser evitado.

Desde que produtos e procedimentos capilares sejam bem indicados e orientados, é possível manter cabelo e couro cabeludo saudáveis.

Para isso, recomenda-se uma avaliação de um médico especialista.

A Clínica Doppio além de possuir uma estrutura apropriada para avaliação e tratamento de queda de cabelos e calvície, conta ainda com um médico especialista em cabelos e profissionais preparados para ajudar com seu problema.

Faça uma avaliação e obtenha as informações e cuidados para o seu caso.

 

 

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