Tratamento para cabelo com ozônio funciona?

A ozonioterapia capilar tem sido usado para queda de cabelo, calvície e até para infecções do couro cabeludo.

Mas será que esse procedimento funciona?

O que é ozonioterapia?

O ozônio é um gás cuja molécula tem 3 átomos de oxigênio. Assim, sua fórmula química é O3.
Esse gás faz parte parte da camada atmosférica responsável por amenizar os efeitos da radiação solar na Terra.
Além disso, o ozônio também é um poluente ambiental e um agente terapêutico.

Quais os efeitos biológicos do ozônio?

Alguns trabalhos científicos defendem o uso do ozônio para fins medicinais.
De acordo com um desses artigos, os possíveis efeitos terapêuticos do ozônio seriam:
  • antimicrobiano: inativação de bactérias, vírus, fungos e vermes;
  • aumento da oferta de oxigênio aos tecidos;
  • ativação do sistema imune.

Para que serve a terapia com ozônio?

O emprego do ozônio com fins terapêuticos é bem antigo e abrangente, apesar de polêmico.
Alguns dos suas possíveis aplicações incluem:
  • odontologia: analgésico e desinfectante após cirurgias dentárias;
  • reparador de danos à orelha interna por traumas acústicos;
  • redução de estenoses após stents coronarianos;
  • restaurador em problemas articulares;
  • cicatrização de feridas;
  • melhora da imunidade;
  • agente antiséptico;
  • tratamentos capilares.

Quais as possíveis aplicações da ozonioterapia capilar?

Na área capilar, o ozônio vem sendo utilizado para tratar queda de cabelo, alopecia e sintomas no couro cabeludo.
Além disso, os salões de beleza também oferecem a ozonioterapia capilar com os seguintes propostas:
  • crescimento capilar;
  • fortalecimento dos fios;
  • controle do volume e redução do frizz;
  • reparação de fios danificados;
  • brilho dos cabelos;
  • maciez dos fios;
  • controle das pontas duplas.

Como é feito o tratamento com ozônio?

A forma de aplicação da ozonioterapia varia de acordo com o tipo de problema.
As principais vias são:
  • uso do gás ozônio diretamente na ferida;
  • auto-hemoterapia, ou seja, misturado junto a uma amostra de sangue do próprio paciente;
  • intramuscular, sendo aplicado juntamente com o oxigênio.
Na oxigenoterapia capilar, a forma de uso mais comum é diretamente no cabelo e couro cabeludo.
Existem aparelhos próprios para esse tipo de tratamento.
Eles formam e armazenam o gás. Com um bico aplicador, eles então direcionam o ozônio diretamente à área a ser tratada, ou seja, ao couro cabeludo e fios.
Outra forma descrita de uso da ozonioterapia capilar é através da auto-hemoterapia.

Ozonioterapia capilar funciona?

O uso do ozônio em tratamentos capilares é bem polêmico e controverso.
Há muito pouca pesquisa sobre o tema.
Um dos poucos artigos sobre ozonioterapia capilar data de 1995.
No estudo, avaliou-se o uso da terapia com ozônio para quadros de alopecia androgenética.
O experimento contou com 42 participantes entre 17 e 40 anos, todos com calvície.
O método usado foi a auto-hemoterapia.
Após 16 sessões, os pesquisadores descreveram uma melhora do ciclo do cabelo.
Apesar do resultado positivo do estudo, no entanto, quase nada se comentou a respeito posteriormente.
Por outro lado, surgiram outros artigos sobre riscos e toxicidade do ozônio.

Ozonioterapia capilar: efeitos colaterais

O ozônio é uma molécula instável. Portanto, seu comportamento é, de certa forma, imprevisível.
Por isso, o ozônio necessita de extremo cuidado para ser manuseado.
É preciso ter atenção com a quantidade e local de aplicação, por exemplo.
Não é aconselhável haver inalação do gás.
Em 2019, a agência americana de saúde FDA soltou um aviso sobre os riscos da inalação de ozônio.
De acordo com o FDA, ozônio pode irritar o pulmão e aumentar a secreções nas vias aéreas, dificultando a respiração.
Estudos científicos também apontam outros riscos associados ao ozônio.
De acordo com esses artigos científicos, o ozônio pode ser tóxico mesmo em níveis encontrados normalmente na natureza.
Além disso, ele pode estar associado a eventos neurológicos, cardiovasculares, respiratórios e até morte.

Aspectos legais da ozonioterapia capilar

O FDA não reconhece o ozônio como agente terapêutico de quaisquer condições médicas.
Em nota, aliás, o órgão regulador americano cita que o ozônio “não tem aplicação médica conhecida”.
Por isso, a agência americana de saúde não aprova o uso da ozonioterapia capilar.
Além de não ter resultados comprovados, o FDA aponta que faltam estudos científicos sobre possíveis efeitos colaterais a longo prazo envolvendo o método.
Já Brasil, a lei permite que a ozonioterapia seja usada como tratamento complementar, ou seja, sem substituir protocolos médicos tradicionais.

Vale a pena usar ozonioterapia em tratamentos capilares?

A ozonioterapia capilar é um assunto bem controverso.
A comunidade médica tende a ficar receosa com o uso indiscriminado de terapias sem embasamento científico robusto.
As pesquisas são essenciais, pois definem os padrões de eficácia e segurança em qualquer tratamento envolvendo vidas.
Além disso, a ciência evita abordagens que podem frustrar o paciente e levar ao agravamento do quadro clínico.
Portanto, se você quer saber mais sobre tratamentos capilares, faça-nos uma visita!
A Clínica Doppio além de possuir uma estrutura apropriada para avaliação e tratamento de queda de cabelos e calvície, conta ainda com um médico especialista em cabelos e profissionais preparados para ajudar com seu problema.
Faça uma avaliação e obtenha as informações e cuidados para o seu caso.
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Dr. Nilton de Ávila Reis

CRM: 115852/SP | RQE 32621


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