Queda de cabelo após quimioterapia

Queda de cabelo após quimioterapia

A queda de cabelo por quimioterapia pode ser uma experiência traumática para pessoas que já estão lutando contra uma doença que ameaça a vida.

Quimioterapia e queda de cabelos

A quimioterapia não é um tratamento único. Dependendo do tipo e do estágio do câncer, uma ou mais combinações de drogas quimioterápicas podem ser prescritas.

Mesmo com uma prescrição idêntica, nem todos respondem igual ao tratamento. Apesar da queda capilar ser comum, ela não é inevitável.

O grau da queda de cabelo após quimioterapia pode variar de pessoa para pessoa.

Para alguns, apenas uma pequena quantidade de cabelo é perdida, passando quase desapercebido.

Outros notam cabelos mais secos, opacos e quebradiços.

Por fim, é comum ocorrer queda parcial ou completa dos cabelos. Em alguns casos, a queda pode incluir sobrancelhas, cílios e pelos corporais.

Queda de cabelo

Existem diversas causas de queda de cabelo, sendo a quimioterapia uma das mais citadas quando se fala sobre o assunto.

Para entender melhor a causa da queda de cabelo por quimioterapia, é importante entender o ciclo normal do pelo.

Resumidamente, o ciclo do cabelo pode ser dividido em 3 fases:

  • Anágena: fase mais longa do ciclo, caracterizada pela contínua produção e crescimento do pelo.
  • Catágena: período de involução do fio, com redução do ritmo de produção e encurtamento do bulbo capilar.
  • Telógena: fase em que há interrupção da produção do pelo. A raiz está atrófica e o fio cai.

Pelo ciclo normal do cabelo, é esperado que caia cerca de 100 fios ao dia. Esses fios acabam sendo repostos por outros que reiniciam o ciclo.

Situações como deficiências alimentares, distúrbios hormonais, doenças graves, cirurgia, dentre outras causas, podem acelerar esse processo.

Quando isso ocorre, há um aumento da proporção de fios na fase telógena, fase em que ocorre a queda.

Essa condição é chamada eflúvio telógeno.

O eflúvio telógeno é uma das causas mais comuns de queda de cabelo.

Entretanto, o mecanismo da queda de cabelo por quimioterapia é um pouco diferente.

Por que ocorre queda de cabelo por quimioterapia?

O tratamento do câncer através da quimioterapia consiste na administração de quimioterápicos ao paciente por via oral ou intravenosa.

Uma vez administrados, essas medicações atacam as células que se reproduzem ativamente, como as dos tumores.

Entretanto, elas não conseguem distinguir células cancerosas de outras células normais com alta taxa de reprodução, como as do cabelo.

O resultado é a destruição tanto das células cancerosas como das células saudáveis. Assim, a quimioterapia leva à redução do tumor, mas também prejudica o funcionamento das outras células normais.

Esse efeito frequentemente promove a parada do crescimento capilar durante a quimioterapia, induzindo a queda de cabelo.

Como ocorre a queda de cabelo por quimioterapia?

Como dito anteriormente, a queda de cabelo de cabelo por quimioterapia costuma ser por um mecanismo diferente.

Ao invés de acelerar a passagem do fio para a fase de queda, ou fase telógena, como no eflúvio telógeno, os quimioterápicos interrompem a produção do fio durante a fase de crescimento.

Assim, o fio não passa pelas fases catágena e telógena como ocorre nas outras causas.

Ele cai ainda em fase anágena, quando está em pleno desenvolvimento e crescimento.

Por isso, a queda por quimioterápicos é um dos maiores exemplos de eflúvio anágeno.

Quando começa a queda de cabelo por quimioterapia?

Tanto o início como o ritmo da queda de cabelo por quimioterapia variam de acordo com as medicações prescritas e ainda de pessoa para pessoa.

O fato de poder não passar pelas fases catágena e telógena faz com que a queda de cabelo após quimioterapia possa ser mais precoce do que a de outras causas.

Para a maioria das pessoas, a queda começa 2 a 3 semanas após início da quimio. Em alguns casos, no entanto, ela pode ser perceptível já no dia seguinte à primeira sessão de tratamento.

O ritmo da queda de cabelo após quimioterapia também pode variar de semanas a dias, com queda mais gradual ou abrupta.

Independente do ritmo, a queda pode ser um evento bem estressante.

Queda de cabelo por quimioterapia: o que fazer?

Recentemente, pesquisas têm revelado novos método para prevenir a queda de cabelo por quimioterapia.

Um dos mais comentados é o Cold cap ou Scalp cooler, dispositivos capazes de manter o couro cabeludo sob baixas temperaturas durante as sessões de quimioterapia. O resfriamento do couro reduz o fluxo sanguíneo na área, diminuindo a exposição dos fios aos quimioterápicos.

Queda de cabelo por quimioterapia: considerações finais

Para muitos pacientes com câncer, a queda de cabelo após quimioterapia é um desafio significante.

Trata-se de um sinal físico que indica para paciente, amigos e familiares que a batalha está sendo travada.

A queda pode afetar de forma contundente a já abalada confiança da pessoa com câncer.

Apesar de nem todas as formas de quimioterapia levarem a queda dos cabelos, ela ainda é um efeito colateral comum.

O acompanhamento de pessoas em tratamento de câncer deve ser multiprofissional, com a devida atenção às diversas nuances dessa condição.

Apesar de nem sempre poder ser evitada, a queda de cabelo pode ser atenuada.

A Clínica Doppio além de possuir uma estrutura apropriada para avaliação e tratamento de queda de cabelos e calvície, conta ainda com um médico especialista em cabelos e profissionais preparados para ajudar com seu problema.

Faça uma avaliação e obtenha as informações e cuidados para o seu caso.

2 respostas

  1. Muito bem explicado!…
    Fiquei ainda com um duvida?…meus cabelos começaram a cair após 23 dd da 1a. quimio…pergunto se existe um tempo para essa queda?… ou melhor por quantos dias ficam caindo?
    Por favor se possível me respondam…

    1. Olá, Alberto

      Obrigado pelo comentário.
      A queda de cabelo pode continuar por até 6 meses após finalizar o tratamento com quimioterapia.
      Caso queira mais informações, entre em contato conosco pelo número (11) 38539175.
      Estamos à disposição para ajudá-lo.

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