queda de cabelo na quarentena pelo coronavírus

Queda de cabelo na quarentena: o que pode estar acontecendo?

Muitas pessoas têm notado um aumento da queda de cabelo na quarentena pelo coronavírus.

A COVID-19 trouxe uma nova realidade e a necessidade de adaptar rápido às mudanças.

Parte desses novos hábitos podem explicar os motivos para os cabelos estarem caindo mais durante a pandemia.

Quais os principais tipos de queda de cabelo na quarentena associados à pandemia pelo coronavírus?

Queda de cabelo parece tudo igual, mas não é!

Existem diferentes padrões de queda e para cada padrão, possibilidades diversas.

Dependendo da forma com que os fios caem, pode-se sugerir qual a condição está provocando a queda e suas possíveis causas.

Alguns desses tipos de queda são particularmente mais frequentes em períodos como o da pandemia e justificam a maior queda de cabelo na quarentena pelo coronavírus.

É o caso da alopecia areata e do eflúvio telógeno.

Alopecia areata

A alopecia areata é um doença autoimune que atinge os fios de cabelos e também pelos corporais.

Nessa condição, o organismo passa a não reconhecer e por isso “rejeitar” fios e pelos de determinadas áreas como cílios, barba e sobrancelhas, por exemplo.

A queda de cabelo na alopecia areata costuma ter início abrupto e ser bem intensa.

O cabelo cai em tufos, formando verdadeiros “buracos” totalmente lisos na cabeça.

As falhas, geralmente circulares, podem acometer qualquer parte do couro cabeludo e ser ou não acompanhadas de falhas nos pelos do corpo.

Em parte dos casos, a falha só é observada por parentes ou cabeleireiros.

Em geral única, a falha pode se expandir ou se juntar a outras rapidamente, levando à queda de todo o cabelo da pessoa.

Esse quadro é chamado de alopecia total.

Se além do couro cabeludo, os pelos de todo corpo caírem, tem-se o quadro de alopecia universal.

As causas da alopecia areata não são totalmente conhecidas.

Mas, assim como acontece com outras doenças autoimunes, o estresse parece ter sua participação.

Estudos científicos divergem sobre o tema,  mas parte boa parte da comunidade médica reconhece que o estresse está associado à evolução da doença.

Dessa forma, não é de se estranhar que a alopecia areata seja um dos tipos mais frequentes de queda de cabelo na quarentena pelo coronavírus.

Eflúvio telógeno

O eflúvio telógeno é uma ruptura no ciclo de renovação capilar.

Em geral, os fios de cabelo se renovam a cada 2 a 8 anos, podendo haver variações de pessoa para pessoa.

Durante esse período, o fio passa por 3 fases distintas:

  • Fase anágena: fase de crescimento. Nessa fase, o fio cresce continuamente cerca de 1 centímetro por mês. Geralmente, 80 a 90% dos fios se encontram nessa fase.
  • Fase catágena: fase de involução, em que o fio começa a diminuir seu ritmo de crescimento e começa a se preparar para cair. Espera-se que 1 a 2% dos fios estejam nessa fase.
  • Fase telógena: é a fase em que o cabelo interrompe seu crescimento, por isso também chamada de fase de repouso. Cerca de 10 a 20% dos fios estão nessa fase normalmente.

Quando mais do que 25% dos fios se encontram em fase de repouso, tem-se o eflúvio telógeno.

O eflúvio provavelmente seja a forma mais frequente de queda de cabelo na quarentena pelo coronavírus, seja em homens ou mulheres.

A queda do eflúvio telógeno costuma ser mais difusa do que o da alopecia areata, ou seja, cai cabelos de toda parte do couro cabeludo.

Ao contrário da alopecia areata, no entanto, o eflúvio não costuma deixar buracos no cabelo.

É mais comum que se perceba diminuição do volume capilar, com cabelos despontados,  e diversos fios curtos ou “novos”.

Existem muitas causas de eflúvio telógeno, algumas delas particularmente relacionadas a esse período de pandemia.

Causas de queda de cabelo na quarentena pelo coronavírus

Por ser um vírus de fácil contágio, o coronavírus obrigou as pessoas do mundo todo a isolarem.

Com o isolamento, vieram também mudanças de hábitos e rotina para se adaptar à nova realidade da COVID 19.

Algumas dessas mudanças, no entanto, acabaram por afetar diversos aspectos da saúde física e mental da população.

Dessa forma, também se observou o aumento de condições para que se tenha mais queda de cabelo na quarentena pelo coronavírus.

1. Estresse

Tanto a alopecia areata quando o eflúvio telógeno são quadros influenciados pelo estresse.

O estresse interfere em diversas etapas envolvidas no equilíbrio do ciclo capilar, desde a produção de hormônios, modulação da resposta imune até a morte das células.

Por isso, ele é um dos pilares das causas de queda de cabelo na quarentena pelo coronavírus.

Hormônios

O excesso de preocupação leva ao aumento do cortisol no sangue.

Esse hormônio é o responsável por avisar o corpo de que ele está sob pressão e que precisa reagir.

Agindo pressionado, no entanto, o corpo abre mão de diversos mecanismos para proteger suas partes “nobres”, deixando rastros e sequelas no caminho.

Uma delas é a mudança da resposta imune.

Imunidade

O sistema imune é responsável por fazer o reconhecimento do que são possíveis corpos estranhos e o que são estruturas normais do organismo.

Por corpo estranho entende-se principalmente agentes externos como vírus, bactérias e fungos.

Sob a pressão do estresse, o corpo perde o controle sobre essas atividades.

O estresse, de alguma forma, diminui a capacidade do organismo de lutar contra agentes infecciosos.

Por isso, é mais comum ter resfriados, herpes e outras infecções virais, bacterianas e fúngicas quando se está estressado.

Além disso, dependendo do grau de estresse, as mudanças na resposta imune podem deixar sequelas ainda mais graves como o aparecimento de doenças autoimunes.

Ao não reconhecer estruturas e órgãos do próprio corpo, o sistema imune passa a atacá-lo e destruí-lo.

Essa é uma das teorias sobre mecanismos responsáveis por doenças autoimunes como lúpus, tireoidite de Hashimoto, diabetes tipo 1, vitiligo e alopecia areata.

No caso da alopecia areata, o “corpo estranho” passa a ser o próprio fio de cabelo ou pelos da barba, cílios, sobrancelhas ou pelos de qualquer outra parte do corpo.

O ataque a esses fios e pelos provoca a rápida queda com consequente falhas.

É estranho pensar que, em plena época de pandemia, quando se preocupa tanto com a imunidade, ela seja justamente um dos fatores envolvidos na queda de cabelo na quarentena pelo coronavírus.

Radicais livres

Ao nível molecular, boa parte das alterações provocadas pelo estresse está associada a sua capacidade de produzir radicais livres.

Os radicais livres são partículas extremamente reativas, com alto poder de destruição.

Logo após serem formadas pelo estresse oxidativo, eles reagem com as células do corpo danificando-as.

O dano pode ser tão intenso ao ponto de levar à desregulação das funções da célula, descontrole de sua proliferação ou até sua morte.

A disfunção da célula pode alterar o bom funcionamento dos órgãos, comprometendo sua ação.

Por sua vez, a perda do controle sobre a proliferação celular é um dos mecanismos envolvidos no aparecimento de câncer.

Por fim, quando o dano à célula é muito grande, o stress acaba induzindo sua morte.

Na área capilar, o estresse está envolvido no aparecimento de fios brancos, queda de cabelo e progressão da calvície.

Portanto, não é de se estranhar que ele seja um das principais causas da queda de cabelo na quarentena pelo coronavírus.

Além disso, o estresse interfere em diversos outros aspectos associados à saúde, como os descritos a seguir.

2. Sono

As preocupações sobre como se adaptar aos cuidados e regras de prevenção da COVID, o constante medo do contágio e as possíveis implicações na vida pessoal, profissional e financeira tiram o sono de muita gente.

As idéias se atropelam em um ritmo alucinado e dominam a mente, impossibilitando o descanso pleno.

O acúmulo de noites mal dormidas vai minando a imunidade e a saúde, sendo, por isso, também associada à queda de cabelo na quarentena pelo coronavírus.

Durante o sono é o tempo que o corpo se organiza e repara boa parte dos estragos provocados pelo estresse do dia.

É também a hora que ele fica mais forte para combater infecções e outros agravos à saúde.

Boa parte dessas tarefas é orquestrada pela melatonina, hormônio produzido principalmente enquanto se dorme.

A melatonina é um potente antioxidante e rival de peso na luta contra os radicais livres produzidos pelo estresse.

Graças a sua capacidade de combater o estresse, ela também é importante na prevenção da queda de cabelo na quarentena pelo coronavírus.

3. Exercícios físicos

A atividade física periódica é fundamental para manter a saúde do organismo e dos cabelos.

Além de ajudar a amenizar os efeitos do estresse, o condicionamento físico mantém a máquina corporal ativa e produtiva.

Por outro lado, o sedentarismo favorece o aparecimento de diversas doenças como diabetes, hipertensão e colesterol alto, por exemplo.

E não tem sido fácil se manter ativo durante a pandemia do coronavírus.

O distanciamento social e o lockdown parcial de parques e academias de ginástica dificultaram a prática de exercícios físicos na quarentena.

Mesmo atividades físicas leves como pequenas caminhadas para ir ao comércio ou almoçar fora também foram prejudicadas, sendo substituídas por compras na internet e serviços de delivery.

Além disso, boa parte dos funcionários das empresas foram afastados ou colocados em home office, geralmente com sobrecarga de trabalho.

Com isso, o cenário para a queda de cabelo na quarentena pelo coronavírus vai ganhando cada vez mais elementos.

4. Alimentação: falta ou excesso de vitaminas

Boa parte das pessoas tiveram sua rotina alimentar afetada pela COVID 19.

A dificuldade de produzir e de adquirir alimentos fez com que adaptações fossem necessárias.

O problema é que nem sempre essas mudanças são boas para o crescimento e desenvolvimento capilar.

Dietas restritivas ou com pouca diversidade costumam levar à déficits ou sobrecargas de vitaminas e minerais.

A situação se agrava mais ainda quando, ao perceber a queda de cabelo na pandemia pelo coronavírus, as pessoas resolvem se automedicar e começam a tomar suplementos nutricionais ou polivitamínicos.

Se por uma lado a falta de nutrientes faz o cabelo cair, o excesso também faz.

A hipervitaminose provocada pelo excesso de nutrientes como a vitamina A, ferro, zinco ou selênio também podem ser uma das causas de queda de cabelo na quarentena pelo coronavírus.

5. Exposição solar e vitamina D

A maior parte das vitaminas que o corpo necessita é adquirida pela alimentação.

Entretanto, no caso da vitamina D, além da ingestão de alimentos contendo a vitamina é preciso que a mesma seja ativada pela exposição da pele à radiação solar.

Só que com o isolamento, tem-se tornado cada vez mais difícil se expor regularmente ao Sol.

Isso faz com que os níveis de vitamina D tendem a cair progressivamente, contribuindo para a queda de cabelo na quarentena pelo coronavírus.

6. Remédios

Sem atividade física, isolados, preocupados e, geralmente, não se alimentando bem, é esperado que as pessoas fiquem mais doentes.

Assim, o consumo de medicamentos como antidepressivos, ansiolíticos, indutores do sono, inibidores do apetite e vitaminas, dentre outros tende a aumentar durante a pandemia.

O problema é que medicamentos como a fluoxetina, amitriptilina, anfetaminas, dentre outros, também colaboram com a queda de cabelo na pandemia pelo coronavírus.

Daí fica a dúvida: é melhor sofrer com as consequências do estresse ou das medicações usadas para combate-lo?

Como se diz no dito popular: “se ficar o bicho pega, se correr o bicho come”.

7. Cigarro

O estresse é um dos fatores mais usados pelos fumantes para justificar o aumento do consumo de cigarros.

Seja pelo seu ritual ou pelas substâncias calmantes contidas no cigarro, o ato de fumar ajuda a conter os ânimos de seus usuários.

Entretanto, os efeitos do cigarro no organismo são bem danosos.

A cada cigarro, o fumante lança na circulação uma quantidade enorme de substâncias tóxicas.

Não à toa que o cigarro é considerado um dos maiores agentes produtores de radicais livres.

Além de todos os danos causados por essas toxinas, o cigarro ainda provoca a redução do calibre dos vasos.

Com isso, há diminuição da irrigação do couro cabeludo e da oferta de nutrientes aos cabelos.

A vasoconstrição provocada pelo cigarro também prejudica a depuração das toxinas do couro, aumentando o dano provocado por elas.

Por sua vez, o ambiente desfavorável criado pelo acúmulo de toxinas e seus danos criam um ambiente inóspito ao fio de cabelo.

Dessa forma, é esperado que ele sofra e caia mais do que o normal.

Os fumantes podem questionar o papel do cigarro na queda de cabelo na quarentena pelo coronavírus justificando que já fumavam antes e que o cabelo não caía como na pandemia.

De fato, assim como parte dos outros fatores, quando considerado de forma isolada, o cigarro não parece ser suficiente para causar a queda de cabelo. 

Entretanto, ele deve ser sempre considerado no contexto geral, agindo como um acelerador do processo, potencializando a queda de cabelo na quarentena pelo coronavírus.

8. Dermatite seborréica: cuidados com couro cabeludo

A dermatite seborréica é uma inflamação do couro cabeludo muito frequente.

Em geral, ela se manifesta por sinais e sintomas como irritação, caspa, coceira ou dor no cabeludo.

Além do incômodo causado pelos seus sintomas, o quadro inflamatório responsável pela dermatite pode também colaborar para o aumento da queda de cabelo.

Dessa forma, alguns fatores da pandemia podem ser particularmente relacionados à maior ocorrência da seborréia e queda de cabelo na quarentena pelo coronavírus.

São eles:

  • Diminuição da frequência com que se exercita e se lava os cabelos;
  • Tempo mais prolongado para que os cabelos sequem naturalmente;
  • Estresse elevado.

O conjunto desses fatores acaba aumentando a oleosidade ou proliferação de fungos no couro cabeludo, fatores associados à seborréia e queda de cabelo na quarentena.

9. COVID-19: infecção e queda de cabelo na quarentena pelo coronavírus

A própria infecção pelo coronavírus pode levar ao aumento da queda de cabelo na quarentena.

A presença do vírus no organismo desencadeia uma série de reações químicas e inflamatórias para tentar contê-lo.

O processo pode ter graus variados de intensidade com agravos e sequelas também proporcionais.

A tempestade de citocinas provocada pela COVID pode evoluir com fibrose pulmonar, coagulação intravascular disseminada e sepse, dentre outros.

O organismo entende isso como um grande estresse, uma agressão, tendo como resposta a queda de cabelo na quarentena.

O mecanismo de queda de cabelo na quarentena associado à COVID-19 é o eflúvio telógeno.

Por se tratar de um infecção aguda, é esperado que a queda se normalize alguns meses após a completa recuperação da doença.

Em geral, esse período pode durar até 6 meses.

Queda de cabelo na quarentena pelo coronavírus: o que fazer?

Passado o período inicial da pandemia do coronavírus, começaram a surgir as consequências das rápidas mudanças exigidas pelo isolamento social.

Independentemente de ter ou não contraído a doença, muitas pessoas começaram a notar o aumento da queda de cabelos na quarentena.

Se esse é o seu caso, faça-nos uma visita!

A Clínica Doppio possui uma estrutura apropriada para avaliação e tratamento de queda de cabelos e calvície. Além disso, conta ainda com um médico especialista em cabelos e profissionais preparados para ajudar com seu problema.

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