queda de cabelo por muito trabalho

Quando o trabalho pode contribuir para a queda de cabelo?

Há tempos se sabe que o excesso de trabalho tem relação com diversos aspectos da qualidade de vida e saúde das pessoas.

Entretanto, pouco se fala na literatura médica sobre o impacto desse fator na queda de cabelo e calvície.

Dados sobre a relação trabalho e calvície

Diversos estudos têm sido feitos para se tentar esclarecer as consequências de extensas jornadas de trabalho na saúde das pessoas.

Entretanto, poucos abordam a possível influência do trabalho no cabelo.

Uma das pesquisas que relacionou a calvície com as horas de trabalho foi realizada na Coreia do Sul.

O motivo dessa pesquisa ter sido realizada foi que os pesquisadores notaram um aumento de 17% nos quadros de alopecia na população coreana entre 2007 e 2011. Nesse período, os registros de calvície passaram de 166 mil para 194 mil.

Diante desse fato, os investigadores quiseram saber se uma das causas desse aumento poderia ser a carga horária no trabalho.

Para isso, foram convocados 13.391 trabalhadores do sexo masculino entre 2013 e 2017.

Os participantes foram divididos em grupos considerando idade, nível educacional, estado civil, renda e também horas de trabalho por semana.

A partir da análise dos fatores após os quatro anos de estudo, os pesquisadores constataram que houve maior desenvolvimento da alopecia entre o público que trabalhava mais de 52 horas por semana.

Verificou-se que esse grupo tinha duas vezes mais chances de desenvolver queda de cabelo do que os demais, independente de outros fatores também considerados na pesquisa.

Na faixa dos 20 anos, por exemplo, na qual os homens têm menor propensão a ter calvície, 8,3% dos participantes que trabalhavam mais de 52 horas tinham o problema contra apenas 4,1% entre aqueles que trabalhavam até 40 horas semanais.

O que causa queda de cabelo por excesso de trabalho?

Um dos aspectos importantes sugeridos pela pesquisa é que a alopecia devido às extensas horas de trabalho não tem relação com a atividade desenvolvida em si, mas com a jornada como um todo.

Com base em outros estudos, pesquisadores sugeriram que o principal fator que poderia desencadear a queda de cabelo era o estresse decorrente do trabalho exaustivo.

Estudos anteriores já sugeriam a queda de cabelo por estresse, associando-o ao aumento dos níveis de substâncias e hormônios que fazem com que os folículos capilares entrem precocemente na fase de queda, chamada de telógena.

Se a queda é causada por estresse agudo, ou seja, pontual, a tendência é que o cabelo volte a crescer após um período de até 6 meses.

Entretanto, quando a situação de estresse é contínua, como no caso de determinados empregos ou profissões, pode se desenvolver um quadro crônico, com uma consequente elevação da taxa de queda de cabelo e rarefação capilar.

Outro fator que pode ser relacionado com o quadro de estresse, principalmente quando originado em extensas jornadas de trabalho, é a adoção de práticas não saudáveis, com dietas com baixo teor nutricional, falta de exercícios físicos e abuso de álcool ou cigarro.

Por fim, alguns pacientes submetidos a estresse intenso e prolongado podem desenvolver alopecia areata.

Esse tipo de condição ocorre quando o sistema imunológico ataca as próprias células produtoras de cabelo, levando a queda de cabelo em tufos.

Quais os sintomas do estresse do trabalho?

O estresse desencadeia uma série de alterações físicas que podem facilitar o diagnóstico, ajudando a separar situações pontuais de um estresse prolongado.

Entre os sintomas de estresse crônico destacam-se:

● alterações no apetite;

● dores de cabeça;

● baixa imunidade;

● tensão muscular;

● fadiga e cansaço frequente;

● alterações no sono, com insônia ou muito sono;

● azia, queimação e gastrite;

● tonturas e alterações na visão;

● caspa e outras lesões de pele.

O estresse também pode desencadear ansiedade e depressão e aumentar as chances de problemas cardiovasculares, sendo importante o diagnóstico e tratamento adequado.

Com a adoção de bons hábitos e um estilo de vida saudável é possível reverter o quadro de estresse e, inclusive, parte dos problemas capilares causados por ele.

Como ocorre a queda de cabelo associada à Síndrome de Burnout?

Também chamada de esgotamento profissional, a Síndrome de Burnout consiste na exaustão física, emocional e mental causada pelo envolvimento prolongado em situações que causam grande demanda emocional.

As horas de trabalho estão diretamente relacionadas à estafa da Síndrome de Burnout e podem levar a sintomas como:

● diminuição da concentração;

● insônia;

● fadiga;

● baixa produtividade;

● sentimentos de culpa;

● perda de libido;

● ansiedade e depressão;

● dor no peito;

● alterações respiratórias, como falta de ar;

● mudanças na digestão, com intolerância alimentar;

● dores de cabeça e tontura.

A falta de diagnóstico e tratamento da Síndrome de Burnout pode agravar quadros depressivos, além de gerar alterações comportamentais e adoção de hábitos depreciativos, como o consumo exagerado de álcool.

Queda de cabelo por excesso de trabalho: o que fazer?

A queda de cabelo, assim como a progressão acelerada da alopecia feminina ou da calvície masculina podem ser indícios de jornadas de trabalho exaustivas.

Por se tratar de um quadro com consequências graves para a saúde e bem-estar é determinante que o paciente busque ajuda médica quando se suspeita de queda de cabelo por estresse.

Além de permitir identificar e tratar a queda capilar, o diagnóstico precoce do excesso de trabalho possibilita evitar todos os demais problemas de saúde causados por essa situação.

Portanto, reavalie sua falta de tempo por conta da agenda apertada. Priorize sua saúde e busque ajuda!

A Clínica Doppio possui uma estrutura apropriada para avaliação e tratamento de queda de cabelos e calvície. Além disso, conta ainda com um médico especialista em cabelos e profissionais preparados para ajudar com seu problema.

Faça uma avaliação e obtenha as informações e cuidados para o seu caso.

 

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