Queda de cabelo por química e procedimentos capilares

Queda de cabelo por química e procedimentos capilares

Os cabelos falam muito por você. E a queda de cabelos também! A queda de cabelo por química e procedimentos capilares tem se tornada cada vez mais comum, impulsionada pelas frequentes novidades dessa área.

Por ser mais fácil de mudar do que outras características físicas, geralmente os cabelos exprimem mais do que a identidade da pessoa, revelam também o momento que ela está vivendo.

Talvez por esse motivo, seja um dos mais envolvidos por modismos e tendências. Penteados, cortes, cores e procedimentos que mudam sua forma são alguns recursos pelos quais os cabelos são constantemente submetidos e que ajudam a moldá-los.

Entretanto, a satisfação de mudar as características dos cabelos pode se tornar um problema, principalmente pelos riscos que esses procedimentos podem gerar ao seus cabelos e a sua saúde.

A queda de cabelo por química e procedimentos capilares é um exemplo disso.

Queda de cabelo por química e procedimentos capilares

Por alterar sua estrutura, o problema mais comum é a quebra dos fios.

A queda também pode ocorrer, principalmente em procedimentos com tração dos cabelos ou quando os produtos entram em contato com o couro cabeludo, podendo gerar irritações e alergias.

Para minimizar possíveis danos, é importante que se tenha conhecimento de algumas informações e precauções a serem tomadas antes de se optar por tais procedimentos.

Secadores, pranchas (“chapinha”) e modeladores (babyliss, Miracurl) 

Aparelhos que usam o calor para modelar os cabelos são formas bem populares de criar penteados sem necessidade de ir a salões de beleza, mas é importante saber usá-los de forma segura.

O uso constante desses aparelhos pode acarretar danos à estrutura do fio por exposição excessiva ao calor.

Os defeitos mais comuns provocados pelo dano térmico são:

  • “Bubble hair”: formação de bolhas no interior dos fios, tornando-os frágeis e quebradiços. Geralmente ocorrem quando se usa pranchas ou modeladores com o cabelo úmido.
  • Tricorrexis nodosa: pequenos nódulos brancos que se dispõe de forma irregular nos fios. Ao grande aumento, observa-se que esses nódulos consistem na ruptura da superfície dos fios, com exposição de fragmentos da haste que assumem aspecto de cerdas de um pincel. A ruptura da superfície torna os fios frágeis nesses pontos, fazendo com que eles se partam facilmente.
  • Tricoptilose: dano que se caracteriza pela divisão da ponta dos fios, formando as conhecidas “pontas duplas”.

Essas deformidades dos fios não são provocadas exclusivamente pelo calor, podendo também ser causadas por fatores nutricionais, endócrinos e até por genética.

Uma vez estabelecidas, elas são irreversíveis e só podem ser tratadas pelo corte dos cabelos com eliminação das áreas afetadas.

Algumas medidas podem ser tomadas para diminuir os danos provocados pelo calor:

  • Restringir ao máximo possível o uso desses aparelhos
  • Quando precisar usar o secador, secar bem os cabelos antes com toalha para somente finalizar com o secador.
  • Usar o secador o menos quente possível, mantendo-o a uma certa distância dos cabelos.
  • Aplicar protetores térmicos
  • Não usar modeladores ou pranchas com cabelos úmidos

Coloração

Luzes, tintura, reflexos, balaiagem, mechas, mechas californianas, ombré hair…

Existem diversos nomes e técnicas de coloração, mas o fato é que pessoas que querem ter fios com tons mais claros devem primeiramente descolorir os cabelos antes de tonalizá-los na cor desejada.

Os agentes descolorantes mais comuns contêm peróxido de hidrogênio, mais conhecido como água oxigenada.

Para remover a melanina, o pigmento natural do cabelo, o agente descolorante precisa agir profundamente nos fios. Esse processo acaba alterando a estrutura do fio, que passa a ficar mais ressecado, opaco e quebradiço, podendo ainda levar à redução do volume pelo afinamento dos fios.

Uma vez que os fios foram danificados pelo procedimento, não há como repará-los. Apesar de haver melhora do seu aspecto com o uso de produtos para hidratação, não é possível reverter sua maior tendência à quebra, que só melhora após o corte e remoção dos fios comprometidos.

Permanente, relaxamento e alisamento

Assim como nas colorações, há diversos nomes dados a esses procedimentos: escova progressiva, definitiva, inteligente, de chocolate, vinho, selagem…

Apesar dos diversos nomes, métodos e componentes, o mecanismo de ação desses processos é semelhante. Nesses procedimentos, há rompimento das ligações dissulfeto responsáveis pelo formato do cabelo, seguida de procedimentos para definir sua forma.

Seja para relaxar, alisar ou cachear os cabelos, os produtos químicos utilizados para modificar o formato do fio podem conter princípios ativos que trazem risco não somente para os cabelos, mas também para a saúde tanto da pessoa que está passando pelo procedimento, quanto do profissional que está aplicando o produto.

Formol

Sinônimos: formaldeído, formalina, metil aldeído, metileno glicol, óxido de metileno, metanal, Yde, Ivalon, Karsan, lysoform, oxometano, oximetileno.

O formol é o mais conhecido e controverso dos produtos para alisamento.

Aprovado pela ANVISA para uso como conservante somente até 0,2% e como endurecedor de unhas até 5%, o formaldeído não tem autorização para ser utilizado como alisante de cabelos.

Nas concentrações necessárias para alisar os cabelos, pode gerar quebra e queda dos cabelos, lesões no couro cabeludo, irritação nos olhos, nariz, garganta e pulmões.

Além disso, o uso a longo prazo tem sido relacionado à maior tendência de desenvolver alguns tipos de câncer tanto para o profissional que aplica o produto quanto para o usuário.

Tioglicolato de amônia

Associação do ácido tioglicólico com amônia, também é muito usado para moldar os cabelos, seja nos alisamentos ou nos permanentes.

Tem como particularidade o fato de ser incompatível com outros produtos utilizados nos processos de alisamento e relaxamento. Assim, seu uso não é indicado em cabelos previamente submetidos a esses procedimentos, pelo risco de danos severos à estrutura do fio.

Apesar de aprovado pela ANVISA, também pode levar a lesões do couro cabeludo e irritação das vias respiratórias.

Outros produtos

Outros compostos aprovados pela ANVISA e usados nos processos de alisamento são: hidróxido de potássio, hidróxido de sódio, hidróxido de cálcio, hidróxido de lítio, hidróxido de guanidina.

Alongamentos

Os apliques são uma das causas mais frequentes de quebra e queda de cabelo por química e procedimentos capilares.

Existem diversas técnicas e nomes de alongamentos capilares, como: mega hair de queratina, interlace, microlink, nó italiano, tic tac, telas.

Por adicionarem peso aos fios de cabelo, esses métodos podem causar quebra ou queda por tração. O uso por longos períodos pode comprometer definitivamente o bulbo capilar provocando áreas de calvície definitiva.

Queda de cabelo por química e procedimentos capilares: o que fazer

Independente do princípio ativo ou se aplicação for feita em casa ou no salão, esses produtos e procedimentos costumam causar danos aos fios.

Profissionais, entretanto, sabem como minimizar esses danos através da escolha de produtos, técnicas e cuidados mais apropriados.

A quebra e queda de cabelo por química e procedimentos capilares também pode indicar outros problemas.

Nos casos em que os fios estão finos ou se o couro cabeludo estiver comprometido, o dano pode ser ainda maior.

Assim, a avaliação médica deve fazer parte da rotina de quem deseja cuidar dos cabelos.

A Clínica Doppio conta com um médico especialista em cabelos, além de uma equipe preparada para ajudar com seu problema.

Agende uma consulta e obtenha informações e cuidados para o seu caso.

7 respostas

    1. Olá, Vitória

      Você pode estar tendo quebra ou queda de cabelo.
      A quebra de cabelo pode ser por um problema na fabricação ou por desgaste do fio.
      Problemas na fabricação incluem desde problemas hormonais, nutricionais, até defeitos provocados por doenças que deixam o fio mais fraco, como a alopecia androgenética (https://clinicadoppio.com.br/calvicie-feminina/).
      Já as causas de desgaste do fio variam desde procedimentos capilares como tinturas (https://clinicadoppio.com.br/queda-de-cabelo-por-tintura/), química (https://clinicadoppio.com.br/queda-de-cabelo-por-quimica-e-procedimentos-capilares/), até uso incorreto do secador (https://clinicadoppio.com.br/secador-e-queda-de-cabelo/) ou mesmo xampu.
      Como existem muitas possíveis causas, seria necessário fazer um exame completo, incluindo fio, couro e exames de sangue.
      Caso queira mais informações, entre em contato conosco pelo número (11) 38539175.
      Estamos à disposição para ajudá-la.

    1. Olá, Nayara

      A queda de cabelo depois de relaxamento (https://clinicadoppio.com.br/progressiva-e-queda-de-cabelo-qual-a-relacao/) muitas vezes ocorre por quebra dos fios (https://clinicadoppio.com.br/corte-quimico-o-que-deu-errado/).
      Nesse caso, além de ser necessário adotar uma série de cuidados com os cabelos (https://clinicadoppio.com.br/cronograma-capilar/), uma das opções é conversar com um profissional do salão sobre a possibilidade de se fazer cauterização química dos fios (https://clinicadoppio.com.br/o-que-e-cauterizacao-capilar-e-como-ela-funciona/). Caso não seja possível ou recomendado, a única alternativa é o corte (https://clinicadoppio.com.br/saiba-quando-cortar-o-cabelo/).
      Caso queira mais informações, entre em contato conosco pelo número (11) 38539175.
      Estamos à disposição para ajudá-la.

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