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Produtos e tratamentos para cabelo: o que pode ser usado na amamentação?

A necessidade de se cuidar do cabelo e tratar sua queda após o parto faz com que as mulheres queiram saber quais os possíveis tratamentos e produtos capilares na amamentação.

Assim como na gravidez, alguns produtos e procedimentos devem ser evitados enquanto se amamenta.

Apesar de em ambas as situações a saúde do feto ser a preocupação da mãe, as restrições de medicamentos e produtos são diferentes entre essas duas etapas da vida da mulher.

Quais os riscos para o bebê do uso materno de remédios e produtos capilares na amamentação?

Uma vez que o bebê nasce, não há mais o risco de má-formações pelo uso de medicamentos ou produtos capilares.

Essas sequelas podem ocorrer enquanto o feto está sendo formado na barriga da mãe.

Sendo assim, qual seria o problema para o bebê se a mãe usar produtos e remédios em geral?

Apesar do cordão umbilical ser cortado no parto, a ligação da mãe com seu filho continua não só de forma afetiva e cognitiva, mas também através do leite materno.

Ao amamentar, a mulher transfere ao bebê nutrientes e hormônios necessários para seu desenvolvimento, além de anticorpos e outras substâncias para sua imunidade e defesa.

Esses elementos formadores do leite materno são retirados da corrente sanguínea da mãe.

Entretanto, da mesma forma que nutrientes passam para o leite, toxinas e compostos químicos do sangue materno também passam.

E o problema é que o recém-nascido ou lactente não tem a mesma capacidade da mãe de metabolizar esses compostos, pois seus órgãos ainda são imaturos e limitados.

Assim, a mesma substância que pode não causar nada na mãe pode ser um veneno para o neném em amamentação.

Procedimentos capilares durante a amamentação

Estudos indicam que substâncias químicas, sejam ela tóxicas ou não, podem ser absorvidas por meio do couro cabeludo apresentando riscos à saúde da mulher e do bebê.

Dessa forma, é preciso ter cautela ao escolher medicamentos, procedimentos e produtos capilares durante a amamentação.

Alguns procedimentos capilares utilizam produtos que, apesar de não terem comprovação de causar malformações no feto, não se sabe como comportam durante a amamentação.

Na dúvida, o correto é evitar o uso em vez de se expor a uma situação potencialmente danosa, ainda que não confirmada.

Tinturas

Uma das dúvidas mais frequentes sobre produtos capilares na amamentação é se pode pintar os cabelos, fazer luzes ou mechas.

Em geral, as colorações são bem aceitas enquanto se amamenta.

Entretanto, alguns tipos de tinturas têm na composição substâncias como amônia e chumbo.

Produtos com amônia devem ser avaliados com muita cautela, pois não há dados sobre sua segurança para uso na lactação.

Por sua vez, usar tinturas que contenham chumbo é contraindicado, pois se trata de um tóxico para o bebê, mesmo quando aplicado topicamente na mãe.

Alternativas como tonalizante e henna devem ser consideradas para coloração dos cabelos nesse período.

Alisamentos

Selagem, botox, escova progressiva, inteligente, definitiva, enfim, existem muitos nomes, técnicas e produtos destinados a fazer o alisamento ou realinhamento dos cabelos.

Apesar de existir regulamentação sobre o uso desses produtos, muitas vezes não é possível se ter certeza sobre a composição deles.

Uma das substâncias mais utilizadas nos métodos de alisamento é o formol.

O formol é uma substância tóxica, irritativa e cancerígena. Ele causa baixo peso ao nascer e problemas na mãe e bebê quando usado durante a lactação.

A falta de informações confiáveis e de fiscalização sobre a composição de produtos usados no alisamento faz com que se recomende que eles sejam evitados.

Além disso, ainda não há estudos científicos suficientes para garantir a segurança do uso desses produtos capilares na amamentação.

Como escolher os produtos de uso diário?

Além dos procedimentos capilares, as mulheres devem se atentar aos produtos para cabelo durante amamentação.

Talvez os produtos capilares mais utilizados sejam os xampus e condicionadores.

Com múltiplas formulações e componentes, fica sempre a dúvida sobre o que pode e o que não pode durante a gestação e amamentação.

Em geral, os xampus e condicionadores podem ser usados sem receio enquanto se amamenta.

Mesmo o xampu de cetoconazol, por vezes evitado durante a gestação, pode ser usado na amamentação.

Isso porque o cetoconazol necessita de um meio ácido para ser absorvido. Como o leite materno é alcalino, ele pouco passa para o leite.

Por isso, a Associação Americana de Pediatria (AAP) considera o uso de cetoconazol, seja ele xampu, creme ou comprimido, seguro durante a amamentação.

Como tratar a queda de cabelo e alopecia durante amamentação?

É comum observar o cabelo caindo muito durante o período de amamentação.

Como existe o receio sobre o que pode e o que não pode usar nesse período, o melhor é sempre consultar um médico especialista antes de iniciar qualquer tipo de tratamento ou produtos capilares na amamentação.

Alguns exemplos de medicamentos e procedimentos serão discutidas a seguir.

Anticoncepcional

Determinados tipos de anticoncepcional oral podem ser úteis para tratamento da alopecia feminina.

A indicação do uso desses compostos, no entanto, devem ser feitas com muita cautela, exclusivamente por médicos ginecologistas.

Isso porque eles podem trazer riscos sérios para a saúde se usados de forma incorreta.

Após o parto, a anticoncepção é feita de forma natural pelo organismo.

Desde que a mãe esteja em amamentação exclusiva e sem menstruar, as chances de engravidar se mantêm entre 1 a 2% por alguns meses.

Assim, a anticoncepção natural pós-parto ocorre se:

  • não há menstruação;
  • amamentação exclusiva;
  • menos de 6 meses após o parto, tenha sido ele cesárea ou normal.

Além de não ser necessário por conta da anticoncepção natural, o uso de anticoncepcionais orais combinados (ACO) deve ser evitado nos primeiras semanas pós-parto por poder interferir na produção do leite e por aumentar o risco de trombose materna.

Esses efeitos são sempre considerados pelo médico ginecologista antes de iniciar o uso de ACO.

Minoxidil

O minoxidil tópico é frequentemente utilizado para tratamento da alopecia androgenética em mulheres.

As apresentações mais usadas são as de minoxidil 2% e 5%.

Da quantidade aplicada no couro cabeludo, somente 1,4% é absorvida e entra na corrente sanguínea.

Por essas razões, a Associação Americana de Pediatria (AAP) classifica o uso do minoxidil tópico como compatível com a amamentação.

Espironolactona

A espironolactona é um medicamento oral que funciona como diurético, sendo primariamente usado para tratamento da hipertensão arterial.

Além de anti-hipertensivo, a espironolactona também tem efeito anti-andrógeno, ou seja, ela é capaz de atenuar os efeitos de hormônios masculinos.

Por ser uma condição em que há participação desses hormônios, a alopecia androgenética feminina se beneficia do uso de espironolactona.

Para saber qual a concentração de espironolactona no leite materno é preciso medir a quantidade do produto de sua degradação, chamado canrenona.

Geralmente, a concentração de canrenona no leite materno é muito baixa, sendo aproximadamente 0,2% da dose de espironolactona da mãe.

Por isso, tanto a Associação Americana de Pediatria (AAP) quanto a Organização Mundial de Saúde (WHO) classificam a espironolactona como compatível com a amamentação.

Outra observação sobre o uso da espironolactona durante a lactação é que ela poder causar supressão da produção de leite materno.

Apesar de possível, no entanto, esse efeito não costuma ocorrer.

Corticóide

Corticóides são componentes normais do organismo e do leite materno, sendo sua concentração média no leite de cerca de 7 microg/L.

Essa concentração permite que formas tópicas de corticóide como creme, pomada ou loção possam ser usadas com segurança durante a lactação.

Assim, a exposição do bebê através do leite é mínima mesmo quando a mãe faz uso de corticóide tópico.

A exceção é quando o uso do medicamento é feita no bico do seio.

Nesse caso, pode haver maior absorção do medicamento pelo bebê tornando-o mais susceptível a desenvolver hipertensão arterial. 

Além do forma tópica, o corticóide também é disponível em comprimidos, cápsulas e soluções injetáveis.

A Associação Americana de Pediatria (AAP) considera o corticóide oral ou injetável “usualmente compatível” com a amamentação.

A orientação dos pediatras americanos é que se dê preferência à prednisona ou prednisolona quando os corticóides forem necessários.

Os corticóides sistêmicos passam para o leite materno.

Portanto, para minimizar a exposição ao bebê também é recomendado que mães aguardem 4 horas depois de tomar o remédio para amamentar seus filhos.

Laser

O laser capilar, LED ou laser de baixa potência e considerado seguro para ser usado durante o período de amamentação.

Como se trata de uma energia física, não há nenhum tipo de efeito sistêmico nem acumulativo para o organismo.

Dessa forma, ele não afeta o leite e não é passado para o bebê.

Não há relatos de efeito adverso do uso de laser capilar durante a amamentação.

Procedimentos

Procedimentos com agulhas e injeções ainda carecem de comprovação científica sobre eficácia e segurança, além de regulamentação pelas agências de saúde.

É o caso, por exemplo, do microagulhamento capilar, plasma rico em plaquetas (PRP), mesoterapia, intradermoterapia ou MMP.

Tratamento para micose durante amamentação

O uso de medicamentos antifúngicos tópicos durante a lactação parece seguro, principalmente a nistatina, clotrimazol, ciclopirox e terbinafina.

Por outro lado, alguns antifúngicos orais devem ser evitados.

A griseofulvina, por exemplo, pode prejudicar o crescimento do bebê, além de favorecer o desenvolvimento de câncer.

O itraconazol e a terbinafina orais também devem ser evitados pela falta de estudos sobre a segurança deles ao bebê.

O fluconazol, entretanto, parece ser a opção de medicamento oral mais segura para tratamento antifúngico durante a lactação.

Tratamento para piolhos durante amamentação

A permetrina é o tratamento de escolha para para combater piolhos durante a amamentação.

Quando usada topicamente, a permetrina tem uma mínima absorção sistêmica, sendo considerada segura pelo Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.

Qual a importância de saber o que pode e o que não pode em relação a produtos capilares na amamentação?

A ocorrência de problemas para o bebê pelo uso de produtos tópicos pela mãe durante lactação não é usual.

A maior segurança dos produtos tópicos nas lactentes se deve à baixa absorção e, por conseguinte, baixos níveis no sangue e leite materno.

Entretanto, o tempo, frequência e tamanho da área da aplicação devem ser consideradas.

Além disso, é importante observar os componentes no momento da escolha.

No caso de medicações, a recomendação é avaliar o custo-benefício, utilizando a menor dose eficaz e pelo tempo estritamente necessário ao tratamento.

Portanto, é sempre interessante fazer os seguintes questionamentos antes de iniciar um tratamento ou usar produtos capilares durante amamentação:

  • Necessidade de usar o medicamento ou produto pela mãe
  • Possíveis efeitos do composto no leite materno
  • Quanto o bebê absorve através da amamentação
  • Possíveis efeitos colaterais para o bebê
  • Idade de bebê
  • Quantidade de mamadas

Além disso, é essencial verificar as substâncias presentes nos cosméticos e escolher opções mais seguras de produtos para cabelo durante amamentação.

Com a queda de cabelo comum do pós-parto, a recomendação é evitar a automedicação e buscar um médico especializado em cabelo.

A Clínica Doppio possui uma estrutura apropriada para avaliação e tratamento de queda de cabelos e calvície. Além disso, conta ainda com um médico especialista em cabelos e profissionais preparados para ajudar com seu problema.

Faça uma avaliação e obtenha as informações e cuidados para o seu caso.

 

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