Triconodose: como evitar?

A triconodose é uma situação literalmente embaraçante.

Além de prejudicar a saúde capilar, essa condição também diz muito sobre os cuidados com os fios.

Embora comum, ela pode ser prevenida, melhorando a aparência do cabelo.

Mas para isso, é preciso antes entender mais sobre essa alteração.

O que é triconodose?

Triconodose significa nó no cabelo. Entretanto, além do fio de cabelo, os nós também podem ocorrer em qualquer outro pelo corporal.

No caso da triconodose, esses nós não acontecem entre fios, mas na extensão do própria fibra capilar.

Caracteristicamente, eles se localizam no terço final da haste, próximo às pontas.

Segundo estudos, raramente se observa mais de um nó no mesmo fio.

Ao toque, consegue-se perceber a presença de pequenos nódulos próximos à extremidade dos fios, especialmente em quem tem cabelos longos.

Dependendo da espessura da haste capilar e da acuidade visual, eles até podem ser vistos a olho nu.

Um problema recorrente em pacientes com triconodose ou “nós de fada” é a quebra do cabelo ao pentear.

Isso porque quando passa pelo nó, o pente trava e faz com que o fio arrebente naquele ponto.

Não por acaso, a triconodose frequentemente se associa à tricosquizia, ou seja, pontas arrebentadas.

O resultado disso é um cabelo desigual, com pontas finas e sem forma.

Quais são as causas da triconodose?

A triconodose pode ocorrer de duas maneiras distintas: ser espontânea ou adquirida.

A forma primária ou espontânea da triconodose se dá em pessoas com tendência à essa condição.

A predisposição a ter nó no cabelo é uma característica individual, não necessariamente havendo ligação a casos semelhantes na família.

A triconodose espontânea tem mais a ver com o tipo de cabelo.

Por questão de conformação do fio, pessoas com cabelos crespos apresentam mais tendência a ter nó no cabelo.

Isso porque o fio afro é mais achatado e curvo, facilitando a formação do nó.

O seu crescimento em espiral faz com ele naturalmente dê voltas sobre si mesmo, tornando-o propenso a se enrolar.

Por sua vez, a superfície mais plana do fio crespo aumenta a sua área de contato, conferindo firmeza ao nó.

Além do fator estrutural, outro aspecto que influi na formação do nó no cabelo é o atrito de sua superfície.

Fios ásperos e secos tendem a se embaraçar mais.

Devido à dificuldade na distribuição do óleo pela haste capilar, fios enrolados possuem pontas mais secas.

Desse modo, esse é mais um fator para eles formarem nós.

Triconodose adquirida

Embora seja mais comum em cabelos afros, qualquer tipo de fio de cabelo pode vir a desenvolver nós.

Isso porque além da questão estrutural, a triconodose também pode ocorrer por fatores mecânicos ou química.

Nesse caso, o nó no cabelo se forma porque esses procedimentos provocam danos à superfície do fio, aumentando sua adesão.

Desse modo, atos como coçar, pentear, lavar, secar e prender podem contribuir para a triconodose.

Além disso, o uso de chapinha e excesso de procedimentos químicos também podem levar à maior formação desses nós.

Portanto, qualquer pessoa pode ter nó no cabelo, independente do tipo de fio.

Como prevenir o nó no cabelo?

O único tratamento para triconodose é cortar o cabelo para retirar os nós existentes.

No entanto, existem alguns cuidados na rotina capilar capazes de minimizar as chances de desenvolver essa alteração.

O objetivo dessas ações é reduzir o desgaste do fio e facilitar seu deslizamento.

Dentre as recomendações para diminuir a formação do nó no cabelo estão, por exemplo, essas dicas:

  • colocar touca ou fronha de cetim para reduzir a fricção dos fios com o travesseiro ao se deitar;
  • optar pelo uso de pentes com dentes largos ou escovas mais macias;
  • desembaraçar os fios ainda durante o banho, usando cremes para facilitar a tarefa;
  • estabelecer uma rotina  de hidratação capilar de acordo com as características e necessidades do fio;
  • não esfregar a toalha no cabelo, mas fazer movimentos suaves de baixo para cima para tirar o excesso de água;
  • preferir secar com uma toalha de microfibra ou algodão macio;
  • se for utilizar secador, mantenha-o a uma distância de pelo menos 15 centímetros, com temperatura média;
  • sempre que for usar aparelhos térmicos para secar ou modelar os fios, aplicar  antes um protetor térmico;
  • reduzir a realização de procedimentos químicos;
  • no caso de exposição solar intensa, utilizar acessórios  como bonés ou chapéus, além de produtos com filtro solar;
  • proteger os fios do vento, areia, cloro e outros agentes potencialmente danosos utilizando cremes, toucas e lavando o cabelo em seguida;
  • fazer o corte regular dos cabelos para evitar formação de pontas duplas.

Além de evitar a triconodose, essas recomendações contribuem para a proporcionar uma aparência de cabelos mais saudáveis e bonitos.

Nó no cabelo: quando buscar ajuda médica?

A triconodose é uma alteração física do fio, não um sinal de alguma outra doença capilar ou mesmo sistêmica.

Por isso, mudanças de hábitos e inclusão de cuidados com o cabelo já costumam ser suficientes para reduzir o problema.

Entretanto, nem sempre é assim.

Existem algumas condições como a pediculose, Piedra e outras condições dermatológicas que simulam a triconodose.

Nesses casos, a avaliação de um especialista é fundamental para se estabelecer o diagnóstico e conduta adequadas.

Portanto, se você perceber a presença de nós persistentes, especialmente com sintomas como coceira ou dor, procure um especialista!

A Clínica Doppio  possui uma estrutura apropriada para avaliação e tratamento de queda de cabelos e calvície. Além disso, contamos ainda com um médico especialista em cabelos e profissionais preparados para ajudar com seu problema na busca de um bom resultado.

Faça uma avaliação e obtenha as informações e cuidados para o seu caso.

Dr. Nilton de Ávila Reis

CRM: 115852/SP | RQE 32621


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