uso feminino da finasterida

Finasterida: uso feminino

A finasterida é uma medicação muito utilizada para o tratamento da calvície em homens. O uso feminino da finasterida, no entanto, é controverso.

Calvície feminina

A calvície nas mulheres é também chamada de alopecia de padrão feminino ou alopecia androgenética. Essa condição afeta aproximadamente 25% das mulheres com até 50 anos de idade chegando a 50% aos 80 anos.

O início do quadro costuma ocorrer por volta dos 20 a 30 anos, ou mesmo antes em alguns casos. O afinamento dos cabelos se torna perceptível por volta dos 40 anos, podendo ser ainda mais evidente após a menopausa.

Diferentemente do que ocorre nos homens, a alopecia nas mulheres costuma ter evolução mais lenta e difusa. Enquanto os homens apresentam tipicamente “entradas” ou “coroa”, as mulheres geralmente observam rarefação de todo o cabelo.

As causas dessa condição também parecem ser diversas. Na mulher, apesar de também haver contribuição genética e hormonal, os mecanismos e influências de cada um deles, bem como de outros fatores ainda não estão totalmente esclarecidos.

Questão hormonal

A alopecia androgenética é uma condição que provoca rarefação capilar por um processo conhecido como miniaturização.

A miniaturização é o afinamento e encurtamento progressivos dos fios de cabelo, podendo evoluir até sua extinção.

Tanto em homens quanto em mulheres, a participação de hormônios masculinos nesse processo parece ser evidente.

O principal hormônio masculino envolvido na miniaturização é a diidrotestosterona (DHT), produto da conversão da testosterona pela enzima 5-alfa-redutase. Como a finasterida é um potente bloqueador dessa enzima, seu uso leva à redução da ação do DHT nos folículos. Com isso, há desaceleração do processo de afinamento dos cabelos, com possibilidade até de recuperação de parte dos fios comprometidos.

Finasterida

A finasterida é o único medicamento oral aprovado para tratamento de alopecia androgenética em homens pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e pela agência americana FDA (Food and Drug Administration).

O uso feminino da finasterida, no entanto, não é regulamentado.

Pelo contrário, tanto as agências reguladoras como a própria bula informam não ser recomendado o uso por mulheres ou crianças.

A razão de tal orientação é a possibilidade de má-formação fetal em mulheres grávidas.

A explicação é que ao reduzir a quantidade de DHT no feto, o uso feminino da finasterida pela mãe pode interferir na formação e diferenciação do órgão genital do bebê, gerando genitais ambíguos.

A pergunta que logo surge é: mas em mulheres que não podem ou não desejam ter filhos, qual seria o impedimento para o uso da finasterida?

A resposta é a incerteza sobre benefícios e riscos do uso feminino da finasterida.

Apesar de ser comprovadamente eficaz em homens, a ação do uso feminino da finasterida parece não ser a mesma. Estudos científicos em mulheres após a menopausa mostram resultados conflitantes e incertos.

Em mulheres jovens, há ainda menos evidência científica de que esse medicamento possa funcionar.

Além disso, por ser uma medicação que só recentemente vem sendo estudada em mulheres, ainda pouco se sabe sobre os seus possíveis efeitos colaterais e riscos a longo prazo.

Um exemplo é o risco de desenvolver câncer de mama.

Apesar de existirem alguns estudos propondo um papel preventivo protetor do uso feminino da finasterida no desenvolvimento de câncer de mama em mulheres, também há estudos que apontam um maior risco de câncer de mama em homens, mesmo que esses ainda assim sejam muito raros. Essa informação inclusive consta na bula da finasterida.

Uso feminino da finasterida: o que fazer?

Apesar de não ser aprovada pelas agências reguladoras para uso feminino, a finasterida é usada por alguns médicos no tratamento da calvície feminina com o intuito de aumentar as possibilidades terapêuticas nessa desafiante condição que aflige tantas mulheres.

A decisão sobre o uso dessa medicação cabe ao médico, que deve orientar sobre seus riscos e benefícios.

Para mais informações a respeito dessa medicação e de outras possibilidades de tratamento da calvície feminina, agende uma consulta conosco.

A Clínica Doppio além de possuir uma estrutura apropriada para avaliação e tratamento de queda de cabelos e calvície, conta ainda com um médico especialista em cabelos e profissionais preparados para ajudar com seu problema.

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