Transplante capilar: restauração capilar cirúrgica

A busca por informações sobre transplante capilar vem aumentando recentemente entre pacientes com alopecia androgenética.

Alopecia androgenética

A alopecia androgenética, ou calvície hereditária, afeta tanto homens quanto mulheres. Nessa condição, ocorre rarefação capilar  por um processo chamado miniaturização.

A miniaturização é o afinamento e encurtamento progressivos dos cabelos por ação de hormônios masculinos em pessoas predispostas geneticamente.

O principal hormônio envolvido no processo é a diidrotestosterona (DHT), produto da conversão da testosterona pela enzima 5-alfa redutase.

A evolução da alopecia androgenética pode resultar em áreas do couro cabeludo completamente calvas.

A alopecia androgênica geralmente afeta a parte superior do couro cabeludo, principalmente em homens. Isso ocorre porque os cabelos dessa área são geneticamente mais susceptíveis à ação hormonal.

Por sua vez, os cabelos localizados nas regiões laterais e posterior são mais resistentes, sendo, portanto, mais preservados.

Essa região é  de onde se retiram os fios a serem transplantados nas áreas calvas.

Os cabelos transferidos dessas áreas costumam manter suas características no local em que são transplantados. Assim, geralmente permanecem da mesma forma para o resto da vida.

O que é transplante capilar?

O transplante capilar é um método cirúrgico para tratamento de casos avançados de calvície.

O procedimento consiste na retirada de unidades foliculares viáveis seguida de transferência delas para preencher áreas calvas.

A área calva que recebe os implantes é conhecida como área receptora e os locais de retirada, de áreas doadoras.

Das áreas doadoras se extraem as unidades foliculares, que são grupos com 1 a 5 fios de cabelo cada.

As principais áreas doadoras para o transplante costumam ser a nuca e as laterais da cabeça. A razão para essa preferência é o fato de que essas áreas são geneticamente menos afetadas pela alopecia androgenética.

A alopecia androgenética, também chamada de calvície, é a rarefação capilar progressiva que ocorre por fatores hormonais e genéticos.

A calvície afeta homens e mulheres, com diferenças não somente na apresentação clínica como também nas possibilidades terapêuticas.

Atualmente, embora existam duas técnicas para cirurgias de transplante capilar, FUT e FUE, a tendência é privilegiar a FUE.

Técnicas de transplante capilar: o que significa FUT e FUE?

As técnicas de transplante têm evoluído substancialmente nas últimas décadas.

Técnicas antigas como retalhos cutâneos de couro cabeludo ou enxertos com punch se tornaram obsoletas. Essas técnicas costumavam produzir resultados não naturais, com grandes cicatrizes ou aparência de cabelo de boneca.

Atualmente duas técnicas têm sido mais utilizadas: FUT e FUE. As siglas que dão nome a essas técnicas vêm de abreviaturas dos termos originais em inglês:

  • FUT: Folicular Unit Transplantation ou transplante de unidades foliculares;
  • FUE: Folicular Unit Extraction ou extração de unidades foliculares.

Mesmo após saber o que significam as abreviaturas das técnicas, os nomes não revelam muito sobre elas. Basicamente, a diferença principal entre as técnicas se dá na forma como se retiram os fios da área doadora.

Transplante capilar FUT

Na técnica FUT há retirada cirúrgica de uma faixa de couro cabeludo da área doadora. Essa faixa de pele é então dividida em pedaços menores que são levados aos microscópios para separação das unidades foliculares.

Dependendo da densidade capilar da área doadora e da habilidade técnica dos profissionais, é possível separar até 3000 unidades foliculares.

O grande número de unidades foliculares permite dar mais volume em áreas mais extensas. Essa é uma das principais vantagens e indicações da técnica FUT.

Entretanto, geralmente a cicatrização por esse método demora mais e deixa uma grande cicatriz linear na nuca. Por isso, ela vem cada vez mais sendo deixada de lado.

Transplante capilar FUE

A técnica de transplante capilar FUE consiste na retirada individual de unidades foliculares direto do couro cabeludo.

Para retirar as unidades foliculares, utilizam-se instrumentais muito delicados, retirando-se sempre uma de cada vez.

Desde que bem realizada, as cicatrizes são imperceptíveis, já que os cortes são muito pequenos, menores do que 1 mm.

Não são necessários pontos e a cicatrização é mais rápida. Inclusive, cicatrizes inaparentes e a rápida recuperação são as principais vantagens da técnica de transplante capilar FUE.

Assim, ela é especialmente interessante para preencher falhas de pessoas como as entradas e a coroa.

Entretanto, uma das dificuldades técnicas da técnica de transplante capilar FUE é conseguir um bom número de unidades foliculares viáveis.

Como o fio de cabelo segue um caminho tortuoso dentro da pele, a extração de forma não angulada pode danificá-lo. Com isso, sem o treinamento adequado perdem-se muitos fios durante a fase de retirada com punchs.

A viabilidade e dificuldade técnica para retirada correta dos pequenos enxertos limita a quantidade de fios a serem transplantados por essa técnica. Essa, inclusive, é a maior desvantagem do método de transplante capilar FUE.

Outras desvantagens seriam o tempo e o custo do procedimento, que costumam ser maiores.

O tempo pode ser menor dependendo da prática do cirurgião ou pelo uso do robô Artas, que faz a escolha e retirada dos folículos. Em ambas as situações, no entanto, o custo costuma ser maior.

Quanto custa um transplante capilar?

O sucesso de um transplante capilar é muito dependente da habilidade e técnica cirúrgica do profissional médico e sua equipe. Assim como o resultado final varia dependendo da habilidade do cirurgião, com o custo também ocorre o mesmo. O preço do transplante capilar depende de diversos fatores como: as credenciais e experiência do cirurgião, tipo de procedimento e número de fios transplantados.

Pós-operatório 

Apesar dos fios transplantados crescerem normalmente, o cabelo ao redor da área do transplante continua suscetível ao afinamento e queda. Essa é a razão pela qual é essencial fazer um tratamento preventivo antes e após o transplante cirúrgico. Esse mesmo tratamento, inclusive pode recuperar seus cabelos antes de submeter à cirurgia.

Qual a melhor solução para a calvície?

Hoje em dia o transplante capilar não é a única solução para a calvície. A escolha da correta combinação de tratamentos pode não somente prevenir quanto recuperar cabelos ralos. Desde que bem indicado e feito de forma otimizada, o tratamento clínico pode proporcionar resultados bem satisfatórios. Dependendo do caso, inclusive, bem mais naturais do que o dos implantes capilares.

Implante x transplante capilar: qual a diferença?

Em casos avançados, duas das opções de tratamento são o transplante e o implante de cabelos.

Apesar de ambos serem métodos de reconstrução capilar, há diferenças entre implante ou transplante capilar.

Implante capilar

A principal diferença entre implante ou transplante capilar é que o cabelo do implante não é natural, mas sintético.

Por ser uma estrutura inerte, sem vida, o fio sintético não necessita de nutrição e irrigação sanguínea.

Isso pode ser uma vantagem em relação ao transplante capilar, em que os fios precisam de um ambiente favorável para voltarem a crescer.

Assim, além de poder ser usado em pacientes com calvície genética, o implante de fios sintéticos pode ser uma alternativa para tratamento de outras condições como alopecias cicatriciais.

Nas alopecias cicatriciais, a fibrose dos tecidos dificulta a irrigação e “pega” dos transplantes.

Como são sintéticos, os fios do implante não necessitam de irrigação e por isso podem “sobreviver” melhor em áreas poucos irrigadas devido à fibrose.

Outra situação que talvez o implante capilar seja uma alternativa é para reparação cirúrgica de áreas calvas em mulheres.

Na alopecia feminina, a rarefação capilar costuma ser difusa, ou seja, acometer todas as regiões do couro cabeludo.

Por isso, o transplante capilar feminino não costuma ser tão indicado quanto para os homens.

Nesse caso, os fios sintéticos podem ser considerados.

Outra vantagem do implante com fio de cabelo sintético é que a cirurgia é realizada em apenas um local, ou seja, somente na área calva.

São realizadas pequenas perfurações para implantar o fio, mas as feridas cicatrizam e não ficam visíveis posteriormente.

Recuperação

O tempo de recuperação é menor do que o transplante capilar, uma vez que não se tem área doadora e o fio não necessita de revascularização local.

Além disso, o resultado estético final é obtido de forma mais rápida, uma vez que não se observa o shock loss, ou seja, a queda de cabelo temporária que ocorre logo após o transplante.

Entretanto, por se tratar de um fio sintético, os cuidados no pós-operatório são maiores, pois há um risco aumentado de infecção e rejeição do organismo.

Assim, é fundamental ter uma higiene adequada no couro cabeludo após o procedimento e seguir corretamente as orientações médicas.

Resultados

Nesse tipo de tratamento o paciente já obtém o resultado definitivo assim que a técnica é concluída, não precisando aguardar para ter os efeitos desejados.

No entanto, por se tratar de fios sintéticos eles não crescem e nem ficam grisalhos com o passar dos anos. 

Isso exige uma manutenção mais regular para ajustar o corte e igualar os fios sintéticos, que não crescem, e os fios naturais.

Além disso, como não crescem, os fios tendem a acumular danos com o tempo, com mudanças na textura ou na cor, exigindo a substituição dos fios.

Quais os prós e contras de cada método?

As diferenças entre implante ou transplante capilar fazem com que cada técnica tenha suas vantagens e desvantagens.

 

  TRANSPLANTE CAPILAR IMPLANTE CAPILAR
Indicação mais restrita ampla
Fases 2 (retirada e implantação) 1 (somente implantação)
Fios naturais do próprio paciente sintéticos
Recuperação lenta (8 meses) rápida (2 a 3 semanas)
Rejeição menor maior
Complicações raras frequentes
Manutenção não necessário reposição de fios
Custo elevado mais acessível

Transplante capilar: onde fazer?

A Clínica Doppio é uma clínica médica com estrutura especializada em cabelo, mas não realiza transplantes capilares.

Oferecemos opções de tratamentos não invasivos que, em muitos casos, podem ser mais efetivos que o implante. Assim, antes de se submeter ao implante, é preciso avaliar se há possibilidade de recuperar seus cabelos através do tratamento clínico.

Para isso, é recomendável que se faça uma avaliação com o médico especialista.

Somente após essa avaliação é possível determinar qual a opção certa de tratamento. No caso de necessidade de tratamento complementar, o médico especialista indicará se e quando é o momento ideal para o transplante capilar.

Além disso, ele fará o encaminhamento para que um cirurgião de referência realize o procedimento a fim de atingir o resultado mais natural e satisfatório possível.

Faça uma avaliação e obtenha as informações e cuidados para o seu caso.

Dr. Nilton de Ávila Reis

CRM: 115852/SP | RQE 32621

Médico formado pela UNICAMP e dermatologista pela USP, com mais de 10 anos de experiência no tratamento de problemas capilares e do couro cabeludo. Integra o corpo clínico do Hospital Albert Einstein e Sírio-Libanês.


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4 Responses

    1. Olá, Nilton

      Apesar da aprovação da lei da telemedicina, no caso do cabelo ainda não é possível se fazer diagnóstico e sugerir propostas de tratamento à distância.
      Existem diversos aspectos que dependem do exame físico e que devem ser avaliados pelo médico antes de se decidir pelo melhor tratamento.
      Portanto, sugiro que procure um médico especialista para maiores esclarecimentos.
      Caso queira mais informações, entre em contato conosco pelo número (11) 38539175.
      Estamos à disposição para ajudá-lo.

    1. Olá, Moises

      A finasterida deve ser mantida por tempo indeterminado, a menos que haja um recomendação médica para suspender.

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