Queda de Cabelo
As principais causas de queda de cabelo são os fatores genéticos, hormonais, nutricionais, estresse, cirurgia, infecções como dengue, COVID, inflamações no couro cabeludo, remédios e doenças graves.
É normal cair até 100 fios de cabelo por dia, geralmente encontrados quando se lava, penteia ou seca o cabelo. Porém, alguns sinais de alerta para queda de cabelo excessiva incluem encontrar muitos fios no travesseiro, na roupa, no ambiente de trabalho e no ralo do banheiro.
A queda de cabelo pode ser permanente ou temporária, a depender da causa. Doenças capilares que destroem a raiz do cabelo, como a calvície genética, alopecia de tração ou cicatriciais, são definitivas. Já a queda de cabelo por agravos que só alteram o ciclo capilar, como por exemplo o eflúvio telógeno, costuma ser passageira, melhorando quando se corrige o fator que gerou o problema.
O estresse agrava a queda de cabelo por desencadear reações moleculares, como a formação de radicais livres, alterações hormonais, como o aumento do cortisol e por provocar alterações de resposta imune e inflamatória, causando ou piorando dermatites do couro cabeludo.
Sim, a falta ou excesso de alguns nutrientes pode fazer o cabelo cair mais. Dentre as deficiências nutricionais capazes de causar queda de cabelo estão a carência de proteínas, biotina, vitamina D, ferro, zinco e selênio. Por sua vez, níveis elevados de vitamina A, ferro, zinco e selênio também podem ser tóxicos ao cabelo, provocando sua queda.
O exame que diagnostica a queda de cabelo é o exame de tração ou pull test, realizado pelo médico especialista. Por esse exame, o médico traciona levemente uma mecha do cabelo e observa quantos fios saem. Dependendo da proporção de fios que se soltam, confirma-se a queda de cabelo. Exames de sangue, tricoscopia, tricograma e a biópsia de couro cabeludo complementam a investigação, ajudando a descobrir as causas da queda.
Sim, uma alimentação diversificada, com frutas, verduras, legumes, carnes, lácteos, ovos e grãos pode fornecer os nutrientes necessários para se ter um cabelo com vitalidade.
Além disso, manter hábitos de vida saudáveis e cuidados com o couro cabeludo como lavar com a frequência e usar produtos adequados também ajudam a controlar a queda.
A falta de nutrientes como ferro, zinco, selênio, vitamina B12, ácido fólico, biotina, e vitamina D compromete etapas vitais da produção do cabelo como fornecimento de energia, divisão celular e síntese da queratina, proteína base do fio.
Alguns hábitos podem agravar a queda de cabelo como por exemplo:
- fazer dietas restritivas;
- tomar remédios ou suplementos por conta própria;
- fumar; dormir mal; estresse;
- não lavar o couro com a frequência e produto adequados;
- dormir ou prender o cabelo molhado;
- lavar a cabeça com água quente;
- passar cremes ou óleos próximo à raiz;
- usar boné, gorro, ou touca de cetim com frequência;
- ficar muito tempo com fone de ouvido;
- colocar Mega hair ou apliques no cabelo;
- usar penteados muito apertados.
Sim, é possível prevenir a queda de cabelo através da adoção de medidas tais como:
- ter uma alimentação saudável;
- evitar uso de suplementos nutricionais ou remédios sem orientação profissional;
- evitar longos períodos de trabalho sem pausas;
- parar de fumar;
- praticar exercícios físicos e atividades de lazer regularmente;
- ter uma rotina de sono reparador;
- lavar o couro cabeludo com a frequência e produtos adequados;
- não prender ou dormir com o cabelo molhado;
- evitar umectação capilar noturna;
- não dormir com touca de cetim;
- evitar banhos muito quentes;
- não colocar aplique ou Mega hair;
- aplicar cremes ou óleos apenas na extensão dos fios,
- restringir o uso de boné, gorro ou fones de ouvido que abafem ou apertem a cabeça.
Durante o sono, há um aumento na produção do hormônio melatonina, cuja forte ação antioxidante protege os fios da ação do radicais livres. Além disso, enquanto o corpo repousa, o organismo aproveita para reparar possíveis danos e regenerar tecidos como o folículo piloso, de onde se produz o fio de cabelo.
Os hormônios desempenham diversas funções no controle da atividade de órgãos e estruturas como o folículo capilar. Mesmo que parte dos hormônios não tenham ação direta no cabelo, a desregulação de outros processos, como o metabolismo ou a imunidade, também acabam afetando indiretamente o folículo. Dessa forma, alterações hormonais podem comprometer o desenvolvimento do fio e gerar queda de cabelo. Isso é especialmente válido com os hormônios como a tiroxina (da tireoide), testosterona, progesterona, estrógeno, cortisol e prolactina.
Sim, existem diversos produtos voltados à rotina de cuidados ou tratamento capilares, como xampu infantil e o próprio minoxidil tópico, que podem causar irritação no couro cabeludo e consequentemente agravar a queda de cabelo
Sim, existem diversos poluentes capazes de prejudicar os fios. A presença de substâncias como o formaldeído (formol), dióxido de enxofre e de nitrogênio (chuva ácida), por exemplo, pode danificar os fios, deixando-os fracos, secos e quebradiços. Por sua vez, o monóxido de carbono diminui a oxigenação de tecidos como o folículo, comprometendo seu desenvolvimento. Por fim, partículas e sujeiras da poluição podem se acumular na superfície couro, agravando dermatites.
Para se ter um cabelo forte e saudável, é essencial estabelecer uma rotina de higiene e cuidados capilares que incluam produtos apropriados para as condições do couro cabeludo e do tipo de fio, como o cronograma capilar, por exemplo. Também deve-se evitar tomar remédios ou suplementos nutricionais por conta própria, assim como usar receitas caseiras com chás ou óleos essenciais para tratar a queda de cabelo. Além disso, é bom restringir o uso de produtos químicos como progressivas, tintura com amônia, água oxigenada ou xampus com sulfato, pois eles danificam e enfraquecem os fios. Fontes de calor muito quentes como chapinha, prancha ou babyliss também devem ser usadas o mínimo possível. Recomenda-se ainda manter uma alimentação balanceada, boas noites de sono e hábitos que incluam atividades físicas e recreativas periódicas.
Calvície
Calvície, cujo termo médico é alopecia, significa perda de cabelo. Existem diversas formas de ficar calvo e, portanto, diversos tipos de calvície. De maneira geral, eles podem ser divididos em 2 grupos: as alopecias cicatriciais e não-cicatriciais. As alopecias cicatriciais são aquelas em que ocorre perda do fio e substituição do folículo piloso por fibrose. Esse tipo de calvície costuma ser definitiva. Alguns exemplos de alopecias cicatriciais incluem o líquen planopilar, lúpus cutâneo e a alopecia de tração. Já nas alopecias não-cicatriciais, as chances de recuperar o cabelo são maiores, uma vez que não há formação de cicatriz. Dentre tipos de calvície não-cicatriciais encontram-se a alopecia androgenética e a alopecia areata.
O primeiro sinal de calvície é o afinamento dos fios de cabelo. Embora ele aconteça tanto em homens quanto em mulheres, a percepção do afinamento é diferente nos dois públicos. Assim, os primeiros sinais da calvície masculina são:
- alteração da textura e definição dos fios;
- dificuldade em arrumar o cabelo;
- visualização do couro ao molhar a cabeça;
- recuo da linha capilar, as famosas entradas.
Já os primeiros sinais de calvície nas mulheres são:
- queda de cabelo; aumento do frizz;
- mudança nas características dos fios;
- aumento de cabelinhos curtos ou baby hair;
- maior tendência a embaraçar e formar nós;
- perda de volume capilar, principalmente nas pontas.
Depende, pois existem diversos tipos de calvície e nem todos são têm influência hereditária. Alguns tipos de calvície, como por exemplo, a alopecia de tração e o escalpelamento, são traumáticos, sem qualquer participação de fatores genéticos. Entretanto, na alopecia androgenética, de longe, a forma mais comum de calvície, a hereditariedade responde por 70%a 80% das chances de ficar calvo, sendo, portanto, o principal responsável pela manifestação da calvície. Além da genética, contudo, há outras questões que interferem na evolução da calvície como os hormônios sexuais masculinos testosterona e dihidrotestosterona, inflamação do couro cabeludo e fatores ambientais como estresse, radiação solar e cigarro, dentre outros.
Embora a calvície genética seja determinada pela hereditariedade e ação dos hormônios masculinos, alguns fatores ambientais podem contribuir para a evolução da alopecia em quem já tem tendência à perda capilar. Dentre os fatores ambientais que podem contribuir para a piora da calvície estão o estresse, radiação solar, cigarro, poluição e radiação ionizante (radioterapia).
Os motivos que levam o cabelo a cair não necessariamente são os mesmos que o levam a sumir.
Enquanto a alopecia androgenética é a principal forma de calvície, a queda muito frequentemente ocorre pelo eflúvio capilar. O eflúvio capilar é uma resposta do corpo aos agravos contra o organismo. Portanto, para haver queda de cabelo por eflúvio é preciso ter a ação desses agentes no folículo.
Por sua vez, quando se descobre e corrige esses fatores agressores, o cabelo para de cair.
Dessa forma, a queda de cabelo pelo eflúvio telógeno é temporária.
A tendência é o cabelo voltar ao normal dentro de 6 meses após se corrigirem as causas da queda.
Já a calvície é diferente.
Como o fator genético é imutável, a menos que se intervenha, o quadro tende a ser progressivo.
Além disso, uma das principais diferenças entre calvície e queda de cabelo é a mudança dos fios na alopecia.
No eflúvio, o fio que cai volta igual; na alopecia, porém, ele volta cada vez mais fino e curto.
Portanto, na calvície, o cabelo vai ficando gradualmente mais ralo e minguado.
A partir da análise de diversos parâmetros, é possível resumir as diferenças entre calvície e queda de cabelo em:
| CALVÍCIE | QUEDA DE CABELO | |
| Mecanismo | miniaturização | aceleração do ciclo capilar |
| Causas | principalmente genética e hormônios | agravos ao corpo ou couro cabeludo no eflúvio capilar |
| Manifestação clínica | fios diferentes, entradas, coroa, couro aparente | queda difusa |
| Duração | contínua | até 6 meses após correção do agravo |
| Evolução | progressiva com perda definitiva do cabelo | recuperação completa dos fios |
| Tratamento | fundamental | nem sempre necessário |
A área mais afetada pela calvície genética é o topo da cabeça. Nos homens, os sinais mais comuns de acometimento da calvície são as entradas e a coroa. Já nas mulheres, embora o cabelo afine como um todo, as falhas ficam mais aparentes em torno da risca que se forma ao pentear e repartir o cabelo ao meio.
A melhor forma de prevenir o avanço da calvície é reconhecer rápido os sinais da perda de cabelo e procurar um médico o quanto antes para iniciar o tratamento. Com a medicação e procedimentos corretos é possível não só reduzir a progressão da perda capilar como também recuperar parte dos fios acometidos pela calvície.
Sim, a calvície pode tanto ser controlada como revertida. Tudo depende do tipo e grau de calvície. Na alopecia androgenética, principal forma de calvície, parte dos fios podem ser recuperados através do tratamento correto. Somente áreas lisas sem cabelo ou com fios muito finos e curtos é que não apresentam bons resultados. Nesses casos muito avançados, o tratamento passa a ser cirúrgico através do transplante capilar.
O tratamento clínico da calvície genética inclui medicações e terapias capilares.
Dentre os remédios para tratar a calvície masculina encontram-se o minoxidil, a finasterida e a dutasterida. Já o tratamento da alopecia feminina inclui medicamentos como o minoxidil e a espironolactona, com ou sem anticoncepcionais.
Além dos fármacos, também há outras tecnologias e procedimentos que fazem parte do tratamento clínico da calvície. Dentre eles estão, por exemplo, o laser de baixa potência, plasma rico em plaquetas, intradermoterapia e o microagulhamento.
Por sua vez, o tratamento da alopecia areata inclui corticoides, crioterapia, imunoterapia ou inibidores de JAK. No caso das alopecias cicatriciais, o tratamento depende do tipo de calvície, podendo ser usado antibióticos, cloroquina, corticoide e isotretinoína, dentre outros.
Sim, há opções de tratamentos não invasivos para tratar a calvície como laser, eletroestimulação, massagem capilar e medicamentos como minoxidil, finasterida, dutasterida e a espironolactona.
Os medicamentos para tratamento da calvície masculina incluem o minoxidil tópico e a finasterida ou dutasterida. Já em relação a alopecia feminina, o tratamento medicamentoso inclui o minoxidil tópico e a espironolactona. Os primeiros sinais de melhora da calvície com o minoxidil aparecem 6 a 8 semanas após início do tratamento, com resultados mais significativos após 12 a 16 semanas e resposta máxima após 2 anos de uso.
Um dos principais sinais de progresso rápido da calvície é a queda de cabelo.
Quanto mais os fios caem, mais depressa se avança a alopecia. Isso porque além de encolher os fios, a calvície genética também encurta o ciclo capilar, aumentando a queda.
Mas nem sempre essa queda é perceptível. Pessoas com cabelo curto, por exemplo, têm mais dificuldade de perceber os fios caindo.
Além disso, como há graus variáveis na quantidade de fios em queda, às vezes não se nota diferença.
Outro sinal de que a calvície está avançando de forma acelerada é a visualização do couro cabeludo nas entradas, coroa ou quando se molha o cabelo.
A presença desses sinais indica o agravamento da perda capilar e a necessidade de acompanhamento profissional o quanto antes.
O cabelo faz parte da identidade das pessoas, pois além de ajudar na moldura do rosto, ele também permite a elas se expressarem através de cortes e estilos.
O cabelo ainda possui importância histórica e social, com papel na representatividade de povos e culturas.
Desse modo, a calvície pode representar uma mutilação na percepção da imagem que a pessoa tem de si própria, gerando sentimentos como insegurança, desconforto, depressão, ansiedade e fobia social.
Por sua vez, esses aspectos psicológicos da calvície têm chances de causar impacto significativo no desenvolvimento da personalidade, vida social, profissional e nos relacionamentos dos pacientes.
Sim, há pesquisas interessantes envolvendo inovações e avanços na área de tecnologia capilar. Dentre as novidades em estudo para tratamento da calvície estão a terapia com células estaminais, enxerto de gordura no couro cabeludo, clonagem capilar, nanotecnologia e os exossomos capilares.
A calvície é uma condição genética e, portanto, não pode ser prevenida através de mudanças comportamentais.
Entretanto, a adoção de alguns cuidados como a rotina de higiene, escolha de produtos e estilo de vida saudáveis podem ajudar a retardar a progressão da perda capilar.
Lavar o couro cabeludo com a frequência e produtos adequados colaboram para evitar o aparecimento ou agravamento de dermatites no couro, queda de cabelo e progressão mais rápida da calvície.
Além disso, manter uma dieta equilibrada, praticar exercícios físicos e atividades recreativas periódicas, não fumar e dormir bem ajudam a reduzir o estresse e, por conseguinte, retardar o avanço da calvície.
Calvície Masculina
Os sinais mais característicos da calvície masculina são o afinamento do cabelo no topo da cabeça, com aparecimento de entradas e da coroa. Além disso, outros sinais frequentes da alopecia nos homens incluem:
- alteração da textura, definição e cor dos fios;
- dificuldade de arrumar o cabelo;
- visualização do couro cabeludo ao molhar a cabeça;
- queda de cabelo.
Embora existam variações individuais, os primeiros sinais da calvície masculina costumam aparecer após os 40 anos.
Por sua vez, quando a perda capilar se apresenta antes dos 30 anos, considera-se o quadro como sendo uma calvície precoce.
Ainda que se torne mais comum como o avançar do tempo, calvície genética masculina pode se iniciar em qualquer idade após a puberdade, ou seja, depois de acontecer a passagem da infância para a adolescência.
Uma das formas de se reconhecer esse período da puberdade é através do aparecimento de pelos grossos nas axilas e região pubiana.
A calvície na adolescência pode ter um impacto forte na formação da personalidade do jovem e, por isso, deve ser reconhecida desde os seus primeiros sinais.
Embora não seja tão comum é possível ter entradas de nascença assim como calvície e queda de cabelo em bebês e em crianças.
Não, embora a hereditariedade responda por cerca de 70% das chances de um homem ficar calvo, ela não é a única responsável pela perda capilar nos homens.
Além dos genes, a calvície masculina ainda sofre influência de fatores ambientais e hormonais.
Outro ponto a se considerar é que apesar da alopecia androgenética ser a principal forma de calvície masculina, ela não é exclusiva.
Existem diversas outras formas de se perder cabelo nas quais o fator genético não tem qualquer participação. Esse é o caso, por exemplo, das alopecias cicatriciais traumáticas como a alopecia de tração, escalpelamento e tricotilomania.
Dentre as opções de remédios e procedimentos comprovadamente eficazes para se tratar a calvície masculina estão a finasterida, dutasterida, minoxidil, laser de baixa potência e o transplante capilar cirúrgico.
Os homens com calvície tipicamente apresentam afinamento e rarefação dos fios no topo da cabeça, tendo como sinais clássicos as entradas e a coroa. Conforme a alopecia progride, as falhas também costumam avançar, ficando maiores e mais evidentes até se unirem e deixarem o topo da cabeça todo liso, sem cabelo. Esses diferentes graus de calvície são retratados em alguns modelos como a escala de Norwood-Hamilton.
Sim, é possível interromper e reverter a calvície masculina desde que o tratamento se inicie em graus leves ou moderados de perda capilar. Existem medicamentos e procedimentos capazes de bloquear o avanço da calvície e recuperar o calibre dos fios, ajudando a restaurar a cobertura capilar nas áreas em que ainda há cabelo. Contudo, quando a alopecia já está muito avançada e o couro cabeludo está liso, a única forma de reaver os fios é através do transplante cirúrgico.
Os efeitos indesejados da finasterida são semelhantes aos da dutasterida. Esses incluem: disfunção erétil, diminuição da libido, distúrbio da ejaculação, sensibilidade das mamas e/ou ginecomastia.
Já as reações adversas do minoxidil tópico são hirsutismo, queda de cabelo, irritação, caspa, coceira e dor no couro cabeludo.
Por sua vez, os efeitos colaterais do minoxidil oral são inchaço, ganho de peso, palpitação, hipotensão, ginecomastia, sensibilidade mamária, hirsutismo e queda de cabelo. Em raros casos, pode ainda se observar agravamento da insuficiência cardíaca, angina, pericardite, derrame pericárdico e tamponamento cardíaco.
A principal diferença entre a calvície masculina e os outros tipos de alopecia é o padrão de acometimento. A calvície genética em homens tipicamente afeta somente o topo da cabeça, preservando a nuca e as laterais da cabeça. Enquanto isso, as outras formas de alopecia até podem acometer o topo da cabeça, mas não se restringem a essa região. Além disso, as outras alopecias podem ser ter resolução espontânea (alopecia areata) e apresentar sinais inflamatórios e deixar cicatrizes no couro cabeludo, não observados na alopecia androgenética.
O hormônio di-hidrotestosterona (DHT), derivado da testosterona, liga-se a receptores andrógenos existentes no bulbo capilar, induzindo a morte progressiva das células do folículo piloso. Com isso, a raiz do cabelo vai atrofiando e o fio se torna cada vez mais fino e curto até desaparecer completamente.
O principal exame para confirmar o diagnóstico de alopecia androgenética masculina é a tricoscopia. Através desse exame, o médico consegue ver imagens bem ampliadas do fio, permitindo-o identificar a miniaturização do cabelo característica da calvície genética.
Sim, o emprego de tônicos capilares como, por exemplo, o minoxidil é muito útil no tratamento da calvície masculina. Desde que utilizado de forma correta, o minoxidil tópico é uma medicação eficaz e segura para tratar a alopecia androgenética em homens.
Entre as principais vantagens do transplante capilar em homens estão a possibilidade de recuperar áreas completamente calvas e também de corrigir distorções da linha de implantação do cabelo. Dentre as desvantagens do transplante capilar masculino estão:
- necessidade de raspar toda a cabeça;
- longo tempo de cirurgia;
- dor e sangramento locais inerentes ao procedimento;
- risco de complicações como foliculites pós-transplante, cicatrizes e shock loss;
- recuperação lenta dos cabelos, em cerca de 8 meses;
- resultados inestéticos e não naturais.
O estresse, falta de sono e de alguns nutrientes como a biotina, vitamina D, ferro, zinco e selênio podem contribuir para a queda de cabelo. Por sua vez, na calvície, cada vez que o fio cai, ele volta cada mais fino, curto e fraco. Desse modo, cuidados com a alimentação e estilo de vida podem contribuir para um melhor controle da calvície masculina.
Como a seborreia pode agravar a queda de cabelo, faz diferença fazer o uso correto de produtos adequados como xampus, cremes, pomadas ou outros fixadores. Além disso, é bom evitar de usar muito boné, touca, fone ou outros acessórios que abafem ou apertem a cabeça.
Sim, dentre as terapias avançadas e novidades em estudo para tratamento da calvície masculina estão a clascoterona, terapia com células estaminais, enxerto de gordura no couro cabeludo, clonagem capilar, nanotecnologia e os exossomos capilares.
Alopecia Feminina
A alopecia androgenética é a principal forma de perda de cabelo feminino. Além dela, no entanto, mulheres ainda podem apresentar alopecia areata, líquen planopilar, alopecia frontal fibrosante, lúpus cutâneo, alopecia de tração, alopecia central centrífuga, dentre outras formas de alopecia.
Os primeiros sinais da alopecia feminina são:
- queda de cabelo;
- mudança das características dos fios;
- aumento de fios curtos ou baby hair;
- afinamento das pontas;
- aumento do frizz;
- maior tendência do cabelo a embaraçar e formar nós;
- perda de volume.
Sim, assim como na calvície masculina, a hereditariedade é o principal fator responsável pela alopecia feminina. Além da genética, no entanto, há também a participação de hormônios sexuais e fatores ambientais.
Os hormônios têm um grande impacto no desenvolvimento da alopecia feminina. Enquanto os hormônios masculinos como a testosterona agravam a perda de cabelos, os hormônios sexuais femininos progesterona e estrógeno podem ajudar na recuperação do cabelo. Essa influência dos hormônios na alopecia feminina fica evidente na melhora do cabelo durante a gravidez, na queda intensa após o parto e na piora da alopecia feminina após menopausa, principalmente em que faz modulação hormonal com testosterona. Outra situação na qual mudanças hormonais influenciam a alopecia em mulheres é durante a hormonioterapia para câncer de mama.
As mudanças no cabelo durante o ciclo menstrual podem estar associadas a fatores como a variação na produção de óleo pelas glândulas sebáceas ou alterações no próprio folículo piloso. De acordo com um estudo sobre o tema, no entanto, o principal motivo para o cabelo ficar diferente no período menstrual é o hábito de mulheres lavarem o cabelo com menor frequência nessa fase do ciclo.
O estresse, seja ele físico ou emocional, induz a formação de radicais livres, moléculas capazes de provocar danos ao material genético das células do folículo, induzindo a sua morte. Dessa forma, o estresse acelera o processo de atrofia do bulbo capilar e progressão do afinamento doa cabelos. Além disso, o o estresse altera a imunidade e resposta inflamatória do organismo favorecendo o agravamento de condições como a dermatite seborreica e o desenvolvimento de algumas formas de alopecias como o lúpus cutâneo e a alopecia areata, por exemplo.
Assim como na calvície masculina, o principal exame para confirmar o diagnóstico de alopecia androgenética feminina é a tricoscopia. Esse exame de imagem permite visualizar bem o padrão de afinamento do cabelo característico da alopecia genética. Em casos excepcionais nos quais há dúvidas entre outros diagnósticos, a biópsia do couro cabeludo pode ser útil. Já os exames de sangue não colaboram no diagnóstico da alopecia, mas ajudam a detectar possíveis alterações que influenciam na sua evolução.
Sim, é possível interromper a progressão da alopecia feminina com medicamentos, medidas preventivas e cuidados específicos.
Dentre os remédios para prevenir o agravamento da perda capilar feminina estão a espironolactona e o minoxidil.
Já entre as medidas preventivas está o uso de um anticoncepcional adequado, evitar o uso de hormônios masculinos, anabolizantes ou bioidênticos e procurar um médico assim que notar o afinamento dos fios ou queda de cabelo.
Por fim, os cuidados específicos para quem quer evitar a evolução da alopecia é ter uma boa rotina de higiene do couro cabeludo com produtos e a frequência de lavagem corretos.
Os principais remédios para tratar a alopecia feminina são a espironolactona e o minoxidil. Além disso, o laser de baixa potência também é aprovado como método eficaz e seguro para tratamento da alopecia feminina. Outras opções terapêuticas incluem o microagulhamento, MMP e o plasma rico em plaquetas (PRP). Ações complementares mais naturais incluem a massagem capilar, a esfoliação do couro cabeludo e o uso de produtos com óleos essenciais.
Sim, por ter um acometimento difuso, a alopecia feminina pode levar a perda de todo o cabelo. Entretanto, isso não é comum e geralmente o processo é bem mais lento e sutil do que nos homens.
O principal tratamento tópico da alopecia feminina é o minoxidil 5%. O minoxidil atua no folículo capilar, induzindo a proliferação das células foliculares. Por sua vez, o aumento da atividade e multiplicação das células do bulbo capilar levam ao aumento do crescimento, comprimento e espessura do fio, revertendo os efeitos da alopecia feminina.
A lista de bons hábitos para melhorar a vitalidade do fio de cabelo nas mulheres inclui:
- lavar a cabeça na frequência adequada ao tipo de fio;
- preferir lavar a cabeça com água fria ou morna;
- usar touca para diminuir a exposição do cabelo ao cloro da piscina;
- evitar procedimentos químicos como alisamento, selagem, botox, tintura ou luzes. Como alternativa, pode-se usar henna ou tonalizantes;
- escolher o pente ou escova próprios para a finalidade e tipo de fio;
- deixar o cabelo secar natural ou utilizar o secador corretamente; aplicar protetor térmico antes de expor os fios a fontes de calor;
- restringir ao máximo o uso de chapinha, babyliss, escova giratória ou outras pranchas e modeladores;
- evitar exposição prolongada ao Sol e utilizar cremes com protetor solar para atividades ao ar livre;
- tomar cuidado para não haver exagero na manipulação dos fios;
- cortar regularmente as pontas para evitar a tricoptilose;
- fugir de dietas muito restritivas e procurar ter uma alimentação equilibrada;
- não prender ou dormir com cabelo molhado;
- fazer a escolha e utilização correta de produtos capilares;
- buscar reduzir o atrito do fio com a superfície de presilhas, toalha, boné ou fronha do travesseiro;
- fazer um check up médico regulamente em caso de problemas capilares.
Existem uma série de receitas caseiras para queda de cabelo com chás como o de folha de goiabeira, fórmulas contendo babosa, óleo de coco, bicarbonato, vinagre de maçã, óleos de copaíba, melaleuca, alimentos e terapias alternativas como aromaterapia, massagem capilar, reflexologia e até acupuntura. Embora muitas dessas propostas sejam populares, faltam dados sobre sua real eficácia e benefícios.
A perda de cabelos pode ter um efeito devastador para a autoestima, bem-estar e qualidade de vida da mulher.
Cuidar dos cabelos costuma ser um dos hobbies favoritos do público feminino e falar sobre isso faz parte da cultura feminina.
Por isso, a perda dos cabelos pode ter um grande impacto para a mulher.
O trauma provocado pela calvície feminina pode ir além da sensação de não se sentir atraente, podendo, às vezes, fazer com que ela também não se motive a maquiar, depilar, passar esmalte nas unhas, enfim, em não se arrumar como faziam anteriormente.
Além disso, as falhas no cabelo fazem com que as mulheres passem a evitar certos ambientes, limitando eventos sociais e a exposição pública. Para os seus relacionamentos amorosos, essa situação pode ser desastrosa.
Existem novas pesquisas, tecnologias e terapias em desenvolvimento para a alopecia feminina. Dentre as novidades para tratamento da calvície feminina estão a bicalutamida, terapia com células estaminais, enxerto de gordura no couro cabeludo, clonagem capilar, nanotecnologia e os exossomos capilares.
Alopecia Androgenética
A alopecia androgenética é a principal forma de perda de cabelos em homens e mulheres. Nessa condição, os fios vão se tornando cada vez mais finos e curtos até desaparecerem completamente, processo esse conhecido como miniaturização. Como o próprio nome sugere, a alopecia androgenética ocorre em pessoas geneticamente predispostas devido à ação de hormônios masculinos.
Alguns pontos diferenciam a alopecia androgenética dos outros tipos de alopecia.
O primeiro aspecto é o padrão de acometimento, caracteristicamente ocupando o topo da cabeça dos homens e o cabelo todo das mulheres.
Além disso, na alopecia androgenética, os fios vão afinando e encolhendo progressivamente, o que não se costuma observar nos outros tipos de alopecia.
A influência dos hormônios masculinos na progressão da calvície também é outra característica exclusiva da alopecia androgenética. Por fim, trata-se de uma alopecia progressiva, de início após a puberdade e que não deixa cicatrizes como outros tipos de alopecia.
A genética, seja por hereditariedade ou predisposição familiar, é responsável por 70-80% das chances de se desenvolver alopecia androgenética.
Os hormônios sexuais masculinos, como a testosterona e a dihidrotestosterona (DHT), ligam-se a receptores hormonais existentes nos folículos pilosos, induzindo a morte das células do bulbo capilar e afinamento progressivo dos fios de cabelo.
Os padrões de distribuição da perda capilar pela alopecia androgenética variam entre homens e mulheres.
Nos homens, o local mais acometido é o topo da cabeça, com preservação dos cabelos das laterais da cabeça e nuca.
É bem típico o aparecimento de falhas nas entradas e na coroa na calvície genética masculina.
Já a alopecia feminina costuma ter um acometimento mais difuso, ou seja, afetando os fios de cabelo de todas as áreas da cabeça, inclusive laterais e nuca.
É característico da alopecia feminina o alargamento da risca central, ou seja, o aumento da distância entre os fios quando se reparte os cabelos ao meio, assumindo o famoso padrão de "árvore de Natal".
Sim, é possível tanto prevenir quanto retardar a progressão da alopecia androgenética desde que se faça o diagnóstico precocemente e se inicie tratamento no começo do quadro. Também é possível reverter a calvície em quadros leves a moderados de perda capilar.
O método de avaliação clínica mais recomendado para se confirmar o diagnóstico de alopecia androgenética é a tricoscopia. Através desse exame, o médico é capaz de obter imagens ampliadas do fio e do couro cabeludo, permitindo a ele assegurar o diagnóstico de alopecia androgenética. Os exames de sangue, no caso da alopecia androgênica, são complementares, ou seja, não ajudam no diagnóstico, mas na condução do tratamento de possíveis alterações que possam impedir um bom resultado do tratamento.
O tratamento da alopecia androgenética inclui medicações, terapias capilares e cirurgia. Dentre os remédios para tratar a calvície masculina encontram-se o minoxidil, a finasterida e a dutasterida. Já o tratamento da alopecia feminina inclui medicamentos como o minoxidil e a espironolactona, com ou sem anticoncepcionais. Além dos fármacos, também há outras tecnologias e procedimentos que fazem parte do tratamento clínico da calvície. Dentre eles estão, por exemplo, o laser de baixa potência, plasma rico em plaquetas, intradermoterapia e o microagulhamento. Ações complementares mais naturais incluem a massagem capilar, a esfoliação do couro cabeludo e o uso de produtos com óleos essenciais.
A alopecia androgenética pode tanto ser revertida como controlada, a depender do estágio ou grau de evolução da perda capilar. As chances de se recuperar os cabelos vão se tornando progressivamente menores conforme a rarefação capilar avança. Nos graus leves e moderados, há boas chances de engrossar os fios e reverter a calvície. Já em estágios avançados, o tratamento clínico já não consegue produzir respostas interessantes, sendo mais indicado o transplante capilar para reaver os fios nos locais sem cabelo.
Um dos primeiros e mais citados estudos sobre a eficácia da finasterida no tratamento da calvície masculina foi publicado no Journal of American Academy of Dermatology.
Nesse estudo foram seguidos 1553 homens entre 18 e 41 anos com alopecia androgenética.
Segundo os resultados desse estudo, a finasterida funciona a partir do 3o mês, com melhora de até 66% dos casos a partir de 2 anos de uso.
Um outro trabalho, também publicado nessa mesma revista científica, trata da eficácia do minoxidil tópico no tratamento da alopecia androgenética.
No estudo 393 homens com calvície foram divididos em 3 grupos de tratamento, utilizando minoxidil 5%, minoxidil 2% e placebo, ou seja, sem efeito.
Ao final de 48 semanas, cerca de 50 a 60% dos 139 pacientes usando minoxidil 5% apresentam sinais de melhora da cobertura capilar.
Números semelhantes foram encontrados em outro trabalho científico sobre o uso de minoxidil para tratamento de mulheres com alopecia.
Sim, existem algumas opções de terapias como laser, plasma rico em plaquetas, intradermoterapia e o microagulhamento. Já na linha de tratamentos naturais, as alternativas incluem massagem capilar, a esfoliação do couro cabeludo e o uso de produtos com óleos essenciais.
Os primeiros sinais da alopecia costumam ser o afinamento do cabelo, percebido através da mudança no formato, textura, definição e características do fio. Além disso, o aumento do frizz, dos fios curtos ou "baby hair", embaraçamento das pontas e dificuldade de arrumar o penteado também podem ser indícios precoces da alopecia androgenética.
Existem algumas diferenças entre a alopecia androgenética masculina e feminina. A primeira delas é a frequência. Enquanto cerca de 80% dos homens apresentam calvície, a alopecia feminina afeta entre 40 a 60% das mulheres. Além disso, em relação à calvície masculina, a alopecia feminina costuma ter uma evolução mais lenta, início mais tardio e acometimento mais difuso, não poupando áreas como as laterais e nuca, preservadas na alopecia androgenética masculina.
Existem alguns cuidados na rotina de higiene, alimentação, hábitos e produtos que podem ajudar a minimizar os efeitos da alopecia androgenética. Assim, por exemplo, limpar o couro cabeludo com a frequência e produtos adequados colaboram para evitar o aparecimento ou agravamento de dermatites no couro, queda de cabelo e progressão mais rápida da alopecia. Além disso, manter uma dieta equilibrada, praticar exercícios físicos e atividades recreativas periódicas, não fumar e dormir bem ajudam a reduzir o estresse e, por conseguinte, retardar o avanço da calvície.
Dentre as inovações e terapias avançadas para o tratamento da alopecia androgenética estão a terapia com células estaminais, enxerto de gordura no couro cabeludo, clonagem capilar, nanotecnologia e os exossomos capilares.
Tratamento da Calvície
O tratamento da calvície pode ser clínico ou cirúrgico, a depender do padrão e grau de evolução da perda capilar.
Pacientes com graus leve a moderado se beneficiam do tratamento clínico, enquanto casos avançados mesmo que localmente têm indicação de fazer a reconstrução cirúrgica.
O tratamento clínico da calvície inclui medicações e terapias capilares.
Dentre os remédios para tratar a calvície masculina encontram-se o minoxidil, a finasterida e a dutasterida.
Já o tratamento da alopecia feminina inclui medicamentos como o minoxidil e a espironolactona, com ou sem anticoncepcionais.
Além dos fármacos, também há outras tecnologias e procedimentos que fazem parte do tratamento clínico da calvície.
Dentre eles estão, por exemplo, o laser de baixa potência, plasma rico em plaquetas, intradermoterapia e o microagulhamento.
O transplante capilar é um procedimento cirúrgico que visa reconstruir áreas sem cabelos em homens com calvície.
O processo se inicia com a retirada dos enxertos nas áreas doadoras, ou seja, regiões nas quais há uma maior densidade e qualidade de fios.
Em geral, as áreas doadoras dos homens são as laterais da cabeça e a nuca.
Existem duas técnicas de extração das unidades foliculares nas áreas doadores: FUT (Folicular Unit Transplantation ou transplante de unidades foliculares) e FUE (Folicular Unit Extraction ou extração de unidades foliculares).
Na FUT retira-se uma faixa do couro cabeludo da nuca, de onde, então, posteriormente se retiram os enxertos.
Embora forneça uma boa quantidade de folículos viáveis, a técnica FUT tem caído cada vez mais em desuso por conta da cicatriz inestética que deixa na nuca do paciente.
Já na FUE, a extração das unidades foliculares é feita separadamente, o que garante distribuir a retirada em toda a área doadora minimizando a percepção das cicatrizes resultantes do processo de extração.
Uma vez retirado, os enxertos são então preparados e depois colocados um a um na área receptora, ou seja, onde se deseja ter cabelo.
Em geral, as áreas receptoras do transplante capilar masculino são as entradas, a linha de implantação capilar e a coroa.
Mulheres não se beneficiam do transplante capilar por não apresentarem uma boa área doadora, já que a alopecia feminina é difusa.
Portanto, em geral, o transplante capilar feminino não vale a pena.
Dentre os remédios para tratar a calvície masculina encontram-se o minoxidil, a finasterida e a dutasterida. Já o tratamento da alopecia feminina inclui medicamentos como o minoxidil e a espironolactona, com ou sem anticoncepcionais.
Sim, dentre as tecnologias e procedimentos pouco invasivos para a calvície estão, por exemplo, o laser de baixa potência, plasma rico em plaquetas (PRP), intradermoterapia e o microagulhamento.
A principal vantagem do transplante cirúrgico é possibilitar a reconstrução de áreas calvas e melhora do desenho da linha de implantação capilar em pessoas insatisfeitas com a aspecto dessas regiões. Desde que realizado corretamente, o procedimento é seguro e produz resultados bem naturais e duradouros. Apesar de ser considerada uma cirurgia segura, ela não é isenta de riscos e possíveis complicações. Dentre os principais incovenientes do transplante capilar estão o inchaço, dor, pequeno sangramento, coceira, espinhas e formação de casquinhas. A queda de cabelo ou shock loss também pode acontecer. Enquanto isso, febre, dor progressiva e sangramento intenso são considerados complicações. Embora sejam inerentes ao procedimento cirúrgico, muitas dessas situações adversas podem ser evitadas se houver um bom acompanhamento e cumprimento dos cuidados pós-operatórios.
A fototerapia capilar, terapia com laser de baixa potência (LLLT), LED ou laser diodo age estimulando células do folículo piloso.
Através da ação de comprimentos de onda específicos, o laser capilar induz a multiplicação celular e regeneração dos fios.
Além disso, ele ainda atua como anti-inflamatório, ajudando no controle de dermatites e, consequentemente, da queda de cabelo.
Sua eficácia em alguns estudos chega a ser semelhante a de medicamentos clássicos como finasterida e minoxidil.
Graças a sua eficácia e segurança, o laser capilar se tornou uma das mais populares terapias avançadas para calvície.
Sim, com certeza. De acordo com estudos científicos, os resultados do uso combinado de terapias e medicamentos é superior ao de tratamentos medicamentosos isolados.
A adoção de alguns cuidados como a rotina de higiene, escolha de produtos e estilo de vida saudáveis podem ajudar no tratamento da calvície. Lavar o couro cabeludo com a frequência e produtos adequados colaboram para evitar o aparecimento ou agravamento de dermatites no couro, queda de cabelo e progressão mais rápida da perda capilar. Além disso, manter uma dieta equilibrada, praticar exercícios físicos e atividades recreativas periódicas, não fumar e dormir bem ajudam a reduzir o estresse e, por conseguinte, retardar o avanço da alopecia. Higiene, uso correto de produtos e acompanhamento médico também são fundamentais para se alcançar resultados satisfatórios com o tratamento da calvície.
Sim, uma alimentação equilibrada e hábitos que combatam o estresse, por exemplo, são abordagens que colaboram para se obter um bom resultado com o tratamento da calvície. Além disso, algumas alternativas naturais como massagem capilar, peeling capilar e o uso de produtos com óleos essenciais também podem ser benéficas e complementar as outras modalidades terapêuticas. Existem ainda alguns extratos vegetais populares como o Saw Palmetto e o óleo de semente de abóbora, porém sem embasamento científico.
O primeiro passo para se definir o tratamento mais indicado para cada pessoa é passar por uma avaliação tricológica completa, que inclui uma anamnese detalhada, análise do fio de cabelo e couro cabeludo, além de exames de sangue para saber como anda a saúde geral do paciente. Após realizar esse check-up tricológico, o médico então tem mais elementos para fazer o diagnóstico correto, traçar o protocolo terapêutico e ajustar os resultados às possíveis expectativas dos pacientes.
O tratamento da calvície inclui medicações, terapias capilares e cirurgia.
Desse leque de opções, apenas as terapias capilares são semelhantes em ambos os sexos.
Assim, tanto homens como mulheres podem igualmente se submeter a terapias como, por exemplo, o laser de baixa potência, plasma rico em plaquetas, mesoterapia e o microagulhamento.
Por sua vez, o que diz respeito aos medicamentos e ao transplante cirúrgico, há diferenças entre os tratamentos da calvície masculina e feminina.
Dentre os remédios para tratar a calvície masculina encontram-se o minoxidil, a finasterida e a dutasterida.
Já o tratamento da alopecia feminina inclui medicamentos como o minoxidil e a espironolactona, com ou sem anticoncepcionais.
Além disso, o transplante capilar cirúrgico costuma ser indicado somente para homens com calvície, uma vez que mulheres não se beneficiam do procedimento por apresentarem perda capilar difusa, sem uma boa área doadora.
O que se espera do tratamento da calvície é interromper a progressão da perda capilar e reverter o processo, recuperando os fios nos locais onde eles estão mais finos e ralos, ajudando a cobrir o couro cabeludo.
Entretanto, o resultado do tratamento depende do estágio ou grau de evolução da calvície, recursos utilizados no tratamento e resposta de cada organismo aos estímulos fornecidos.
Em geral, o tempo para percepção de melhora varia entre 3 a 6 meses, sendo máximo após 1 a 2 anos de tratamento.
A manutenção dos resultados vai depender do seguimento correto do paciente ao tratamento e orientações do médico, incluindo avaliações periódicas para possíveis ajustes terapêuticos e ainda da severidade da tendência genética à calvície.
Os custos do tratamento da calvície vão depender dos recursos que forem ser utilizados para cada caso.
Em geral, quando o tratamento é apenas medicamentoso, o valor é mais acessível.
Porém, quando além do tratamento com remédios, é preciso se utilizar de tecnologia e procedimentos, o investimento se torna proporcionalmente maior de acordo com a quantidade de recursos e o tempo necessário para se recuperar o cabelo.
Já no caso do transplante capilar, o custo geralmente é bem mais alto e variável, dependendo da área a ser transplantada, técnica e principalmente, o médico cirurgião escolhido para realizar o procedimento.
Sim, os tratamentos para calvície necessitam de acompanhamento médico periódico, mesmo quando o paciente recupera todo o cabelo de volta, porque a calvície é uma condição que acompanhará o paciente para o resto da vida. Portanto, o médico também precisa seguir a evolução do quadro, fazendo ajustes e orientações conforme ocorrem diferentes situações e etapas da vida. A periodicidade das consultas e avaliações de eficácia do tratamento são determinadas pela etapa do tratamento proposto, sendo inicialmente a cada 3 a 6 meses, passando a retornos anuais quando o quadro está bem estabilizado.
Sim, existem algumas situações que contraindicam o tratamento capilar. Uma delas é a gravidez, uma vez que os remédios da calvície são proibidos durante a gestação. Durante a amamentação também há algumas restrições. Além disso, os medicamentos também são contraindicados para quem tem alergia ou hipersensibilidade aos componentes de cada fórmula. Outras contraindicações são mais específicas, como, por exemplo, finasterida e dutasterida para mulheres em idade fértil, crianças ou pacientes com depressão grave. Por sua vez, a espironolactona não deve ser utilizada por homens pelo risco de feminilização e nem por quem tem pressão baixa, por ser anti-hipertensivo. O minoxidil tópico não tem contraindicações específicas, sendo restrito apenas às gestantes e quem tem alergia ao produto.
Tratamento da Queda de Cabelo
Existem diversas condições capazes de gerar queda de cabelo, cada qual com seu tratamento mais adequado.
A queda de cabelo genética, por exemplo, tem como recursos terapêuticos o uso de medicamentos como finasterida e minoxidil, além de terapias como laser capilar, mesoterapia, plasma e microagulhamento, dentre outras.
Já o tratamento para queda por eflúvio telógeno envolve a pesquisa e correção dos fatores causais como deficiências de vitaminas, dermatites e distúrbios hormonais.
Por sua vez, a queda de cabelo por alopecia areata tem como tratamentos a infiltração de corticoides, imunoterapia, crioterapia e inibidores de Jak.
Alopecia cicatriciais também podem causar queda de cabelo e demandam tratamentos específicos incluindo antibióticos, corticoide, cloroquina e isotretinoína, dentre outros.
A alimentação é fundamental para o controle da queda de cabelo porque os folículos necessitam de nutrientes para formarem o fio. Por isso, as refeições precisam ter boas quantidades de proteínas, vitaminas e minerais. Entretanto, é preciso ter moderação, sem exageros, uma vez que o excesso de certas vitaminas e minerais também pioram a queda.
Os principais medicamentos prescritos no combate à queda de cabelo são minoxidil oral ou tópico e finasterida ou dutasterida. Outros tratamentos farmacológicos incluem alfaestradiol, stemoxydine e vários ativos manipulados como keranat, Bioex, Capixyl e Procapil.
Sim, o laser capilar ajuda não só a reduzir a intensidade da queda como também colabora para a recuperação de calibre dos fios em pacientes com queda de cabelo genética.
Dentre os exames para queda de cabelo estão a tricoscopia e os testes laboratoriais. Através da tricoscopia e da avaliação do couro cabeludo, é possível se detectar inflamações e alterações do couro que podem colaborar com a queda. Já através dos exames de sangue, torna-se mais fácil observar alterações hormonais, nutricionais ou mesmo sistêmicas.
Em boa parte dos casos a queda de cabelo pode ser revertida completamente. Entretanto, com o avançar da queda de cabelo genética ou associada à alopecia cicatricial, a recuperação apresenta cada vez mais limitações.
A adoção de alguns cuidados como a rotina de higiene, escolha de produtos e estilo de vida saudáveis podem ajudar a controlar a queda de cabelo. Assim, se o cabelo estiver caindo muito sugere-se: lavar o couro cabeludo com a frequência e produtos adequados para evitar o aparecimento de dermatites. Além disso, manter uma dieta equilibrada, praticar exercícios físicos e atividades recreativas periódicas, não fumar e dormir bem ajudam a reduzir o estresse e, por conseguinte, contribuem para controlar a queda de cabelo.
Sim, uma dieta equilibrada, uso de produtos com óleos essenciais e a esfoliação do couro cabeludo são alguns exemplos de tratamentos naturais que ajudam a reduzir a queda de cabelo.
Desequilíbrios hormonais são causas comuns de queda de cabelo, porque os folículos dependem da atividade correta de diversos hormônios para se desenvolverem normalmente. Dessa forma, quando o cabelo está caindo muito é preciso checar como estão os hormônios sexuais, da tireoide, prolactina e cortisol, dentre outros.
A queda de cabelo temporária muitas vezes não necessita de tratamento, já que tende a se resolver espontaneamente com o tempo. Entretanto, se a queda de cabelo da raiz persistir por mais de 6 meses, houver afinamento dos fios ou sintomas como coceira, dor, espinhas ou descamação do couro cabeludo, recomenda-se buscar ajuda médica o quanto antes para evitar de que a queda resulte em perda de cabelos.
Para determinar a causa específica da queda de cabelo e direcionar o tratamento é preciso antes fazer uma boa avaliação tricológica. Somente após uma anamnese detalhada, exame físico minucioso, tricoscopia, exames de sangue e talvez biópsia, torna-se possível dar o diagnóstico e orientar o tratamento.
Sim, o estresse atua não só diretamente na queda através da produção de radicais livres, cortisol e piora da dermatite do couro, como Influencia outros aspectos e hábitos de vida como alimentação, exercícios e sono, agentes capazes de também comprometer os resultados terapêuticos.
Além dos fármacos, também há outras tecnologias e procedimentos que podem fazer parte do tratamento da queda de cabelo. Dentre eles estão, por exemplo, o laser de baixa potência, plasma rico em plaquetas, intradermoterapia e o microagulhamento. Outros métodos complementares ao tratamento incluem o uso de suplementos alimentares, produtos com óleos essenciais, massagem do couro cabeludo, peeling capilar e xampus anticaspa, dependo do caso.
Para manter o cabelo saudável e evitar a queda de cabelo recomenda-se lavar o couro cabeludo com a frequência e produtos adequados a fim de evitar o aparecimento de dermatites.
Além disso, manter uma dieta equilibrada, praticar exercícios físicos e atividades recreativas periódicas, não fumar e dormir bem ajudam a reduzir o estresse e, por conseguinte, contribuem para manter sob controle a queda de cabelo.
Outro ponto importante para quem sofre com queda de cabelo crônica ou recidivante é fazer um acompanhamento médico periódico, com realização de exames para corrigir possíveis alterações hormonais ou nutricionais antes que elas sejam capazes de desencadear novamente a queda de cabelo.
Existem algumas orientações gerais para quem trata de queda de cabelo. Entretanto, cada paciente possui particularidades no histórico de saúde, ritmo de vida, rotinas, questões culturais, pessoais, limitações financeiras ou mesmo de momento vida que precisam ser respeitadas. Por isso, é importante fazer uma avaliação individualizada e estar aberto a adaptar o tratamento para atender às necessidades do paciente de forma a entregar o resultado mais interessante possível dentro das condições dele.
Couro Cabeludo (Doenças)
As doenças do couro cabeludo podem ser divididas de acordo com suas causas em inflamatórias, infecciosas e tumorais ou lesões. Entre as doenças inflamatórias mais frequentes no couro cabeludo estão a dermatite seborreica, psoríase, foliculites inflamatórias, eczema e alopecias cicatriciais. Por sua vez, no grupo das infecções encontram-se a foliculite bacteriana, verruga viral, micose, berne, herpes zoster e pediculose. Já se tratando de lesões, as mais comuns são: queratose seborreica, cisto pilar, queratose actínica, nevo sebáceo, nevo melanocítico e o câncer de pele.
Existem alguns sinais e sintomas que sugerem possíveis problemas no couro cabeludo. Entre eles estão, por exemplo, caspa, coceira, dor, ardência, pinicação, formigamento, sensibilidade, vermelhidão, mau cheiro, espinhas, bolinhas, caroços e feridas. Manchas ou pintas escuras que crescem, coçam ou sangram também precisam ser examinadas.
A dermatite seborreica é uma forma crônica de inflamação da pele presente em áreas do corpo com maior oleosidade.
Os locais preferenciais das lesões da seborreia são couro cabeludo, dentro e atrás da orelha, região central da face, meio do tórax e genital.
As causas da dermatite seborreica não são totalmente conhecidas, mas acredita-se que fungos e a oleosidade exerçam um papel central nessa condição.
Dentre os sinais e sintomas mais comuns da dermatite seborreica estão vermelhidão, descamação, coceira, ardência, dor, sensibilidade, pinicação e formigamento.
Os tratamentos para dermatite seborreica envolvem cuidados como manter as áreas afetadas secas e limpas, evitando abafá-las. Além disso, pode-se usar xampus anticaspa, loções, cremes ou remédios antifúngicos, alguns tipos imunomodulares e corticoide tópicos em casos específicos.
As lesões da psoríase do couro cabeludo costumam se apresentar como placas vermelhas, elevadas, com escamas grossas, prateadas ou amareladas. É comum as lesões sangrarem ao tentar se remover as escamas. Geralmente as lesões são assintomáticas, mas o paciente pode se queixar de leve coceira ou dor. Como se trata de uma doença crônica, as lesões recorrem com frequência, dificultando seu enfrentamento. O tratamento da psoríase do couro cabeludo inclui tópicos como corticoide, calcipotriol e derivados do alcatrão, além de medicamentos como retinoides, metotrexate, ciclosporina e imunobiológicos.
Os principais sinais e sintomas de uma infecção no couro cabeludo são inflamação, dor, coceira, espinhas, caroços ou feridas com pus.
A inflamação dos folículos capilares ou foliculite pode causar incômodos como dor, coceira, saída de secreção, queda de cabelo e, em casos mais graves, até cicatrizes com perda definitiva dos fios.
As opções terapêuticas para doenças do couro cabeludo variam de acordo com o problema em questão. Desse modo, elas envolvem desde xampus anticaspa, remédios como antibióticos, antifúngicos, corticoides, imunomoduladores, imunobiológicos, até procedimentos como infiltração, crioterapia e cirurgia.
O excesso de óleo pode trazer alguns efeitos indesejados que vão além da aparência de cabelos sujos e empastados. A oleosidade do couro cabeludo é um fator predisponente para o desenvolvimento de inflamações cutâneas como a dermatite seborreica. Por sua vez, a seborreia contribui tanto para o mau cheiro como para o aumento da queda de cabelo e calvície.
Algumas medidas nas rotinas de higiene e hábitos podem ajudar a proteger o couro cabeludo de doenças.
A primeira questão a se avaliar em quem tem seborreia é a frequência de se lavar a cabeça.
Como a oleosidade é um dos fatores predisponentes, é fundamental manter uma periodicidade de lavagens mais curtas entre 1 a 2 dias, no máximo.
Um outro cuidado essencial é na escolha de produtos compatíveis com as características do couro cabeludo.
Desse modo, um bom shampoo para couro deve conter ph entre 4,5 e 5,5, não deixar resíduos, limpar bem, mas sem tirar muito a oleosidade, como acontece com xampus contendo sulfatos, pois eles podem irritar o couro.
Além disso, quanto mais úmido e abafado ficar o couro, mais se favorece a proliferação de fungos e a perpetuação da dermatite.
Desse modo, não se deve prender ou dormir com o cabelo suado ou molhado, fazer umectação capilar noturna ou usar touca de cetim no caso de caspa ou seborreia.
Bonés e chapéus são importantes para proteger o couro exposto em calvos no caso de exposição solar intensa, mas não devem ser mantidos por muito tempo pelo abafamento e umidade que proporcionam.
Coçar a cabeça com a unha, machucar ou arrancar casquinhas no couro também ser evitado, pois esses atos contribuem para a inoculação de bactérias e desenvolvimento da foliculite capilar.
Por fim, consultas periódicas ao médico possibilita um seguimento adequado e ajustes, caso necessários.
Sim, é possível evitar e até tratar algumas condições do couro cabeludo sem o uso de medicamentos. Um exemplo disso é a dermatite seborreica. A seborreia, principal causa de caspa, coceira e sensibilidade no couro cabeludo, pode ser prevenida com a lavagem mais frequente da cabeça, secagem e mudança de hábitos como prender ou dormir de cabelo molhado, usar muito boné, gel ou com xampus anticaspa.
A falta de alguns nutrientes como as vitaminas B2, B6, biotina e zinco podem causar lesões no couro cabeludo semelhantes à dermatite seborreica, com vermelhidão, descamação, coceira e ardência. Por isso, é fundamental ter uma dieta equilibrada, com nutrientes essenciais para a manutenção de uma pele saudável.
A caspa é a descamação do couro cabeludo.
As causas mais comuns de caspa são a dermatite seborreica, psoríase e o eczema.
Os principais fatores associados à caspa por seborreia são oleosidade e fungos.
O tratamento da caspa por dermatite seborreica é feito com xampus anticaspa, loções antifúngicas ou contendo corticoide.
Por sua vez, a psoríase está relacionada a fatores genéticos e ambientais.
O tratamento da psoríase do couro cabeludo inclui tópicos como corticoide, calcipotriol e derivados do alcatrão, além de medicamentos como retinoides, metotrexate, ciclosporina e imunobiológicos.
Já o eczema pode ser atópico ou por contato com produtos como alergia a tinturas de cabelo, xampus ou tônicos.
O tratamento do eczema por contato consiste no reconhecimento e afastamento dos fatores desencadeantes.
Já no caso da dermatite atópica, deve-se evitar situações que ressequem muito a pele como banhos quentes e xampus muito fortes contendo sulfato. Na crise, em ambos os tipos de eczema se utilizam corticoides tópicos.
Alguns sinais e sintomas de alerta ajudam a identificar quando procurar um médico especializado. Um deles é quando há coceira, dor ou descamação que não melhoram com xampus anticaspa ou se associam à queda de cabelo, por exemplo. Quadros arrastados de espinhas, especialmente se há perda de cabelo próximo, são outros sinais de atenção. Por fim, manchas, caroços, feridas ou pintas que crescem, coçam, sangram ou se modificam também precisam de avaliação médica.
A dermatite seborreica pode agravar quadros de queda de cabelo e acelerar a calvície em pessoas predispostas geneticamente. Outras possíveis complicações são perda permanente de cabelo nas alopecias cicatriciais e metástases com morte se houver negligência na conduta do câncer de pele.
O segredo de se ter um couro cabeludo saudável é focar nas rotinas de cuidados, prevenção de dermatites e acompanhamento periódico.
Dentre os hábitos saudáveis estão lavar o couro cabeludo com intervalos entre 1 a 2 dias, utilizando-se xampus para couro cabeludo com ph entre 4,5 e 5,5.
Além disso, não se deve abafar o cabelo úmido.
Por isso, é bom evitar prender ou dormir com o cabelo molhado, fazer umectação capilar noturna ou usar touca de cetim para dormir.
Bonés e chapéus também não devem ser mantidos por muito tempo para não agravar o abafamento.
O ato de coçar a cabeça com a unha ou arrancar casquinhas no couro também ser evitado para não haver inoculação de bactérias e desenvolvimento da foliculite capilar.
Por fim, consultas periódicas ao médico especialista possibilita um seguimento adequado e ajustes, caso necessários.
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Resumo sobre Queda de cabelo
A queda de cabelo é uma das queixas mais frequentes da área capilar, acometendo 60 a 80% das mulheres.
Existem diversos tipos de queda de cabelo, cada um com suas causas e tratamentos específicos.
Por isso, é importante saber como reconhecer, diferenciar e tratar as diversas formas de queda capilar.
As informações a seguir buscam oferecer um panorama completo para auxiliar na identificação do problema e busca de soluções adequadas.
A queda de cabelo é uma das queixas mais frequentes da área capilar, acometendo 60 a 80% das mulheres.
Existem diversos tipos de queda de cabelo, cada um com suas causas e tratamentos específicos.
Por isso, é importante saber como reconhecer, diferenciar e tratar as diversas formas de queda capilar.
As informações a seguir buscam oferecer um panorama completo para auxiliar na identificação do problema e busca de soluções adequadas.
O cabelo não cai por acaso, mas como resultado de algum agravo ao organismo ou ao couro cabeludo.
Na queda de cabelo genética, por exemplo, os fios caem mais por conta da ação de hormônios masculinos. Assim, em pacientes com predisposição genética para calvície, hormônios como a testosterona e a di-hidrotestosterona (DHT) fazem o cabelo cair.
A alimentação é outra causa importante de queda cabelo.
Os fios podem cair tanto pela falta quanto pelo excesso de vitaminas e minerais, como o ferro. Por isso, é bom fazer exames de sangue para dosar a vitamina D, zinco e ferritina em quem tem queda. Isso é válido especialmente em veganos e vegetarianos ou após cirurgia bariátrica.
Outros fatores de risco nutricionais para queda capilar são dietas restritivas, emagrecimento rápido e intenso e uso de remédios para emagrecer.
O estresse também faz cair cabelo através do aumento do cortisol, liberação de radicais livres e agravamento de dermatites.
Além disso, o estresse também favorece o aparecimento de doenças autoimunes capilares como a alopecia areata e lúpus.
No grupo das doenças infecciosas que causam queda encontram-se a sífilis, dengue, Covid e micose.
Doenças sistêmicas graves, cirurgias extensas com anestesia geral, remédios e distúrbios hormonais como tireoide e síndrome dos ovários policísticos (SOP) também fazem o cabelo cair.
O diagnóstico da queda de cabelo se baseia na avaliação clínica, tricoscopia e exames de sangue.
Em casos excepcionais também pode ser necessário se realizar uma biópsia do couro cabeludo.
Tanto a decisão sobre quais métodos utilizar bem como a interpretação dos seus resultados dependem de uma avaliação médica.
Existem diversos tipos de queda de cabelo como o eflúvio capilar, alopecia androgenética, alopecia areata e alopecias cicatriciais.
No eflúvio telógeno, o cabelo cai como consequência de problemas no organismo ou no couro cabeludo.
Dentre as principais causa de eflúvio telógeno estão hormônios, desequilíbrios alimentares, estresse, cirurgia, pós-parto e remédios.
Os medicamentos, em especial os quimioterápicos, são os agentes centrais do eflúvio anágeno.
A alopecia androgenética ou calvície hereditária também é uma causa comum de queda de cabelo. Embora a queda de cabelo genética seja mais percebida por mulheres, nos homens a evolução e mais rápida e severa.
Outras formas do cabelo cair incluem: alopecia areata, alopecias cicatriciais como o líquen planopilar, lúpus, foliculite dissecante, decalvante e queloidiana da nuca.
Algumas formas de queda de cabelo, como na alopecia androgênica e nas alopecias cicatriciais, evoluem com perda definitiva dos fios.
Por isso, é importante ficar atento a sinais de alerta que possam indicar uma possível evolução desfavorável.
Dentre os sinais de gravidade estão queda abrupta e intensa com formação de falhas ou cicatrizes na cabeça, além de afinamento ou mudança dos fios.
Sinais ou sintomas inflamatórios como vermelhidão, caspa, dor, coceira ou espinhas também merecem investigação.
Em todos esses casos, é bom ter uma avaliação profissional para evitar complicações.
O tratamento da queda de cabelo envolve necessariamente a definição do tipo de queda e combate as suas causas.
Assim, a queda de cabelo genética por exemplo se beneficia de medicamentos como minoxidil, finasterida e dutasterida para homens e espironolactona, minoxidil e anticoncepcionais para mulheres.
Na calvície genética, a associação de terapias combinadas com laser capilar, MMP, plasma rico em plaquetas e microagulhamento pode ser ainda mais eficaz.
Já no caso do eflúvio capilar, o foco é controlar todas as possíveis variáveis responsáveis pela queda como hormônios, alimentação, remédios, doenças e infecções.
Em alguns casos de eflúvio, como no pós-parto, o único jeito é esperar o cabelo parar de cair e voltar ao normal.
A prevenção da queda de cabelo se faz através da adoção de hábitos saudáveis e de uma rotina de higiene e cuidados com o couro cabeludo.
Por isso, é interessante definir a frequência ideal de lavar a cabeça, qual produto usar e se há necessidade de técnicas especiais como a esfoliação do couro.
Já em relação ao estilo de vida, algumas medidas para prevenir a queda incluem ter uma alimentação equilibrada, controle do estresse, sono reparador e parar de fumar.
A queda de cabelo é um sinal de que algo não vai bem.
Descobrir o tipo e as causas da queda de cabelo, portanto, ajudam não só a controlá-la, mas também evitar possíveis problemas futuros.
Para isso, no entanto, é preciso passar por uma avaliação médica e realizar exames que detectam os motivos dos cabelos caírem excessivamente.
Dessa forma, se você apresenta queda de cabelo persistente, com falhas ou perda de volume capilar, venha nos visitar!
A Clínica Doppio possui uma estrutura apropriada para avaliação e tratamento de queda de cabelos e calvície. Além disso, contamos ainda com um médico especialista em cabelos e profissionais preparados para ajudar com seu problema.
Faça uma avaliação e obtenha as informações e cuidados para o seu caso.
Resumo sobre Alopecia Androgenética
A alopecia androgenética é a forma mais comum de calvície tanto em homens quanto em mulheres.
Além da mudança estética, a perda capilar também pode afetar a autoestima e bem-estar dos pacientes.
Desse modo, suas sequelas vão muito além do que os olhos podem ver.
Por isso, é importante saber como lidar com esse problema para evitar suas possíveis consequências.
A alopecia androgenética é uma condição hereditária de afinamento e encurtamento dos fios devido à ação de hormônios masculinos.
Embora esse processo ocorra tanto em homens como em mulheres, a apresentação e evolução da calvície varia entre os sexos.
Nos homens, a alopecia androgenética costuma se manifestar por entradas e rarefação na coroa. Já nas mulheres, ocorre uma rarefação difusa na cabeça, formando uma imagem de "árvore de Natal".
O fator mais determinante para a perda capilar na alopecia androgenética é a predisposição familiar. Sozinha, ela representa 70 a 80% das chances de uma pessoa ficar calva.
Por conta dessa alteração genética, os folículos capilares dessas pessoas são mais sensíveis à ação dos hormônios masculinos.
Dessa forma, os fios passam a afinar mesmo com quantidades normais de testosterona e di-hidrotestosterona (DHT).
Esse processo, conhecido como miniaturização, é o mecanismo central da alopecia androgenética.
Através da miniaturização, os hormônios masculinos eliminam as células foliculares de forma gradual.
Conforme a raiz vai diminuindo, os fios vão progressivamente se tornando mais finos e curtos até sumirem completamente.
Além do fator genético e hormonal, o envelhecimento, estresse crônico e hábitos de vida inadequados também podem acelerar a progressão da alopecia
O diagnóstico precoce é um passo crucial para se ter um bom resultado com o tratamento da alopecia androgenética.
A partir da suspeita clínica, a confirmação do diagnóstico de alopecia androgenética é feita pela tricoscopia. Através de imagens bem aumentadas, esse exame permite ao médico fazer a análise do fio de cabelo e couro cabeludo, fechando o diagnóstico.
Exames de sangue para checar vitaminas e hormônios, por exemplo, não auxiliam no diagnóstico, mas na condução do caso. Isso porque se esses parâmetros não estiverem bons, a resposta ao tratamento também não será adequada.
A biópsia do couro cabeludo é reservada para casos excepcionais de dúvida entre mais de uma possibilidade de alopecia.
Além disso, na alopecia feminina, uma avaliação ginecológica ou endocrinológica complementar pode ser útil quando houver suspeita de alterações hormonais.
A importância do diagnóstico e tratamentos precoces da calvície se deve à dependência da resposta terapêutica ao estágio da alopecia androgenética.
Quanto menos avançado é o grau de alopecia androgênica, maiores são as chances de recuperar o cabelo nas áreas falhas.
Os diferentes estágios da calvície variam entre homens e mulheres.
Nos homens, os graus de alopecia androgenética são representados na escala de Norwood-Hamilton, variando de 1 a 7. Nessa escala, os estágios vão desde leves entradas até a calvície completa no topo da cabeça, preservando laterais e nuca.
Já a alopecia feminina pode ser representada pelas escalas de Ludwig ou Sinclair. A escala de Ludwig classifica a calvície feminina em 3 estágios de acordo com o alargamento da risca central.
Por sua vez, a escala de Sinclair divide a perda de cabelo de mulheres em 5 graus. O critério dessa classificação também é o espaçamento dos fios ao repartir os cabelos ao meio no topo da cabeça.
A apresentação clínica da calvície é diferente entre homens e mulheres.
Em ambos, há afinamento dos fios, mudança nas características do cabelo e redução do volume capilar.
Entretanto, a percepção desses aspectos é diferente nesses dois públicos.
Mulheres costumam reclamar de frizz, pontas finas, embaraçamento, baby hair e aumento da queda durante o banho ou no pente.
Já os sinais iniciais da calvície masculina costumam ser o aparecimento das entradas ou coroa, dificuldade de arrumar o penteado e falhas ao molhar a cabeça.
A detecção desses sinais seja em homens ou mulheres, pode ajudar a iniciar o tratamento precocemente e preservar os folículos viáveis.
Quanto antes se inicia o tratamento da calvície, menos recursos são necessários e maiores são as chances de se recuperar os cabelos.
Assim, o tratamento farmacológico costuma já ser suficiente para graus mais leves de perda capilar.
Dentre os remédios para tratar a alopecia androgenética estão o minoxidil, finasterida ou dutasterida para homens e espironolactona para mulheres.
Conforme a alopecia progride, outras técnicas vão sendo necessárias para conter o avanço da perda capilar e reverter a calvície.
No rol das terapias avançadas para a alopecia encontram-se o laser capilar, plasma rico em plaquetas (PRP), microagulhamento e mesoterapia, por exemplo.
Para casos mais avançados de calvície masculina, o transplante capilar passa a ser a indicação.
Mulheres com alopecia avançada e homens sem indicação ou vontade de fazer cirurgia podem se beneficiar do uso de próteses capilares.
A principal medida preventiva da alopecia androgenética é a detecção precoce dos primeiros sinais da condição.
Isso permite intervenções mais eficazes, menos trabalhosas e mais baratas.
Além disso, cultivar hábitos saudáveis também ajuda na saúde capilar e na não progressão da calvície.
Portanto, é válido manter uma alimentação equilibrada, sono adequado, controle do estresse e rotina capilar com produtos apropriados.
Além disso, claro, é recomendado ter uma avaliação médica precoce e consultas periódicas para acompanhar a evolução e ajustar tratamentos.
A alopecia androgenética não é uma sentença, mas uma condição que tem reversão se detectada e tratada no início.
Por isso, o reconhecimento dos primeiros sinais e diagnóstico precoce da calvície fazem a diferença.
Assim, se você suspeita que tenha alopecia androgenética, não perca mais tempo!
Venha nos visitar!
A Clínica Doppio possui uma estrutura apropriada para avaliação e tratamento de tratamento da calvície e queda de cabelo. Além disso, contamos ainda com um médico especialista em cabelos e profissionais preparados para ajudar com seu problema.
Faça uma avaliação e obtenha as informações e cuidados para o seu caso.
Links para artigos científicos, publicações médicas e conteúdos educativos sobre alopecia androgenética.
Resumo sobre Calvície Masculina
A alopecia androgenética, principal forma de calvície masculina, atinge até 80% dos homens em algum momento da vida.
Além da mudança visual, a perda dos cabelos pode impactar na autoestima e qualidade de vida dos indivíduos.
Mas, se antes esse diagnóstico era quase uma sentença, hoje em dia as possibilidades são outras.
Atualmente existem diversos recursos investigativos e terapêuticos capazes de permitir um melhor manejo e condução desse problema.
Por isso, vale a pena buscar informações confiáveis a fim de tomar decisões conscientes sobre o tema.
O conceito de calvície masculina engloba todas as condições capazes de fazer o homem perder cabelos.
Dentre os principais tipos de calvície masculina estão a alopecia androgenética, alopecia areata e alopecias cicatriciais.
Dentre elas, a alopecia androgenética é, de longe, o tipo mais comum de calvície em homens.
Nessa condição, pessoas predispostas geneticamente vão perdendo os cabelos progressivamente devido à ação de hormônios masculinos. O processo, conhecido por miniaturização, leva ao afinamento e encurtamento graduais dos fios até sua completa extinção.
Fatores como estresse, alimentação ou boné até podem agravar o quadro por contribuírem para a queda de cabelo.
Entretanto, o controle desses fatores e, portanto, da queda, não impede o avançar da calvície.
Sem o tratamento correto, a tendência é a pessoa ir ficando cada vez mais sem cabelos, com ou sem queda.
A perda de cabelos por alopecia androgenética nos homens não acomete todo o couro cabeludo por igual.
O padrão clássico da calvície masculina inclui as entradas e a coroa, tipicamente preservando as laterais e a nuca.
A predisposição genética é a principal causa e fator de risco da calvície. Sozinha, ela representa 70 a 80% das chances de um homem ficar calvo.
Além da hereditariedade, a progressão da alopecia androgenética também sofre uma forte influência da ação dos hormônios masculinos.
Dessa forma, em pessoas com tendência à calvície, hormônios como a testosterona e di-hidrotestosterona (DHT) vão atrofiando progressivamente os folículos.
A alteração genética desses pacientes faz com que seus fios se tornem mais sensíveis aos andrógenos, causando miniaturização deles mesmo com níveis hormonais normais.
Nesses pacientes, anabolizantes, hormônios bioidênticos ou similares provocam um efeito catastrófico nos cabelos, acelerando muito a calvície.
A idade é um outro fator agravante para a sensibilidade dos fios aos hormônios, justificando a piora da calvície com o tempo.
Alguns hábitos de vida como alimentação, estresse, cigarro, falta de sono, gel, boné também podem agravar, mas não causar calvície.
A investigação da calvície masculina inclui uma boa anamnese, exame físico e análise dos fios de cabelo pela tricoscopia. Esse exame permite fazer o diagnóstico da alopecia androgenética em estágios bem iniciais, mesmo sem haver qualquer rarefação capilar evidente.
A possibilidade de se ter um diagnóstico precoce, inclusive, facilita as estratégias de controle e reversão da alopecia.
Por se tratar de uma condição progressiva, a alopecia androgenética apresenta diferentes estágios em sua evolução.
Os sinais iniciais da calvície masculina incluem o afinamento dos fios com mudanças nas características do cabelo.
Em seguida, o couro cabeludo passa a ficar mais evidente principalmente quando se molha a cabeça.
Conforme a rarefação avança, surgem falhas nas entradas ou na coroa, que se expandem gradativamente até ocuparem todo o topo da cabeça.
Essa evolução é descrita na escala de Norwood-Hamilton que representa através de figuras os 7 diferentes estágios da calvície masculina.
Os primeiros sinais da calvície masculina são as alterações no formato, definição e textura dos fios.
Em geral, ao afinarem, os cabelos passam a ficar menos definidos e mais difíceis de serem arrumados.
Conforme os fios vão encolhendo, o couro cabeludo começa a aparecer mais, principalmente nas entradas e na coroa.
Essas falhas ficam bem mais evidentes dependendo da iluminação e quando cabelo está suado ou molhado.
O aparecimento e progressão rápida das falhas, especialmente se houver queda de cabelo, são sinais de gravidade da calvície masculina. Esperar por eles até procurar um médico especialista pode por fim às chances de ter os cabelos de volta.
O tratamento da calvície masculina varia de acordo com o grau de evolução da perda capilar e condições de saúde do paciente.
Em casos leves a moderados, o tratamento clínico com medicamentos e procedimentos costuma ser suficiente.
Já para quadros de calvície avançada, com áreas completamente sem cabelo, o transplante capilar passa a ser a opção.
Dentre os remédios aprovados para tratar a calvície estão o minoxidil e a finasterida ou dutasterida.
Quando o tratamento medicamentoso não é suficiente, associam-se outras tecnologias e terapias capilares avançadas. Esse é o caso, por exemplo, do laser capilar, plasma rico em plaquetas (PRP), MMP ou intradermoterapia e microagulhamento.
O transplante capilar é reservado para graus mais elevados calvície masculina.
Embora a queda de cabelo ou estresse não causem calvície, eles podem agravá-la.
Sob condições estressantes ou quando há queda capilar, a alopecia androgenética progride mais rápido.
Por isso, é fundamental adotar medidas para controle do estresse e de fatores capazes de fazer o cabelo cair.
Assim, é bom investir em hábitos saudáveis e cuidados com a saúde do couro cabeludo para ajudar a retardar a calvície.
Nesse sentido, uma alimentação equilibrada, com boas noites de sono, exercícios físicos regulares, atividades recreativas e de lazer podem ajudar.
Além disso, usar xampus específicos para higiene adequada, evitando boné, gel, headset ou cremes também ajudam a prevenir a queda de cabelo e calvície masculina.
A calvície masculina tem tratamentos seguros e eficazes, com boas chances de recuperar os cabelos.
Contudo, os resultados do tratamento são mais significativos e duradouros quanto mais cedo se detecta e se inicia o tratamento correto.
Portanto, se você tem a sensação de estar ficando calvo, não perca tempo!
Marque uma avaliação e esclareça suas dúvidas!
A Clínica Doppio possui uma estrutura apropriada para avaliação e tratamento de queda de cabelos e calvície. Além disso, contamos ainda com um médico especialista em cabelos e profissionais preparados para ajudar com seu problema.
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Sugestões de leituras complementares sobre calvície masculina e avanços e tratamentos.
Resumo sobre Alopecia Feminina
A alopecia feminina está cada vez mais frequente e precoce, talvez pelo estresse, terapias hormonais e hábitos de vida das mulheres.
Tanto é que a alopecia androgenética, principal forma de perda capilar em mulheres, já atinge até 50% do público feminino, segundo estudos.
Devido à representatividade dos cabelos no universo feminino, essa tendência crescente à perda capilar se torna algo preocupante. Especialmente pelo efeito mutilante e devastador que a alopecia pode causar na qualidade de vida da mulher.
Embora esteja ficando mais comum, muitas mulheres ainda desconhecem sobre o assunto, achando que calvície é coisa de homem.
Porém, diante do atual cenário, é válido compreender as causas, sinais, tipos e tratamentos disponíveis para a alopecia feminina.
A alopecia feminina representa todas as formas de mulheres perderem o cabelo. Dentre os diversos tipos de calvície feminina, a alopecia androgenética é o grande destaque.
Diferentemente de outras causas de queda de cabelo, na calvície genética o fio que cai não volta igual. Nessa condição, ao cair, os fios vão se tornando cada vez mais finos e curtos até sumirem.
Por isso, além de cair mais de 100 fios diariamente, na alopecia feminina há um afinamento progressivo do cabelo.
As principais causas e fatores de risco para a alopecia feminina são a predisposição genética e a ação hormonal.
Assim como nos homens, a hereditariedade é a principal responsável pela perda de cabelos nas mulheres.
Mas, ao contrário do que acontece no homem, a alopecia feminina tem algumas particularidades.
A influência dos hormônios sexuais femininos progesterona e estrógeno, por exemplo, é algo exclusivo da mulher. O aumento desses hormônios parece contrapor ao efeito dos andrógenos, diminuindo sua ação e, consequentemente, a progressão da calvície.
O papel dos hormônios masculinos e femininos no cabelo da mulher ficam bem evidentes durante a gestação e no pós-parto. Durante a gravidez, os cabelos ficam mais fortes e caem menos. Em compensação, após o parto os cabelos passam a cair aos tufos e a alopecia avança consideravelmente nas mulheres predispostas.
Além da gestação, há outras situações nas quais também se observa o peso do fator hormonal na alopecia feminina. Esse é o caso, por exemplo, da piora da perda capilar na menopausa, SOP e durante hormonioterapia para câncer de mama.
Estresse e hábitos de vida
Assim como nos homens, fatores emocionais, nutricionais, estresse, medicamentos e estilo de vida parecem exercer um papel secundário na alopecia feminina. Embora esses agentes não façam parte da origem da calvície, eles atuam com desencadeantes da queda e, portanto, da progressão da perda capilar.
Outro ponto a se considerar é que, por geralmente terem cabelos mais longos, mulheres são extremamente sensíveis a ver eles caindo.
Portanto, para evitar tal situação é fundamental manter sob controle condições capazes de provocar queda como hipotiroidismo, falta de vitaminas, ferro, zinco, dentre outras.
O diagnóstico da alopecia feminina depende da avaliação clínica e do exame de tricoscopia. Através de um aparelho específico com potentes lentes de aumento, é possível se observar o padrão de afinamento típico da calvície.
Dessa forma, a tricoscopia é o exame de escolha para se confirmar o diagnóstico de alopecia feminina.
A biópsia do couro cabeludo pode ser necessária em casos de dúvida ou para fechar o diagnóstico de outros tipos de alopecia como líquen planopilar e lúpus, por exemplo.
Além disso, exames de sangue e a avaliação ginecológica não servem para o diagnóstico, mas são processos complementares importantes para se ter uma boa resposta ao tratamento.
Alopecia Androgenética
Padrão mais comum, de origem genética e hormonal, com rarefação difusa principalmente na parte superior da cabeça.
Eflúvio Telógeno
Queda de cabelo excessiva após eventos como parto, dietas restritivas, estresse, cirurgia, medicamentos, infecções ou doenças graves. Embora o cabelo caia muito nessa condição, os cabelos voltam a crescer normalmente após se descobrir e tratar suas causas.
Portanto, o eflúvio telógeno não é um tipo de alopecia feminina, mas um mecanismo muito comum de queda de cabelos em mulheres.
Alopecia Areata
Doença autoimune com queda em placas, formando falhas circulares lisas no couro cabeludo.
Além dos cabelos, a alopecia areata pode evoluir para formas mais extensas, acometendo cílios, sobrancelhas e pelos corporais. Nesse caso, tem-se a alopecia areata universal.
Alopecia traumática
O arrancamento do fio pela raiz pode causar a extinção do folículo e perda definitiva dos cabelos.
Esse é o mecanismo responsável por alguns tipos de alopecia feminina como a tricotilomania e a alopecia de tração.
Alopecias inflamatórias ou cicatriciais
Esse grupo engloba uma série de doenças inflamatórias do couro cabeludo que evoluem com cicatrizes e perda permanente dos cabelos.
No caso dessas patologias, a inflamação ataca e destrói toda a unidade folicular, substituindo-a por fibrose.
Alguns exemplos de alopecias cicatriciais incluem: lúpus, líquen planopilar e sua variante alopecia frontal fibrosante.
Os primeiros sinais da alopecia feminina são o afinamento e encurtamentos dos fios, perda de volume ou comprimento e queda de cabelo.
Por conta do afinamento dos fios, o cabelo muda de formato, textura e, claro, perde volume.
O sinal típico da alopecia feminina é o alargamento da risca que se forma ao pentear e repartir o cabelo ao meio no topo da cabeça. Em mulheres com calvície, esse maior distanciamento dos fios forma a clássica e bem característica figura de "árvore de Natal".
Além disso, os fios costumam embaraçar mais e ficam menos resistentes a químicas.
Já o encolhimento dos fios pode ser notado através do aumento do frizz, dos fios curtos ou baby hair e pelos cabelos com pontas finas e desalinhadas.
Embora nem sempre presente, a queda de cabelo costuma ser o principal sinal de alerta responsável pela procura de ajuda médica por parte das pacientes.
Sintomas como coceira, dor ou inflamação do couro cabeludo também são sinais de atenção e costumam motivar a busca por auxílio médico especializado.
O tratamento da alopecia em mulheres inclui o uso de medicamentos, controle hormonal e terapias para recuperar os fios.
Os remédios mais utilizados para tratar a alopecia feminina são o minoxidil e a espironolactona.
O uso ou troca de anticoncepcionais também pode ser válido, a depender da situação, idade e saúde da paciente.
Já dentro das terapias capilares tem-se a fototerapia, mesoterapia, microinfusão e plasma rico em plaquetas (PRP).
A inflamação do couro cabeludo e agravos ao organismo são causas frequente de queda de cabelo.
Como a queda acelera a calvície, torna-se necessário tomar alguns cuidados a esse respeito.
Para cuidar da saúde e evitar situações que provoquem queda de cabelo, é preciso ter hábitos saudáveis e fazer controle médico periódico para dosagem de vitaminas e hormônios.
Além disso, buscar ter uma alimentação balanceada, sono de qualidade, exercícios físicos e atividades de lazer também ajudam a controlar o estresse e a queda de cabelo.
Com relação à rotina de higiene, é indicado usar um bom shampoo para couro cabeludo e lavar na frequência certa. Dependendo da situação, pode ser válido se utilizar um shampoo esfoliante ou fazer peeling capilar periodicamente.
Também é aconselhável evitar situações nas quais o cabelo fique molhado ou abafado por muito tempo. Isso porque o calor e a umidade favorecem a proliferação de fungos, agravamento da dermatite seborreica e queda de cabelo.
Por isso, dormir com touca de cetim ou fazer umectação capilar noturna não são bons hábitos para quem tem queda de cabelo.
A alopecia feminina ainda é um fator de muita confusão, angústia e trauma para as mulheres.
Por desconhecerem a condição, parte delas optam por se automedicar com suplementos, xampus volumizantes, maquiagem ou até apliques para tentar compensar a perda da densidade capilar.
Entretanto, além de retardar o diagnóstico e tratamentos corretos, essas atitudes podem comprometer ainda mais o quadro, selando as chances de recuperar os cabelos.
Por isso, ao notar queda de cabelo, perda de volume capilar ou qualquer outro sinal de alopecia feminina, não perca tempo!
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Artigos e estudos científicos sobre alopecia feminina e terapias atualizadas
Estágios e sinais da alopecia feminina
Female pattern hair loss: A clinical, pathophysiologic, and therapeutic review
