Tratamentos para queda de cabelo: o que funciona de verdade?
Na internet ou mesmo na farmácia, existem diversos anúncios de produtos e tratamentos para queda de cabelo prometendo verdadeiros milagres.
Xampus, vitaminas, loções, receitas caseiras de chás, extratos de plantas, óleos essenciais e a lista segue. Isso sem contar nas inúmeras terapias propostas por todo tipo de profissional, alguns sem qualquer formação médica.
Por isso, diante de tantas opções e armadilhas, torna-se indispensável conhecer quais abordagens valem realmente a pena.
Afinal de contas, além de não serem eficazes, alguns tratamentos para queda de cabelo podem até causar danos à saúde.
Tratamento para os diferentes tipos de queda de cabelo
Antes de discutir sobre como fazer o cabelo parar de cair é preciso entender porque isso ocorre.
A queda de cabelo pode ter como causa diversos fatores, variando desde condições genéticas, medicamentos até estresse emocional.
Assim, a escolha dos tratamentos para queda de cabelo depende primariamente do diagnóstico correto. Somente após identificar os motivos da queda, se pode definir a abordagem mais adequada.
Então, a partir desse raciocínio lógico, seguem as principais opções terapêuticas para os tipos mais comuns de queda.
Tratamentos para queda de cabelo genética
A alopecia androgênica ou calvície genética é a forma mais comum de perda capilar, seja em homens ou mulheres.
Nessa condição, os cabelos vão ficando cada vez mais finos e curtos até desaparecerem por completo.
Esse processo, conhecido como miniaturização dos fios, tem como causas a predisposição genética e ação de hormônios masculinos.
Além de afinar e encolher os fios, os hormônios testosterona e dihidrotestosterona (DHT) podem provocar queda de cabelo nesses pacientes.
Embora nem sempre seja perceptível, a queda de cabelo genética acelera o processo de perda capilar na calvície.
Como essas condições estão atreladas, o tratamento da calvície acaba por também reduzir a quantidade de fios caindo.
Embora boa parte das opções de terapêuticas para a calvície sejam semelhantes em homens e mulheres, há algumas diferenças.
De maneira geral, os tratamentos da queda de cabelo genética incluem medicações e terapias capilares.
As terapias capilares são similares em ambos os sexos. Desse modo, tanto homens como mulheres podem se submeter a procedimentos como, por exemplo, laser capilar, plasma, mesotetapia ou microagulhamento.
Por outro lado, em relação aos medicamentos, o único fármaco comum para tratar homens e mulheres é o minoxidil.
Os outros medicamentos são mais seletivos.
Dentre os remédios para tratar a calvície masculina encontram-se a finasterida e a dutasterida. Já o tratamento da alopecia feminina inclui medicamentos como a espironolactona, com ou sem anticoncepcionais.
Tratamentos para queda de cabelo por eflúvio
O eflúvio capilar é um mecanismo muito comum de queda de cabelo.
A queda de cabelo por eflúvio se dá por alterações no ciclo de renovação do fio.
Basicamente, o ciclo capilar é dividido em 3 fases sucessivas:
- anágena: período de crescimento e desenvolvimento máximo do fio;
- catágena: etapa na qual o folículo reduz progressivamente sua atividade e passa a involuir e atrofiar;
- telógena: fase de repouso e inatividade do folículo, com sua troca por outro fio que iniciará um novo ciclo voltando em fase anágena.
A partir da descrição das fases do ciclo fica mais fácil entender a diferença entre os 2 tipos de eflúvio capilar.
No eflúvio telógeno, o cabelo passa rapidamente pelas fases, completando o ciclo antes do esperado.
Esse tipo muito comum de queda de cabelo ocorre por alterações no organismo ou couro cabeludo. Nesse caso, o cabelo pode cair por deficiências ou excessos de vitaminas ou minerais, dermatites, distúrbios hormonais, infecções, cirurgia, estresse, dentre outros.
Em geral, o eflúvio telógeno é autolimitado e o cabelo volta a crescer naturalmente alguns meses após se corrigir sua causa.
Portanto, todos os esforços e tratamentos para queda de cabelo por eflúvio telógeno visam identificar e tratar suas causas primárias.
Contudo, sem a discriminação e correção os fatores desencadeantes, a queda tende a persistir e o eflúvio passa a ser crônico.
Por sua vez, no eflúvio anágeno, os fios interrompem abruptamente seu crescimento, sem passar pelas fases catágena e telógena. É o que ocorre, por exemplo, durante a quimioterapia.
Um dos poucos tratamentos para queda de cabelo por quimioterapia é a touca gelada. Por resfriar o couro cabeludo, a crioterapia capilar reduz o fluxo de sangue e efeito dos quimioterápicos nos folículos.
Alopecia Areata
A alopecia areata é uma condição autoimune que cursa com perda de cabelo em tufos, formando áreas calvas redondas e bem definidas. A doença pode acometer qualquer área pilosa do corpo, incluindo o couro cabeludo, barba e sobrancelhas.
As causas da alopecia areata ainda não são totalmente claras, mas se acredita na participação de fatores emocionais e imunológicos no processo.
Na areata, o sistema imune a passa a atacar os folículos capilares erroneamente, resultando na queda de cabelo.
Entre os tratamentos para queda de cabelo por alopecia areata, um dos mais comuns é a uso de corticoides. Outras modalidades terapêuticas incluem imunoterapia, crioterapia e inibidores de JAK, como, por exemplo, o baricitinibe.
Assim como acontece com outras doenças autoimunes, a resposta aos diferentes tratamentos varia muito entre os indivíduos.
Alopecias cicatriciais
O grupo das alopecias cicatriciais engloba uma série de doenças inflamatórias do couro que cursam com perda definitiva de cabelo. Nessas patologias, o processo inflamatório ataca e destrói o folículo piloso, substituindo-o por fibrose local.
Alguns exemplos de alopecias cicatriciais inflamatórias incluem: líquen planopilar, lúpus discoide e as foliculites decalvante, dissecante e queloidiana da nuca.
Os tratamentos para queda de cabelo nas alopecias cicatriciais variam de acordo com a entidade em questão. Em geral, as opções terapêuticas variam desde antibióticos, corticoides, cloroquina, isotretinoína até imunobiológicos.
Micose do couro cabeludo
A tinea capitis é uma infecção fúngica do couro cabeludo, com áreas de queda de cabelo, descamação e coceira, especialmente em crianças.
A micose é causada pela infecção por fungos dermatófitos, como o Trichophyton tonsurans e Microscoporum canis, dentre outros.
Os tratamentos para queda de cabelo na micose baseiam-se na administração oral de antifúngicos, como terbinafina, itraconazol, fluconazol e griseofulvina.
Tratamentos para queda de cabelo: qual escolher?
A queda de cabelo pode ocorrer em diversas patologias, com tratamentos totalmente distintos.
Sendo assim, para interromper a queda é indispensável antes conhecer as causas e tipo de condição por trás do problema.
Por isso, o primeiro passo é fazer uma avaliação médica para fechar o diagnóstico e traçar o protocolo terapêutico.
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