Quando o frizz pode ser sinal de queda de cabelo ou calvície?

Quando o frizz pode ser sinal de queda de cabelo ou calvície?

O frizz no cabelo é uma condição que pode estar relacionado com queda de cabelo e calvície em determinados casos.

O que seria considerado frizz no cabelo?

Não há uma definição clara do que o frizz possa significar.

Em geral, esse termo é usado para designar fios que se destacam do restante cabelo.

Em pessoas com cabelos ondulados, enrolados ou afro, o frizz é constituído por fios que não se alinham aos demais nas ondas ou cachos.

Por sua vez, em pessoas com cabelo liso, o frizz geralmente é visto como fios curtos, lisos ou crespos, que ficam “espetados” para fora do cabelo.

Como cabelos lisos, ondulados e afro podem ter frizz, essa não é uma característica que define um tipo de cabelo.

Quais as causas de frizz no cabelo?

A presença de frizz no cabelo pode estar relacionada a diferentes condições, sendo as mais comuns descritas a seguir.

Genética

Um dos fatores que mais influenciam o frizzé a genética. 

Nos cabelos crespos, sejam eles ondulados ou encaracolados, os fios podem ser alinhados em padrões definidos ou não.

Essa falta de definição na ondulação é determinada por características definidas geneticamente.

Assim, o frizz pode decorrer de diferentes angulações, formatos ou espessuras dos fios, por exemplo.

Umidade

Outra condição associada ao frizz no cabelo é a umidade.

Ambientes úmidos favorecem uma maior absorção de água pelo fio.

Ao atingir o córtex, ou seja, o centro do fio, essa umidade provoca inchaço no interior da haste capilar.

Como a umidade é absorvida de forma irregular pelos diferentes partes dos fios, isso faz com que eles inchem de maneiras variadas, fazendo com que eles adquiram um padrão irregular.

Essa irregularidade, no caso, é responsável pelo efeito frizz observado em tempos chuvosos e ambientes úmidos.

Carga elétrica dos fios

Se ambientes úmidos favorecem o inchaço dos fios e o frizz no cabelo, ambientes secos também podem favorecer essa condição.

Isso porque quando o tempo está muito seco, os fios de cabelo costumam ficar mais carregados eletricamente.

Nessa situação, o atrito com pentes, principalmente de plástico, podem fazer com que haja uma grande transferência de elétrons entre fio e pente, “carregando” os fios de cabelo.

Essa nova carga dos fios provoca repulsão entre eles, fazendo com que alguns deles se mantenham “em pé”, causando a sensação de frizz no cabelo.

Produtos capilares

Outra situação em que também é possível se verificar o efeito da força eletrostática na formação do frizz é com o uso de alguns tipos de xampus.

Segundo estudos, os xampus podem ser divididos de acordo com a carga elétrica de seus componentes em xampus aniônicos, catiônicos, anfóteros ou neutros.

Os xampus aniônicos contêm substâncias que o tornam ricos em cargas elétricas negativas. Esses compostos, conhecidos como sulfatos, têm alto poder de limpeza e por isso, são muito utilizados.

Entre os principais sulfatos presentes em xampus aniônicos estão o lauryl sulfate, sodium lauryl sulfate, ammonium lauryl sulfate, sodium lauryl sarosinate, sodium stearte, alpha-olefin sulfonate, dentre outros.

O problema desses produtos é que eles adicionam elétrons aos fios de cabelo, que naturalmente já são possuem carga elétrica negativa.

Essa carga elétrica extra transferida pelos xampus faz com que os fios passem a se repelir, aumentando o frizz.

Danos capilares

Shampoos podem ainda contribuir com o frizz no cabelo de outra maneira: através de danos à estrutura capilar.

Tanto procedimentos químicos como técnicas de alisamento ou coloração podem danificar a cutícula do cabelo e provocar danos que contribuam para o aumento do frizz.

Os procedimentos químicos mais agressivos para o fio e portanto, mais associados ao frizz são as luzes, progressiva e tinturas.

O uso inadequado de fontes de calor, como, por exemplo, secadores e chapinhas, também pode enfraquecer os cabelos, tornando-os suscetíveis a rupturas, pontas duplas e frizz.

Quanto mais atrito, mais danos aos fios e frizz!

Portanto, até mesmo o ato de escovar os cabelos excessivamente também pode causar danos e frizz.

Como combater o frizz?

O primeiro passo para combater o frizz é reconhecer os fatores que estão envolvidos no seu aparecimento.

Assim, por exemplo, para se neutralizar o efeito frizz no cabelo provocados por xampus, recomenda-se a escolha de produtos que contenham entre os componentes de suas fórmulas os surfactantes catiônicos, anfóteros e não-iônicos.

Esses compostos são responsáveis por reduzir os efeitos da geração de eletricidade estática causada pelos xampus.

Pensando ainda na redução da carga elétrica capilar, respeitando seu tipo de cabelo, prefira pentes de madeira de dentes largos.

Tanto a madeira quanto o maior espaçamento dos dentes diminuem a transferência de elétrons entre pente e cabelo.

Além disso, a redução do atrito também diminui os danos ao fio, contribuindo para redução do frizz.

Os condicionadores e cremes leave in são outros recursos que podem ser usados para diminuir o atrito, desembaraçar o cabelo, minimizar o frizz e melhorar a penteabilidade.

Esses produtos agem neutralizando a carga elétrica negativa da fibra capilar e lubrificando sua cutícula, diminuindo seus danos.

Além disso, produtos à base de dimeticona podem diminuir o efeito da umidade do ambiente na formação do frizz.

Alguns óleos desempenham a função de proteger o cabelo contra os danos causados por substâncias nocivas a saúde capilar e podem ser incorporados na rotina.

Por fim, hábitos que sabidamente agridem os cabelos, como chapinha, luzes, progressiva e escovação excessiva, devem ser evitados.

O frizz pode ser associado à queda de cabelo e calvície?

Não por acaso, cabelos sem frizz são vistos como sinônimo de cabelo saudável.

Isso porque o frizz no cabelo pode ser um sinal tanto de queda acentuada quanto de calvície.

No caso da queda, a percepção de frizz se deve à grande quantidade de fios curtos que surgem após queda.

Por sua vez, pessoas com alopecia tendem a apresentar muitos fios finos e curtos. Esses fios são resultado de um processo de afinamento e encurtamento progressivo dos fios conhecido como miniaturização.

Como fios mais finos e curtos perdem seu peso, eles costumam ser mais “rebeldes” que os demais, caracterizando o frizz.

Aliás, a dificuldade em “assentar” o cabelo, que “mudou de forma” e se tornou mais “assanhado”, com frizz, costuma ser um dos primeiros sinais da alopecia androgenética ou calvície.

Por essas razões, caso o frizz persista, mesmo com cuidados adequados, o correto é procurar por um médico especialista.

O profissional poderá analisar a estrutura dos fios e identificar os fatores associados ao excesso de frizz no cabelo.

A Clínica Doppio, além de possuir uma estrutura apropriada para avaliação e tratamento de queda de cabelos e calvície, conta ainda com um médico especialista em cabelos e profissionais preparados para ajudar com seu problema.

Faça uma avaliação e obtenha as informações e cuidados para o seu caso.

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