Queda de cabelo por estresse: como recuperar os fios?
A queda de cabelo por estresse é mais frequente do que se imagina.
Entretanto, como situações estressantes fazem parte da rotina das pessoas, a tendência é não se considerar muito essa questão.
Em geral, as pessoas só reconhecem o estresse em eventos extremos, como luto, divórcio ou falência. Claro que essas circunstâncias têm um poder maior de fazer o cabelo cair.
Mas o acúmulo de fatores estressores menores ao longo do tempo também pode ser bem danoso à saúde capilar.
Por isso, para tratar corretamente a queda de cabelo por estresse é preciso antes aprender a identificar e lidar com tais problemas.
Mesmo porque o não reconhecimento dessa possibilidade pode prolongar e agravar o quadro, resultando em outras consequências.
Quais são os mecanismos da queda de cabelo por estresse?
O estresse atua de diversas formas na saúde e integridade do folículo capilar, gerando diferentes situações que podem levar a sua queda.
Eventos estressantes, por exemplo, aumentam os níveis de hormônios como adrenalina e cortisol, provocam alterações na imunidade e causam danos moleculares às células do folículo.
Além disso, o estresse agrava condições como a dermatite seborreica, gera ansiedade e favorece maus hábitos de vida.
Como resultado dessas reações e agravos, os fios passam encurtar o seu ciclo capilar, caindo mais.
Esse fenômeno, conhecido como eflúvio telógeno, é a principal forma de queda de cabelo por estresse.
Por sua vez, a combinação eflúvio telógeno e estresse também aceleram a alopecia androgenética, causa mais frequente de calvície.
Além disso, dependendo do grau de estresse, podem haver reflexos no sistema imune e condições relacionadas, como a alopecia areata.
Por fim, o estresse aumenta a ansiedade e, por conseguinte, transtornos compulsivos como a tricotilomania.
Cada um desses tipos de queda de cabelo tem tratamentos específicos, sendo, portanto, preciso diferenciá-las.
Como reconhecer a queda de cabelo por estresse?
Segundo estudos, o estresse produz diferentes manifestações clínicas no cabelo, como envelhecimento, fios brancos e queda.
Algumas formas clínicas de queda de cabelo por estresse são mais facilmente identificadas, como por exemplo, a alopecia areata.
Nessa condição, os fios caem de maneira abrupta e intensa, formando falhas circulares e lisas no couro cabeludo.
Essas rodelas sem cabelo também podem aparecer na barba, cílios, sobrancelhas ou qualquer outra área pilosa corporal.
Além do quadro clínico sugestivo, a confirmação do diagnóstico de alopecia areata se faz pela visualização de elementos característicos na tricoscopia. Esse exame permite ao médico visualizar os pelos peládicos, cadavéricos e pontos amarelos, fechando o diagnóstico.
A tricoscopia também ajuda diferenciar casos de tricotilomania nos quais os pacientes não relatam o hábito de arrancar os fios. A presença de fios arrebentados em diversos tamanhos e sinais de trauma como pequenas hemorragias no couro são sinais altamente sugestivos.
Por fim, o diagnóstico de queda de cabelo emocional devido ao eflúvio telógeno acaba sendo um pouco mais complicado. Isso porque existem diversas outros agentes capazes de induzir eflúvio capilar.
Dentre essas causas de eflúvio estão, por exemplo, fatores genéticos, distúrbios hormonais, desequilíbrios nutricionais, cirurgia, remédios, infecções e doenças graves.
Assim, o estresse pode ser a única, mas também apenas mais uma das diversas causas colaborando para os fios estarem caindo.
Então, para afirmar que há queda de cabelo por estresse no caso de eflúvio telógeno, é preciso antes descartar todas as outras possibilidades.
Independentemente da apresentação clínica, uma vez feito o diagnóstico, é hora de tratar.
Como recuperar os fios que caem por estresse?
Para voltar a ter cabelos após eles caírem em períodos estressantes é preciso antes ver como e porque eles caíram.
Desse modo, o primeiro passo deve ser passar por uma avaliação médica completa, com exames de sangue e tricoscopia.
Após se diagnosticar a forma clínica e identificar os agravantes envolvidos no quadro, passa-se a buscar a solução.
O tratamento da queda de cabelo por estresse envolve uma abordagem multifatorial, combinando cuidados médicos com mudanças nos hábitos de vida.
Remédios e terapias capilares
Não existe um remédio específico para acabar com o estresse ou fazer o cabelo parar de cair.
Entretanto, existem algumas abordagens médicas que podem ajudar nesse processo.
Antes de definir o tratamento da queda de cabelo por estresse, porém, é preciso avaliar sua forma clínica.
Na alopecia areata, por exemplo, as opções de tratamento podem ser corticoides tópicos, infiltração, imunoterapia, crioterapia ou inibidores de Jak.
Já na tricotilomania, é válido fazer acompanhamento psicológico com terapias comportamentais e, se necessário, uso de medicações ansiolíticas.
O tratamento do eflúvio capilar requer a identificação e correção de todos os agentes capazes de fazer cair cabelo, inclusive o estresse.
Terapias complementares, como o laser, massagem capilar, ou esfoliação do couro cabeludo, podem ajudar a potencializar os resultados do tratamento.
Controle do estresse
Se os cabelos estão caindo por conta do estresse, parece óbvio que esse seja um dos alvos principais do tratamento.
Até aí, tudo bem. O difícil, muitas vezes, é combater todos os eventos e agentes estressantes por trás da queda.
Algumas dicas podem ajudar nessa tarefa.
O primeiro passo para o enfrentamento da queda de cabelo por estresse é identificar suas causas.
A partir disso, é preciso ter em mente que muitas dessas situações dependem de tempo, planejamento e estratégias para serem resolvidas.
Portanto, tenha calma e trabalhe de forma consciente e programada no combate aos seus agentes estressores.
Enquanto os problemas vão sendo resolvidos, organize outros pontos da sua vida pessoal e profissional que podem ajudar a amenizar o impacto do estresse no seu organismo.
Procure estabelecer e respeitar metas de horários de pausa no trabalho, descanso e para momentos de lazer.
Inclua na sua rotina atividades recreativas, encontros com amigos ou sociais que lhe façam bem.
Exercícios físicos regulares e noites de sono reparador também são fortes aliados no combate à queda de cabelo por estresse.
Por fim, o acompanhamento psicológico ou psiquiátrico pode ser necessário para redução do estresse e melhora da qualidade de vida.
Queda de cabelo por estresse: o que fazer?
Os cabelos são o reflexo do que o corpo está passando.
Desse modo, combater os agentes estressores não ajuda apenas o cabelo, mas a saúde em geral.
A queda de cabelo por estresse é multifatorial e pode se manifestar de diferentes formas.
Portanto, para controlar esse problema, torna-se indispensável contar com um suporte especializado para fazer o diagnóstico e tratamento adequado.
Então, se você está ficando estressado por estar perdendo cabelos, relaxe!
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