Tratamento da queda de cabelo: o que fazer nos primeiros sinais de perda capilar?
Saber como tratar a queda de cabelo é essencial na recuperação da saúde capilar e bem-estar dos pacientes.
A perda capilar é uma preocupação comum entre pessoas de diferentes idades, com impactos na autoestima e qualidade de vida.
No caso da calvície, identificar seus primeiros sinais permite buscar um tratamento precoce e evitar a progressão do problema.
Entretanto, como existem outros diferentes tipos de queda de cabelo, é preciso diferenciar quando ela ocorre pela calvície.
Causas e tratamento da queda de cabelo
Quando os fios caem, a sensação do paciente é de estar perdendo o cabelo.
Porém, em boa parte das vezes, ao cair, ele dá lugar a um novo cabelo, semelhante ao que se soltou. Nesse caso, portanto, trata-se apenas de uma renovação dos fios.
Um exemplo de queda de cabelo gerando somente troca dos fios é o eflúvio capilar, seja ele anágeno ou telógeno. Nessa condição, geralmente a queda capilar é temporária e o cabelo volta ao normal com o tempo.
Contudo, em outras situações, como na alopecia androgenética e cicatricial, ao cair, o fio pode não voltar igual. Aliás, muitas vezes, ele nem volta mais.
Por isso, é fundamental reconhecer os primeiros sinais de perda capilar para saber diferenciar essas possibilidades. Principalmente porque o tratamento precoce da queda de cabelo nas alopecias permite não só interromper, como por vezes, reverter o processo.
Como tratar a queda de cabelo não permanente?
Mesmo quando se trata de uma troca dos fios, a queda de cabelo reduz o volume capilar. Isso porque ao cair, há uma substituição de um fio longo por outro bem curto, que demora para crescer.
Nesse período, a sensação é de cabelos falhos e com pontas irregulares, devido aos diversos comprimentos dos fios.
Portanto, ainda que não leve à perda do fio, a queda de cabelo excessiva incomoda por deixar o cabelo mais ralo e minguado.
Para saber como tratar a queda de cabelo e, dessa forma, evitar essa situação, é preciso identificar suas diferentes causas.
Eflúvio telógeno
O eflúvio telógeno é um dos principais tipos de queda de cabelo.
Nessa condição, os fios caem por haver uma aceleração do ciclo capilar, antecipando a fase de queda ou telógena.
Inúmeras são as possibilidades de causas para o cabelo cair por eflúvio telógeno. Dentre elas estão, por exemplo, alterações hormonais, nutricionais, estresse, cirurgia, medicamentos, pós-parto, irritação no couro cabeludo, doenças graves e infecções.
Por se tratar de condições que afetam todos os fios, a queda capilar do eflúvio costuma ser difusa.
Em geral, o cabelo diminui como um todo, sem deixar falhas aparentes ou ter áreas preferenciais.
A forma de como tratar a queda de cabelo por eflúvio telógeno passa necessariamente pela identificação e correção de suas causas.
Se o problema persiste, como por exemplo, de uma anemia, o cabelo continua caindo.
Entretanto, nesse caso, com a correção dos níveis de ferro e ferritina, o cabelo tende a parar de cair em até 6 meses.
Em outras situações, como no pós-parto, nem há necessidade de se intervir, pois a queda cessa naturalmente após certo tempo.
Eflúvio anágeno
O eflúvio anágeno é um outro tipo de queda capilar por troca de fios.
Nessa condição, os fios se desprendem quando ainda estão em seu período de crescimento máximo, ou seja, na fase anágena. Dessa forma, eles nem completam o ciclo, caindo antes de chegar na fase telógena.
Por conta disso, a queda capilar no eflúvio anágeno costuma ser mais abrupta e intensa do que no telógeno.
A principal causa de eflúvio anágeno é a quimioterapia.
Os remédios quimioterápicos destroem células que se proliferam rapidamente, interrompendo o crescimento do tumor, mas também dos folículos capilares.
Essa é a razão dos fios caírem de forma tão rápida e intensa já no início da quimioterapia.
Não há muitas alternativas e receitas de como tratar a queda de cabelo por eflúvio anágeno.
Uma das poucas opções é o Cold cap ou touca gelada.
Alopecia areata
A alopecia areata é uma doença autoimune na qual o organismo ataca e derruba os fios de cabelo.
O quadro clínico da alopecia areata inclui falhas circulares no couro cabeludo, mas também na barba, sobrancelhas, cílios e pelos corporais.
Em geral, os buracos são totalmente lisos, sem vermelhidão, descamação ou sintomas como dor e coceira.
A decisão sobre como tratar a queda de cabelo pela alopecia areata depende da extensão/gravidade das lesões e idade do paciente.
No caso de lesões únicas e recentes, a conduta geralmente é expectante, especialmente em crianças. Isso porque na grande maioria das vezes há volta espontânea do cabelo nessas situações.
Se as lesões passam a ser persistentes ou progressivas, é preciso avaliar outros modos de como tratar a queda de cabelo.
As opções de tratamento, então, passam a ser corticoide tópico, injetável, crioterapia, imunoterapia ou uso de inibidores de JAK.
Tinea Capitis
A micose do couro cabeludo é uma infecção da pele do couro cabeludo por fungos.
As lesões, presentes quase que exclusivamente em crianças, apresentam como primeiros sinais e sintomas:
- falhas arredondadas no couro cabeludo, com presença de fios quebrados junto à pele;
- descamação, coceira e vermelhidão local;
- pus, inchaço e dor em casos mais graves.
O tratamento da Tinea capitis envolve uso antifúngicos orais por períodos mais longos.
Como tratar a queda de cabelo pela calvície?
A queda de cabelo é um ponto de atenção para quem tem alopecia. Isso porque ao cair nesse tipo de condição, os fios costumam voltar mais finos, curtos ou até nem retornarem mais.
No caso da calvície genética, a queda capilar funciona como um acelerador do processo de afinamento e perda capilar. Quanto mais o cabelo cai, mais rápido a calvície avança.
Enquanto isso, nas alopecias cicatriciais, a queda de cabelo é um sinal de atividade da doença, ou seja, ela também indica perda definitiva dos fios.
Calvície genética
A alopecia androgenética é a causa mais comum de perda de cabelo em homens e mulheres.
Nessa condição, os fios passam a afinar e encurtar progressivamente devido ao processo de miniaturização.
Nos homens, a alopecia acomete o topo da cabeça, principalmente nas entradas e coroa.
Já nas mulheres há uma rarefação difusa do cabelo, com alargamento da linha média e visualização do couro cabeludo.
A tendência da calvície é piorar com o tempo, acelerando ainda mais a perda conforme os fios caem.
Por isso, o reconhecimento dos primeiros sinais de queda de cabelo e tratamento precoce da calvície são fundamentais para evitar sua progressão.
A forma de como tratar a queda de cabelo na calvície varia de acordo com seu grau de evolução.
Nos casos iniciais, o uso de minoxidil tópico para estimular o crescimento dos fios costuma já ser suficiente.
Já quando as falhas se tornam evidentes, medicações orais passam a ser necessárias para conter o avanço da perda capilar.
Nos homens, finasterida ou dutasterida são os medicamentos de escolha. Esses fármacos atuam como inibidores da 5-alfaredutase, ou seja, eles reduzem a conversão de testosterona em di-hidrotestosterona (DHT).
O bloqueio da enzima 5-alfaredutase é valioso porque o DHT é o hormônio com maior capacidade de destruir os folículos capilares.
Embora seja eficaz em homens, o uso feminino da finasterida não surte o mesmo efeito.
No caso, o remédio mais utilizado para conter o avanço da alopecia feminina é a espironolactona.
Quando os medicamentos passam a ser insuficientes no controle da calvície, é preciso incluir outros recursos terapêuticos.
Atualmente, existem terapias avançadas como o PRP (Plasma Rico em Plaquetas), laser capilar, intradermoterapia e microagulhamento para complementar o tratamento medicamentoso.
Diante de tantas opções, a escolha de como tratar a queda de cabelo genética passa a depender da experiência do médico com cada método.
Alopecia cicatricial
As alopecias cicatriciais compreendem uma série de patologias nas quais há destruição dos folículos capilares com sua substituição por fibrose.
De acordo com suas causas, as alopecias cicatriciais podem ser de natureza inflamatória, autoimune ou traumática.
Dentre alopecias cicatriciais inflamatórias estão, por exemplo, o líquen planopilar, alopecia frontal fibrosante, foliculite decalvante, dissecante e queloidiana da nuca.
O lúpus cutâneo é o principal representante da categoria de alopecias cicatriciais autoimunes.
Já a alopecia traumática ocorre por queimaduras, escalpelamento ou na alopecia de tração.
Em todas essas situações, o resultado final é o mesmo: perda capilar com formação de cicatrizes no couro cabeludo.
Mas, por englobar uma série de doenças com características distintas, às vezes, fica difícil reconhecê-las logo de início.
Entretanto, alguns sinais como couro cabeludo vermelho, descamação, dor, espinhas e falhas no cabelo devem servir de alerta para essa possibilidade.
Uma vez feito o diagnóstico, fica mais fácil decidir como tratar a queda de cabelo nas alopecias cicatriciais.
Dentre as opções de tratamento, segundo estudos, estão corticoides, antibióticos, antifúngicos ou imunossupressores, a depender do tipo de alopecia.
Como se trata de um processo cicatricial, aonde o fio já caiu e se formou cicatriz, o cabelo não volta mais.
O objetivo do tratamento então passa a ser impedir o avanço da perda capilar.
Queda de cabelo: o que fazer se houver sinais de perda capilar?
Por vezes, a queda de cabelo é um evento passageiro, com recuperação total dos fios após um certo período.
Nesses casos, como por exemplo, após o parto, nenhum tratamento é necessário.
Contudo, em uma parte significativa das vezes, ao cair, o cabelo volta mais fraco ou simplesmente some.
Por isso, é fundamental reconhecer os primeiros sinais de queda de cabelo e entrar rápido com o tratamento precoce e correto.
Por sua vez, para acertar como tratar a queda de cabelo, é preciso antes fazer o diagnóstico certo. Com ele, fica mais fácil decidir quando, se e como seguir com o tratamento.
Portanto, diante de tantas possibilidades, torna-se essencial buscar ajuda especializada o quanto antes para evitar condutas desnecessárias e evoluções desfavoráreis.
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